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Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

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Fechado em operação, garimpo ilegal tinha ‘minicidade’ com 1,5 mil pessoas; população protesta

Da Redação - Wesley Santiago

08 Out 2019 - 10:05

Foto: Ciopaer

Fechado em operação, garimpo ilegal tinha ‘minicidade’ com 1,5 mil pessoas; população protesta
O garimpo ilegal, situado no município de Aripuanã (704 quilômetros de Cuiabá) e alvo da segunda fase da 'Operação Trype', com o objetivo de cessar as suas atividades, contava com uma população de 1,5 mil pessoas. Atraídos pela ‘febre do ouro’, todos montavam seus barracos na extensa e depredada área. Nesta terça-feira (08), após a morte de um garimpeiro em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), a população fez um protesto pelas ruas da cidade.

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Nas imagens, gravadas através do helicóptero que dá apoio na ação, comandada pela Polícia Federal, foi possível ter a dimensão da ‘minicidade’ que se criou na área. Conforme o levantamento feito pela Força Tarefa, estima-se uma população flutuante entre mil a 1,5 mil pessoas.
 
O garimpo ilegal esta em funcionamento desde outubro de 2018. No local, há pessoas armadas e isso tem contribuído para homicídios. Além disso, há outros crimes cometidos na área, como: ambientais, contra o patrimônio e tráfico ilícito de drogas.

Na manhã desta terça-feira (08), alguns garimpeiros resolveram protestar em carreata pela cidade. Eles fizeram um buzinaço na principal avenida do município e, posteriormente, foram em direção á prefeitura. 




 
Morte
 
Um garimpeiro, ainda não identificado, morreu em confronto com o Bope, na segunda-feira (07). Os policiais orientaram que todos deixassem o local. Porém, em um dos barracos, o homem disparou tiros contra a equipe, que revidou e o atingiu com dois tiros na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
 
Fazem parte da ação, além das policiais Militar e Federal, Sistema Penitenciário, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Grupo de Operações Especiais (GOE) da PJC, Politec, Polícia Militar, Força Tática, Rotam e os fiscais do Ibama e da Sema.
 
Fase 1
 
No dia 26 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da ‘Operação Trypes’, com o objetivo de investigar irregularidades na extração de ouro em garimpos de Mato Grosso.  Foram cumpridos mandados de prisão em Juína, Aripuanã, Alta Floresta e Paranaíta.
 
A ação tem ligação com o avião localizado em junho deste ano, na cidade de Aripuanã, com uma quantidade em ouro.


 
O caso
 
Policiais militares de Aripuanã (1002 quilômetros de Cuiabá) prenderam, em junho deste ano, dois suspeitos identificados como R.R.L., 34 anos, e W.B.F., 33 anos, em um aeroporto na zona rural do município. Com eles foram apreendidos 6,5 quilos de ouro avaliados em R$ 7 milhões, além duas pistolas (9mm e 635) com seus respectivos carregadores e 27 munições intactas.
 
De acordo com informações da PM, uma equipe fazia rondas pelo local quando avistou uma aeronave de pequeno porte pousando e logo em seguida levantando voo novamente, sem que ninguém descesse.
 
Próximo da área de pouso havia uma caminhonete Hilux de cor preta com dois homens do lado de fora, bem próximos do veículo. Os policiais suspeitaram da situação e decidiram abordá-los.
 
Dentro do carro, em uma caixa de papelão, estava o ouro, precisamente seis quilos e 570 gramas. O suspeito R.R.L., 34 anos, que portava uma das pistolas, confessou ser o dono do ouro.
 
Ele disse que estava aguardando a aeronave que levaria o ouro, mas não fez referência ao avião que havia pousado minutos antes e levantado voo.
 
A outra arma, também pistola, estava no carro. O outro suspeito, também detido, W.B.F., 33 anos, não portava nada de ilícito. O “dono do ouro”, R.R.L. disse ser proprietário de um moinho (equipamento que faz a moagem das pedras e separação do ouro) dentro de um garimpo na região, mas admitiu não ter nota fiscal do metal e nem registro das armas.

1 comentário

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  • Vinicius
    08 Out 2019 às 11:23

    E lamentavel ver o que esta acontecendo, as autoridades em vez de legalizarem o garimpo para as pessoas trabalharem estão fazendo e mais ladrões, asaltantes etc.., em todo cantos existe a degradação e a poluição, ladrão tem em todos os lugares, prostituta tem em todos os lugares se for pra fechar com esses argumentos porque não iniciam fechando por Brasilia, gente coloca um posto da Caixa Economica Federal e determina que o ouro so sera vendido para a Caixa, mais deixa os caras trabalharem, ha mais aumentou a venda de drogas, aumentou a prostituição, aumentou o indice de violenlencia, então vamos acabar co o Rio de Janeiro, São Paulo todas as grandes metropolis

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