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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Enfermeira que estava desaparecida há 11 dias foi morta por PM a mando do marido

Da Redação - Thaís Fávaro

08 Out 2019 - 15:02

Foto: Reprodução

Enfermeira que estava desaparecida há 11 dias foi morta por PM a mando do marido
Um soldado da Polícia Militar identificado como Marcos Vinicius Pereira Ricardi, confessou ter assassinado a enfermeira Zuilda Correia Rodrigues, de 43 anos, que estava desaparecida desde o dia 27 de setembro, em Sinop (420 quilômetros de Cuiabá). De acordo com ele, o crime foi encomendado pelo marido dela, identificado como Ronaldo Rosa. 
 
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A Polícia Judiciária Civil confirmou ao Olhar Direto que o suspeito confessou o crime minutos depois das equipes encontrarem o corpo da vítima. Ele trabalhava em um comercio que pertence ao esposo da mulher e contou que o crime foi encomendado por Ronaldo, mas não disse qual teria sido a motivação.

O corpo da vítima foi encontrado na manhã desta terça-feira (8), em um córrego na zona rural de Sinop (420 Km de Cuiabá). Ronaldo está foragido.

A Polícia Civil realiza buscas para tentar localizar o suspeito de ser mandante do crime. 

O caso

Conforme o boletim de ocorrência, o marido de Zuilda procurou a delegacia para registrar o desaparecimento da enfermeira. No veículo dela foram encontrados sinais de manchas com sangue e fios de cabelo. Ele afirmou que passou no hospital onde ela trabalha para buscá-la após o término do plantão. Como ele estava trabalhando com venda espetinhos, deixou a mulher em casa e voltou ao trabalho. Como ela não apareceu, ele resolveu retornar por volta das 20 horas.

Na casa, o homem constatou que a mulher e uma Toyota SW4 preta não estavam no local. Como disse ter achado que ela estava na igreja, resolveu voltar para o trabalho. Já por volta das 21 horas, encontrou a caminhonete estacionada em frente a residência e trancada.

A Polícia Militar de Mato Grosso se manifestou sobre o caso por meio de nota. Leia na íntegra abaixo.

O Comando do 3º Comando Regional da Polícia Militar, com sede em Sinop, informa que tão logo tomou conhecimento da acusação que pesa sobre o soldado PM determinou que oficiais militares acompanhassem as ações da Polícia Civil com o intuito de colaborar para o esclarecimento do homicídio da enfermeira e a participação do militar. Nesse sentido, desde a tarde e ontem(07) uma equipe do 3º CR diligencia conjuntamente com a Polícia Civil.

O soldado em questão está já estava afastado das funções militares respondendo processo demissório. E a PM esclarece que por se tratar de crime cometido fora no exercício da função militar a apuração ocorre na esfera civil, nesse caso específico na Delegacia de Homicídios de Sinop. 

Todavia, a conduta do policial será objeto de apuração interna na PM, por meio da Corregedoria. A PM de Sinop permanece à disposta para auxiliar as investigações e reforça que o compromisso diário da instituição é em defesa da sociedade.


Atualizada às 17h48.
 

5 comentários

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  • Antônio
    08 Out 2019 às 19:39

    PM não.... ex-PM foi exonerado pq não servia para a Instituição... agora esse jornaleco tem a obrigação de corrigir isso..

  • Gumercindo do Dom Aquino
    08 Out 2019 às 17:58

    Realmente percebo que tem muitos pontos estranhos nessa tragédia. Está tudo muito confuso. Eu não entendi nada...

  • sousa pereira sousa
    08 Out 2019 às 16:22

    Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Essa designação revela a dignidade da vida humana, pois neste aspecto, todos os homens são representantes da imagem de Deus. Quando alguém comete um homicídio, ele não apenas coloca um fim na vida humana, mas também comete um atentado contra a imagem do próprio Deus representada na vítima.

  • Paolo
    08 Out 2019 às 16:01

    Fião ela enfermeira e ele vendendo espetinho de SW4? Humm tá certo.

  • Zeca
    08 Out 2019 às 15:52

    Ela enfermeira, ele vendedor de espetinho, carro uma Hilux SW4. Esquisito isso não?

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