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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Médicos de MT repudiam projeto que “afrouxa” Revalida e incorpora intercambistas de antigo programa

Da Redação - Lucas Bólico

06 Out 2019 - 11:43

Foto: Ilustração

Médicos de MT repudiam projeto que “afrouxa” Revalida e incorpora intercambistas de antigo programa
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed/MT) repudiou oficialmente, por meio de nota, Projeto de Lei proveniente da Medida Provisória 890/2019 que institui o programa Médicos pelo Brasil. O texto, de acordo com a categoria, foi alterado no Congresso e muda regras do exame Revalida, que permite o exercício de formados no exterior.

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A MP recebeu 120 emendas para votação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e descaracteriza a proposta do Ministério da Saúde. Um dos pontos criticados é o que permite que o Revalida possa ser feito também por instituições privadas.
 
“Antes só poderia ser feito por universidades federais. Prevalecendo essa emenda parlamentar,  perde-se o controle e a qualidade pela aplicação da prova que diz quais médicos estarão  aptos a conseguirem o registro no Conselho Regional de Medicina”, diz trecho da nota do sindicato.
 
Outro ponto criticado é o que incorpora ao 'Médicos pelo Brasil' intercambistas que foram desligados do Mais Médicos sem precisar passar pelo Revalida, o que abre um precedente  para que  seja ofertado serviço médico praticado por pessoas sem a qualificação comprovada.
 
“Isso configura o exercício  ilegal da medicina. Em contrapartida,  para os médicos formados no Brasil conseguirem o registo no Conselho Regional de Medicina se faz necessária a formação prévia em Medicina de Família e Comunidade, segundo desejo de alguns parlamentares”, diz o Sindmed.
 
“Sabemos que a população  precisa de acesso  à saúde pública, mas é um desrespeito com as pessoas o desinteresse pela  qualificação médica. A população que busca o SUS também é digna de uma assistência médica de qualidade. Além de que é extremamente injusto com os médicos formados no Brasil e aqueles formados em outros países  que passaram pelo Revalida, a permissão dada pelo programa de governo aos médicos com formação no exterior, gerando vantagens ao exercer a profissão que lida com a vida das  pessoas, mesmo não sendo reconhecidos como médicos pelo Conselho Federal de Medicina”, completa a categoria.

7 comentários

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  • Tania
    06 Out 2019 às 17:04

    Medicina depende totalmente do aluno e do profissional . Independe de onde é sua formação . Agora, há cursos muito ruins em países de fronteira , com mensalidades baixas, o que se torna atrativo para alunos ruins , que não conseguem ser aprovados no Brasil .

  • Luisa
    06 Out 2019 às 16:58

    A pessoa não consegue passar no vestibular para medicina no Brasil, faz o curso em faculdades ruins no exterior e se consideram médicos . Ainda tem a capacidade de criticar os cursos de medicina do país.

  • João bicudo
    06 Out 2019 às 16:42

    Penso que todos os médicos formados em escolas públicas federais e estaduais após sua formação deveriam prestar atendimento gratuito a um número pré determinado de pacientes, para compensar está demanda e fazer jus ao alto custo deste curso que é pago pela sociedade e não é retribuído pelo atendimento destes profissionais após sua formação deixando a população desassistida e carente de atendente médico,. Tá na hora de haver uma compensação por estes profissionais que me parecem egoístas

  • Rodrigo
    06 Out 2019 às 16:29

    Eu acredito que os médicos formaram um cartel, protecionismo total onde o valor das consultas, exames e cirurgias são exorbitantes, acho também que todos os médicos inclusive com a formados no Brasil deveriam fazer a prova do revalida, tenho certeza que muitos médicos formados aqui no Brasil reprovariam e muitos formados no exterior passariam no revalida, temos é que deixar de concordar com esse cartel que existe nessa classe protecionista com reserva de mercado! Prova para todo mundo, quem passar deixe trabalhar por justiça, sem discriminação!

  • Juca da Fanta
    06 Out 2019 às 15:30

    Os médicos poderiam também debater o preço das consultas. Chegou num patamar insustentável...é 400, 600 reais. Aí fica difícil não concordar com o governo e permitir que mais profissionais adentrem no mercado. Abram seus olhos...o país tá mudando!

  • Zé do Buteco
    06 Out 2019 às 13:55

    Fora o corporativismo e o protecionismo, mas é preciso apenas verificar a qualificação .

  • nonato
    06 Out 2019 às 12:40

    cd o famigerado CRM...PROCESSAR MEDICO POR BANALIDADE SABEM FAZER MUITO BEM,,,DIFICIL UM MEDICO NESSE CRM QUE JA NAO TENHA TOMADO UM FERRO DESSES CONSELHEIROS QUE SE JULGAM DEUSES INTOCAVEIS...QUERO VER PEITAR ESSA PARAda

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