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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Turistas ‘presas’ na Bolívia após protesto de moradores se aproximam do Brasil

Da Redação - Fabiana Mendes

15 Set 2019 - 07:52

Foto: Reprodução

Turistas ‘presas’ na Bolívia após protesto de moradores se aproximam do Brasil
A mato-grossense de Tangará da Serra Danielly Paola e sua mãe, Luzia Leite, ‘presas’ na Bolívia desde a última quarta-feira (11), se aproximaram do Brasil e se encontram na cidade de Cochabamba. Ambas devem ir para a cidade de Santa Cruz, onde irão permanecer até hoje (15), quando irão comprar passagem de ônibus para San Matias, fronteira com Mato Grosso. A embaixada do Brasil não teria mais entrado em contato com as turistas. “Descaso total”, comentou. A história foi compartilhada no grupo ‘Mochileiros’, no Facebook e confirmada pela garota ao Olhar Direto.

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Salar de Uyuni (ou Salar de Tunupa) é o maior e mais alto deserto de sal do mundo, com 10.582 quilômetros quadrados e a 3.656 metros acima do nível médio do mar. Ele está localizado nos departamentos de Potosí e Oruro, no sudoeste da Bolívia, perto da borda da Cordilheira dos Andes.

“Oi galera, me chamo Danielly e eu e minha mãe estamos presas no Uyuni!”, assim começa o depoimento da garota. “Na quarta chegamos do passeio do salar e nos falaram que teria um ônibus as 22h para sairmos da cidade porque teriam barreiras, o ônibus nunca veio, as agências nos deixaram na rua para que não levassem multas dos sindicatos. Ficamos perdidos com todas as hospedagens fechadas e nada aberto para comer. Graças a Deus o dono de um restaurante abriu as portas para que não ficassem os no frio de -4 graus e nos deu cobertas para dormimos no chão”.
 
Na quinta-feira (12), segundo Danielly, uma das agências deu sopa para que elas pudessem se alimentar. Por volta das 16h, cerca de 150 turistas fizeram um abaixo-assinado, e foi informado que os estrangeiros seriam evacuados. “Fomos para a praça das armas, onde ficamos em fila ao relento por mais de 3 horas. Entramos nos ônibus, mas eles não saíram do lugar. Ficamos lá até às 2 da manhã quando, nos falaram que iriam tirar os turistas nos carros dos tours, por um preço cinco vezes mais caro. Tentamos, até às 6:30 da manhã, sem sucesso. Os bloqueios não cederam”, continua.
 
No mesmo dia, um hostel abriu as portas para recebê-los, e elas finalmente conseguiram banheiro e wi-fi, mas ainda não tinham o que comer. A informação é de que o protesto pode durar 1, 5 ou dez dias. Ou seja, não há definição.

“Não tem ônibus, trem, voo, imprensa e polícia. Estamos com pouco dinheiro. Falei com a embaixada em La Paz, nos disseram apenas para esperar, não fizeram nada. Falei com um WhatsApp da embaixada no Brasil, falaram que não tem o que fazer. Somos reféns de um protesto no Uyuni e estamos largadas a nossa própria sorte, sem saber o que fazer, toda ajuda é bem-vinda, só queremos ir para casa”, lamenta.
 
Após algum tempo, a embaixada do Brasil em La Paz entrou em contato com elas novamente, afirmando que um vôo solidário sairia às 23 horas desta sexta-feira (13). “No entanto, temos que ir para o aeroporto andando, porque disseram que estão apedrejando os carros que chegam lá (3km). E o voo sai apenas às 23h. As agências se reuniram e estão dando comida pra gente na praça”, contou Danielly.
 
“Estamos em carros tentando passar a fronteira, policiais estão juntos”, disse. “Sobre o vôo, não é certeza porque as embaixadas que estão organizando e tem que ter 120 pessoas confirmadas. Como não tem, é um risco. Por isso decidimos pegar os carros e tentar. Se não der certo voltaremos a tempo de tentar o voo. Estamos em seis brasileiros”.

Depois de passar por uma barreira, o grupo ficou parado em outra. “Estão voltando com a gente, sem perspectiva nenhuma, embaixada não visualiza, mas não faz nada”, disse. Meu cartão não passou, por sorte tínhamos real e trocamos por uma cotação absurda aqui no aeroporto, o vôo vai sair às 23:30 para La Paz, de lá pegaremos ônibus a Santa Cruz e depois San Matias até chegar no Brasil! Embaixada continua visualizando e não respondem, não atendem telefone, Itamaraty disse que a embaixada está ajudando (mas não tá). Só acredito que vou sair daqui quando o avião decolar, sonho com a chegada no Brasil, não vamos nos calar, a embaixada não cumpriu seu papel, isso tem que ser punido!”, acrescentou.

As últimas informações compartilhadas no grupo são de que ambas estão em Cochabamba, onde ficarão até o domingo. “Daqui a pouco sairemos para Santa Cruz onde temos uma amiga e vamos ficar por lá até a noite de domingo que é quando tem o horário do ônibus para San Matias (fronteira com Mato Grosso)”, finalizou.
 
 

 

3 comentários

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  • Hélio Marcio
    15 Set 2019 às 22:18

    Que triste Dany e Luzia, torço por vcs, que tudo de certo! Conte com nosso apoio!!

  • Dalto
    15 Set 2019 às 09:53

    Da próxima vez vai pra Bolívia de novo

  • Sesato
    15 Set 2019 às 08:52

    E o que tem a ver a embaixada com um turismo particular mal sucedido!? Antes de viajar da uma lida nas atribuições desta instituição... ela serve pra estabelecer relações diplomática com países de interesse, e não ficar cuidando de brasileiro em território estrangeiro! Rsrsrsr... povo sem noção também!!