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Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

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Garimpeiros arrastam carros de mineradora e clima fica tenso em cidade alvo de operação da PF; veja

Da Redação - Wesley Santiago

08 Out 2019 - 11:48

Foto: Reprodução

Garimpeiros arrastam carros de mineradora e clima fica tenso em cidade alvo de operação da PF;  veja
O clima é de tensão na cidade de Aripuanã (704 quilômetros de Cuiabá), onde um garimpo ilegal foi fechado em ação da Polícia Federal e forças de segurança do Estado, na última segunda-feira (07), durante a segunda fase da ‘Operação Trypes’. Na manhã desta terça-feira (08), garimpeiros arrastaram duas caminhonetes de uma empresa. O comércio está fechado, temendo represálias.

Leia mais:
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Vídeos que circulam pelas redes sociais mostram diversos garimpeiros se manifestando contra a ação das autoridades. Mais cedo, eles fizeram uma carreata pelas ruas do município. Depois, foram até a sede da empresa Nexa Votorantin, que opera na região e foi obrigada a colaborar com a Polícia Federal, onde duas caminhonetes foram arrastadas no meio da rua.
 


Um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) faz sobrevoos pela cidade e dá apoio à ação. O prefeito da cidade, Jonas Canarinho (PR), disse ao Olhar Direto temer que algo mais grave aconteça. “Pedimos sensatez. Os lideres estão pregando tranquilidade, mas isso pode mudar muito rápido”.

O garimpo ilegal contava com uma população de 1,5 mil pessoas. Atraídos pela ‘febre do ouro’, todos montavam seus barracos na extensa e depredada área. Nesta terça-feira (08), após a morte de um garimpeiro em confronto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), a população fez um protesto pelas ruas da cidade.

O garimpo ilegal esta em funcionamento desde outubro de 2018. No local, há pessoas armadas e isso tem contribuído para homicídios. Além disso, há outros crimes cometidos na área, como: ambientais, contra o patrimônio e tráfico ilícito de drogas.



Morte
 
Um garimpeiro, ainda não identificado, morreu em confronto com o Bope, na segunda-feira (07). Os policiais orientaram que todos deixassem o local. Porém, em um dos barracos, o homem disparou tiros contra a equipe, que revidou e o atingiu com dois tiros na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
 
Fazem parte da ação, além das policiais Militar e Federal, Sistema Penitenciário, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Grupo de Operações Especiais (GOE) da PJC, Politec, Polícia Militar, Força Tática, Rotam e os fiscais do Ibama e da Sema.

 

Fase 1
 
No dia 26 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da ‘Operação Trypes’, com o objetivo de investigar irregularidades na extração de ouro em garimpos de Mato Grosso.  Foram cumpridos mandados de prisão em Juína, Aripuanã, Alta Floresta e Paranaíta.
 
A ação tem ligação com o avião localizado em junho deste ano, na cidade de Aripuanã, com uma quantidade em ouro.


 
O caso
 
Policiais militares de Aripuanã (1002 quilômetros de Cuiabá) prenderam, em junho deste ano, dois suspeitos identificados como R.R.L., 34 anos, e W.B.F., 33 anos, em um aeroporto na zona rural do município. Com eles foram apreendidos 6,5 quilos de ouro avaliados em R$ 7 milhões, além duas pistolas (9mm e 635) com seus respectivos carregadores e 27 munições intactas.
 
De acordo com informações da PM, uma equipe fazia rondas pelo local quando avistou uma aeronave de pequeno porte pousando e logo em seguida levantando voo novamente, sem que ninguém descesse.
 
Próximo da área de pouso havia uma caminhonete Hilux de cor preta com dois homens do lado de fora, bem próximos do veículo. Os policiais suspeitaram da situação e decidiram abordá-los.
 
Dentro do carro, em uma caixa de papelão, estava o ouro, precisamente seis quilos e 570 gramas. O suspeito R.R.L., 34 anos, que portava uma das pistolas, confessou ser o dono do ouro.
 
Ele disse que estava aguardando a aeronave que levaria o ouro, mas não fez referência ao avião que havia pousado minutos antes e levantado voo.
 
A outra arma, também pistola, estava no carro. O outro suspeito, também detido, W.B.F., 33 anos, não portava nada de ilícito. O “dono do ouro”, R.R.L. disse ser proprietário de um moinho (equipamento que faz a moagem das pedras e separação do ouro) dentro de um garimpo na região, mas admitiu não ter nota fiscal do metal e nem registro das armas.

4 comentários

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  • UAI
    09 Out 2019 às 08:25

    Se é ilegal e existe irregulariedades, porque está arruaça? Vão trabalhar para regularizar, este Brasil estava largado mesmo hein! Cada um fazendo o que bem entender, não que seja a favor do atual governo federal, mas cade o batalhão de choque? Força nacional, quer bagunçar, vão em cana. T n c

  • Crítico
    08 Out 2019 às 19:11

    Porque não fiscalizam as mineradoras de Poconé, onde toneladas de ouro são vendidas sem pagar impostos? Propina!

  • Marcos
    08 Out 2019 às 14:31

    Essa operação é necessária. Garimpo ilegal só traz prejuízo, marginalidade, prostituição, o Estado deixa de arrecadar impostos e na hora que um garimpeiro fica doente vai para o SUS fazer tratamento. As riquezas do subsolo são de todos os brasileiros e não somente dos garimpeiros ilegais. Quer garimpar? que regularize a lavra e pague os impostos como fazem as mineradoras, ou seja, pagam os impostos, registram os trabalhadores, recolhem o INSS, etc....

  • alex r
    08 Out 2019 às 13:11

    Rapaz acho interessante isso... qdo professor faz greve e luta por direitos é quebra pau.. a policia vem ate azeda ! Mas arruaceiros de verdade ( as imagens mostram) nada acontece feijoada...

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