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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Defaz cumpre nove mandados de prisão contra acusados de fraude no ICMS

Da Redação - Wesley Santiago

09 Out 2019 - 07:23

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Defaz cumpre nove mandados de prisão contra acusados de fraude no ICMS
A Delegacia Fazendária (Defaz) cumpre, na manhã desta quarta-feira (09), nove mandados de prisão contra acusados de fraudar Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A ação é batizada de 'Fake Paper'.

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No total, são três prisões realizadas em Cuiabá e outras seis em: Barra do Bugres, Sorriso, Canarana, Campo novo dos Parecis e Juína. Em Cuiabá, um dos presos foi o advogado Aniltom Gomes Rodrigues. Ele foi pego na casa da namorada, no condomínio Garden Goiabeiras e depois foi levado para o Garden Shangri-lá, onde as buscas estão sendo realizadas.
 
O advogado é investigado por supostamente integrar esquema de sonegação de produtores rurais. A Defaz apura a prática de venda de notas que garantiriam a sonegação de tributo.
 
Outra pessoa presa na capital foi Bruno da Silva Guimarães, que andava com documentos falsos com o nome de Bruno Dias Ferreira. Ele é suspeito de abrir uma empresa Fantasma para vender documentos falsos para o advogado que também foi alvo. O terceiro preso é Welton Borges Gonçalves, cuja suposta participação no esquema ainda não está detalhada.
 
Fake Paper
 
A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.
 
O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT. “Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.
 
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.
 
O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”.
 
Os mandados estão sendo cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

Atualizada às 07h32 e às 08h40. Mais informações em instantes

3 comentários

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  • sebastião
    14 Out 2019 às 15:17

    Se um funcionário desviar cem reais, cana nele, agora quando o roubo é graúdo, todo mundo de boca fechada na certeza ninguém rouba sozinho, o chefão sabe de tudo.

  • sebastião
    14 Out 2019 às 15:17

    Se um funcionário desviar cem reais, cana nele, agora quando o roubo é graúdo, todo mundo de boca fechada na certeza ninguém rouba sozinho, o chefão sabe de tudo.

  • EDUARDO
    09 Out 2019 às 07:46

    A DELEGACIA FAZENDÁRIA DEVERIA INVESTIGAR OS DONOS DE POSTOS DE GASOLINA SE ELES BATIZA GASOLINA IMAGINEM SONEGAR IMPOSTOS. O BANDIDO DO EUA ALCAPONE APRODECEU NA CADEIA POR SONEGAR IMPOSTOS. NO BRASIL NINGUÉM VAI PRESO

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