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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Senadores de MT votam a favor de reforma da Previdência e contra endurecimento de regra do abono salarial

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

02 Out 2019 - 10:13

Foto: Montagem/Agência Senado Fonte: Agência Senado

Senadores de MT votam a favor de reforma da Previdência e contra endurecimento de regra do abono salarial
O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado em primeiro turno no Plenário do Senado, por 56 votos a 19, em sessão na noite desta terça-feira (1). Por Mato Grosso, os três senadores votaram a favor da proposta.

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O Governo Federal, no entanto, sofreu uma derrota na votação do destaque que rejeita a criação de regras mais duras para o abono salarial. A emenda precisava de 49 votos para ser rejeitada, mas teve 42.

O artigo determina que o benefício continue sendo pago a quem ganha até dois salários mínimos. A proposta do governo era manter o abono apenas para quem ganha até R$ 1.364. Os três senadores mato-grossenses, Wellington Fagundes (PL), Jayme Campos (DEM) e Selma Arruda (PSL) votaram a favor da rejeição.

Após a análise dos destaques, que irá continuar nesta quarta-feira (2), a proposta terá de passar por um segundo turno de votação, que está prevista para próxima semana.
Assim como na votação desta terça, a alteração na Constituição precisará de pelo menos 49 votos favoráveis para ser aprovada em segundo turno.

A principal mudança prevista na PEC 6/2019 é a fixação de uma idade mínima (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) para servidores e trabalhadores da iniciativa privada se tornarem segurados após a promulgação das mudanças. Além disso, o texto estabelece o valor da aposentadoria a partir da média de todos os salários, em vez de permitir a exclusão das 20% menores contribuições.

O objetivo com a reforma da Previdência, segundo o governo, é reduzir o rombo nas contas públicas. A primeira estimativa do relator, após a aprovação na CCJ, era de que o impacto fiscal total da aprovação da PEC 6/2019 e da PEC paralela, chegaria a R$ 1,312 trilhão em 10 anos, maior do que os R$ 930 bilhões previstos no texto da Câmara, e maior do que o R$ 1 trilhão que pretendia o governo federal inicialmente. A estimativa de economia somente com a PEC 6/2019 é de R$ 870 bilhões em 10 anos.

2 comentários

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  • AVANÇA MT
    02 Out 2019 às 17:18

    A VERDADEIRA REFORMA É A POLÍTICA QUE TEM QUE DIMINUIR PELA METADE OS DEPUTADOS E SENADORES E SEUS SALÁRIOS E VERBAS, REFORMULAR APOSENTADORIAS DE QUEM RECEBE ALÉM DOS TETOS, ESSA É A REFORMA QUE O POVO ESPERA , O POVO NÃO DEVE REELEGER QUEM VOTOU A FAVOR DESSE PERVERSIDADE CONTRA O POBRE TRABALHADOR !

  • Lombardi Vieira
    02 Out 2019 às 10:54

    Três riquinhos votando contra o trabalhador. Selma Arruda nem é mais senadora, mas por lentidão do TSE fica aí...

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