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Quinta-feira, 14 de novembro de 2019

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‘Empacado’ e assaltado cinco vezes, COT do Pari pode virar CT de futebol feminino

Da Redação - Wesley Santiago

26 Set 2019 - 18:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

‘Empacado’ e assaltado cinco vezes, COT do Pari pode virar CT de futebol feminino
O Centro Oficial de Treinamento (COT) do Pari, localizado em Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá), poderá virar um Centro de Treinamento do futebol feminino. A ideia foi aventada pelo secretário de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo Padeiro. Um destino para o local, que já foi assaltado cinco vezes, ainda será definido. As obras do projeto, que deveria ter sido entregue para a Copa do Mundo de 2014, devem ser retomadas apenas no ano que vem.

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As obras do COT do Pari não foram retomadas neste ano, a exemplo de outras como o COT da UFMT e a avenida do Barbado, por problemas de planilha, já que é necessária uma adequação do projeto.
 
“Estamos trabalhando em uma adequação de projeto. Precisamos ver para que e para quem ele será utilizado. Temos várias opções: vamos tentar oferecer para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) talvez fazer um grande CT do futebol feminino, para atender a toda região Centro Oeste. Para isto, vamos iniciar as tratativas”, disse o secretário.
 
Padeiro também afirmou que são estudados outros destinos, como a prefeitura da cidade, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar ou clubes de futebol da cidade. Além disto, ele destacou que o COT fica em uma área nobre do que chamou de ‘Nova Várzea Grande’. “Vamos ter o Fórum, diversos órgãos estão indo para lá, temos condomínios. É uma área em crescimento”.

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O dono da Engeglobal Construções, Robério Garcia, que é pai do suplente de senador Fabio Garcia (DEM), afirmou que a continuidade das obras depende do governo do Estado. “Está paralisado há cinco anos por decreto governamental e está se deteriorando. Deixaram aquilo acabar. Tivemos cinco roubos. Alguns materiais acabaram levados e outros conseguimos guardar”.
 
O empresário garantiu que irá inaugurar todas as obras que puder. Ele explicou que das quatro obras pelas quais a Engeglobal ficou responsável, três ainda estão com a empresa. As obras na Avenida 8 de abril e no COT UFMT já foram retomadas e a do COT do Pari está sob estudo.
 
"Era só fazer o que fizeram agora, vamos tocar obra. Vamos inaugurar, todas as obras que puderem ser inauguradas, a empresa continua a mesma, eu continuo aqui, vamos inaugurar as obras. Lógico que não [ficarão mais caras], os preços são públicos", declarou. "Nós temos um compromisso sério, ou a gente cumpre o prazo ou volta tudo. De nossa parte nós vamos cumprir o prazo, o Governo tem cumprido a parte dele e eu vou cumprir a minha”, finalizou.

Contrato

Em julho de 2018, o juiz da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, Roberto Teixeira Seror, suspendeu a decisão do Governo do Estado de rescindir contrato para as obras do Centro Oficial de Treinamentos da Barra do Pari, em Várzea Grande. A decisão, proferida em 21 de junho, também desobrigou o consórcio responsável de custear a guarda e o zelo das obras paralisadas.

O apelo foi atendido pelo juiz Roberto Seror, que também apontou nesta sentença a “atitude negligente do Estado, que não deu, ao que tudo indica, as mínimas condições para que as empresas integrantes do Consórcio cumprissem com o pactuado”.

Ao final, o magistrado conclui. “Verifica-se ser mais vantajosa a continuação do contrato do que interromper tudo e recomeçar do zero. Isso viria em desfavor do próprio erário público”.

Cenário de terror

Em junho de 2018, quatro anos após a Copa do Mundo de 2014, o Olhar Direto esteve no COT do Pari para verificar o estado do projeto. Abandonado, o local mais parecia u
m cenário de filme de terror, com a estrutura cheia de mato e bastante precária.

A obra do Centro Oficial de Treinamento Rubens dos Santos está orçada em R$ 31,7 milhões e mais de R$ 21 milhões já foram repassados ao Consórcio Barra do Pari, que tem como líder a empresa Engeglobal. Cerca de 70% estão concluídos. Deste montante, o Executivo não reconhece o pagamento de R$ 12 milhões feito à empresa Engeglobal.


 

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