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Sábado, 19 de outubro de 2019

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Diante de cortes federais, MT cria quase R$ 3 mi em bolsas para colher ‘ciência’ no futuro

Da Reportagem Local - Érika Oliveira/ Da Redação - Lucas Bólico

17 Set 2019 - 17:22

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Ex-deputado Adriano Silva é presidente da Fapemat

Ex-deputado Adriano Silva é presidente da Fapemat

O governador Mauro Mendes (DEM) assinou nesta terça-feira (17) termo de cooperação técnica entre a Fapemat, Unemat, UFMT e IFMT para a criação de 600 bolsas de iniciação científica. O valor do projeto é de aproximadamente R$ 3 milhões e visa induzir a produção de inovação e tecnologia para desenvolver e beneficiar setores cruciais para o desenvolvimento de Mato Grosso. O programa foi lançado diante de um cenário em que o Ministério da Educação reduz o número de bolsas no país para cortar gastos.  

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“Essas 600 bolsas Mato Grosso está colocando com recursos 100% do Estado, fazendo o inverso do que o Brasil está fazendo, enquanto por exemplo a nível nacional. A Capes, o CNPq, o Finesp estão cortando orçamento de bolsas, de produção científica. Nosso governo capitaneado pelo governador Mauro Mendes, com a sensibilidade na área científica, por entender que esse é o caminho do crescimento de Mato Grosso, nós estamos aportando ai quase R$ 3 milhões em bolsas para que nós possamos já dar resultado logo com esses trabalhos e também nós vamos logo, logo trabalhar produção científica aplicada. Pesquisa aplicada de políticas públicas”, afirmou o presidente da Fapemat, ex-deputado estadual Adriano Silva.
 
O programa de bolsas é apresentado pelo Governo do Estado como um projeto que pode trazer soluções para o Estado em diferentes áreas, como segurança pública, no desenvolvimento de tecnologia que ajude em políticas públicas de monitoramento, e na economia, com produção de conteúdo que permita aumentar a produtividade no Estado.  
 
“Nós entendemos que Mato Grosso é recordista em produção de alimentos. Nós temos uma grande produção neste Estado, que tem dimensões continentais, mas tudo isso foi criado através de ciência. Nós não conseguiríamos avançar Mato Grosso se não fosse através da produção científica, tecnológica e inovadora”, ilustrou Adriano.
 
Das 600 bolsas previstas no termo de cooperação, 100 são destinadas a estudantes do ensino médio e 500 de iniciação científica para graduação. A ideia é além de desenvolver pesquisa, que MT incentive em estudantes secundaristas à ambientação científica.
 
“Serão distribuídas 200 [bolsas] para a Unemat, 200 para a UFMT e 100 para o IFMT para que eles possam lá dentro selecionar 500 acadêmicos de diversas áreas junto com seus professores e orientadores de áreas específicas para que nós continuemos produzindo ciência e inovação tecnológica”, explica.
 
O recurso será destinado para a Fapemat, que irá destinar às instituições de ensino. O governo definirá demandas por áreas para poder induzir os trabalhos subsidiados. “Qual é a demanda que nós temos na área da segurança púbica? Estamos trabalhando com o secretário Alexandre Bustamante um projeto na área de reconhecimento facial. Isso é uma necessidade que a segurança tem hoje. Então nós estamos induzindo nas academias, nas universidades, trabalharem cientificamente esse projeto”, exemplificou Adriano.

5 comentários

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  • Paulo
    18 Set 2019 às 10:22

    Decisão contrária à decisão imbecil em nível federal deve ser louvada. Mesmo sabendo que o fim é eleitoral (reeleição) do Mauro Mendes, merece parabéns. Em educação, pesquisa e inovação não se gasta, se investe!

  • Cuca
    18 Set 2019 às 10:12

    Conhecimento é investimento. E não dá pra comprar num balcão, é preciso estudar pra chegar lá.

  • CUIABANO
    18 Set 2019 às 07:49

    ESTA APREENDENDO A MENTIR COM MAURO MENTE...

  • Zeca
    18 Set 2019 às 07:38

    Por que não fizeram isso ha mais tempo? Isso prova que o presidente Bolsonaro está certo!

  • MARIA TAQUARA
    17 Set 2019 às 17:38

    E vão ter a audácia de ir na contramão do governo federal? E as decisões do pres. Bolsonaro de cortar incentivos da educação e ciência? Não significa nada para o governador?

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