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Criador do Rodoanel, WS critica sucessores por paralisação de obra e cobra Mendes por licitação

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo / Da Redação - Erika Oliveira

09 Set 2019 - 17:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Criador do Rodoanel, WS critica sucessores por paralisação de obra e cobra Mendes por licitação
Autor do projeto e responsável pelo início da obra do Contorno Norte da região metropolitana de Cuiabá, conhecido como Rodoanel, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) lamentou que seus sucessores no comando da Prefeitura da Capital não tenham concluído os pouco mais de 40 km que restaram para finalizar a via. Na manhã desta segunda-feira (09) uma comissão de vereadores de Cuiabá e de Várzea Grande foi até o Governo do Estado para cobrar que seja realizado um novo processo licitatório.

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“Essa obra é estruturante, porque Cuiabá cresceu muito e há um trafego pesadíssimo de caminhões e ônibus dentro da cidade. A produção agropecuária, grande parte passa pela Capital, e isso é transportado por bitrens, caminhões pesados que danificam o pavimento e a rede de drenagem do município. Nós projetamos na nossa gestão, fizemos quase 10 km do Rodoanel, mas infelizmente nossos sucessores não deram continuidade e hoje a obra está delegada, pelo Dnit, para o Governo do Estado, que tem R$ 130 milhões em caixa e não consegue licitar a obra. Eu quero parabenizar o presidente Misael e todos os vereadores de Cuiabá e Várzea Grande que vieram cobrar do governador que essa licitação ocorra ainda este ano”, declarou o deputado.

No ano passado, em reunião com a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos (DEM), o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) em Mato Grosso, Orlando Fanaia Machado, apresentou um anteprojeto que incluía quatro novos viadutos, quatro pontes e uma trincheira na altura da Avenida Antártica.

Na ocasião, de acordo com Fanaia, dos R$ 500 milhões previstos para execução da obra, R$ 110 milhões já estavam depositados em uma conta do Governo do Estado há 5 anos. Ao assumir o Paiaguás, o governador Mauro Mendes (DEM) anunciou que retomaria mais uma vez a licitação com novas mudanças no projeto. O processo, no entanto, ainda não foi iniciado.  

Parada há uma década

A construção do Rodoanel foi iniciada em 2009, durante a gestão de Wilson Santos como prefeito de Cuiabá. A primeira etapa foi entregue e depois disso um novo projeto, da Agência de Execução de Projetos da Copa de 2014 (Agecopa), foi apresentado.

Em agosto de 2018, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), ligada à gestão Pedro Taques (PSDB), divulgou que havia retomado o processo licitatório para a conclusão das obras do Rodoanel em Cuiabá e Várzea Grande, que deveriam custar R$ 498 milhões.

Em um Termo de Compromisso de 2012 consta que o projeto para a finalização desta obra, à época a cargo da Secretaria de Estado de Transportes e Pavimentação Urbana (SETPU), custaria R$ 354.389.227,00 com verbas do Governo Federal, 143.610.773 a menos que o projeto de Taques.

Conforme o projeto deixado por Taques, o Rodoanel terá 52 km, totalmente duplicado, em concreto, que tem durabilidade de 30 anos, em substituição ao asfalto tipo CBUQ de apenas 10 anos. A obra vai ligar a região do Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, até o Distrito Industrial de Cuiabá, passando pela rodovia MT-010 (Estrada da Guia), rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), até chegar na BR-364. Ao longo deste trajeto, serão construídas 15 obras de artes, sendo duas pontes e 13 viadutos.

De acordo com as alterações apresentadas pelo Dnit no ano passado, no anteprojeto para retomada da obra, o número de obras de artes caiu para quatro viadutos, quatro pontes e uma trincheira na altura da Avenida Antártica.

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