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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Estouro de barragem espalha rejeito de minério por 2 km de área de pastagem em MT

Da Redação - Lucas Bólico

01 Out 2019 - 20:06

Foto: Sema-MT

Estouro de barragem espalha rejeito de minério por 2 km de área de pastagem em MT
O rejeito da barragem de minério TB01, que se rompeu na manhã desta terça-feira (1) na região de Brejal, a 30 km do município de Nossa Senhora do Livramento, se espalhou por uma área de aproximadamente 2 km e atingiu apenas as dependências da empresa VM Mineração e uma área de pastagem no entorno.

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De acordo com a Secretaria de Estado Meio Ambiente (Sema), o vazamento não atingiu drenagens, corpos hídricos ou áreas de preservação permanente (vegetação nativa). Uma lâmina de aproximadamente 10cm se espalhou pelo local. O acidente feriu duas pessoas, Luciano Marcio do Nascimento, 42 anos e Fernando Batista da Silva, 33 anos, que já receberam alta.
 
A empresa VM Mineração foi notificada a paralisar todas as atividades e apresentar relatório circunstanciado apresentando causa e efeito do ocorrido e detalhamento das ações emergenciais em curso para correção total do problema. O empreendimento possui licença de operação válida até julho de 2021 e atua na extração de ouro, sendo que a barragem onde ocorreu o rompimento é destinada a rejeito composto de material silto areno, com cerca de 80% sólido e 20% de líquido. O rejeito da barragem não possui contaminantes.
 
 
A Agência Nacional de Mineração informa que estrutura contém rejeito proveniente de lavra de ouro e tem altura de 15 metros e volume armazenado de 582.171,51 metros cúbicos.
 
A denúncia do rompimento foi feita por volta das 9h pelos próprios moradores à ANM que, imediatamente, deslocou uma equipe ao local.

Os técnicos então constataram o rompimento do dique e o espalhamento de parte do material que estava sendo armazenado na bacia de contenção da barragem.
 
A barragem está inserida na Política Nacional de Segurança de Barragens – PNSB, com Dano Potencial Baixo e Categoria de Risco Baixa. Os extratos de inspeção regulares enviados nunca reportaram qualquer anomalia (sempre pontuações zero em todos itens do estado de conservação) desde 21/09/2018. Inclusive, a empresa enviou Declaração de Condição de Estabilidade no último dia 25/09/2019, assinada por responsável técnico habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/MT) e pelo proprietário da empresa.
 
Em relação aos danos ambientais, os técnicos contataram que os rejeitos escoaram por uma área onde havia vegetação no local. A mancha de rejeitos também derrubou um dos postes da rede de alta tensão que atende a região. A distribuidora de energia já tinha sido acionada, antes da chegada da equipe da ANM, e já havia providenciada o desligamento da rede para evitar outros acidentes.

4 comentários

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  • Chico
    02 Out 2019 às 14:25

    Empresário sério e muito focado nas questões legais e ambientais do seu negócio . Acidentes acontecem, infelizmente . Força meu amigo . Quem te conhece sabe sua história de muito trabalho e dedicação à família .

  • Chico Bento
    02 Out 2019 às 08:38

    José, Vila Bela está a 40 Km da mineração. Você deve ser um desses metidos a falar sem conhecer nada de meio ambiente. Nada de geografia, muito menos de história.

  • Jose
    01 Out 2019 às 22:18

    Muito interessante esses órgãos de fiscalização, punem com multas impagáveis fazendeiros que passam uma grade para reformar um pasto é fazem vistas grossas a aberrações como essa, porque será que essas "mineradoras" que destroem Poconé, N.S. do Livramento, Vila Bela não são vistoriadas? É só ir a Poconé para ver as barbaridades que estão sendo feitas na região. Aja cara de pau dessa gente.

  • Nilza
    01 Out 2019 às 20:38

    E OS DANOS AMBIENTAIS CAUSADOS PELA LAMA TÓXICA ??

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