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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Advogado é preso em bairro nobre de Cuiabá em operação contra fraude no ICMS

Da Redação - Wesley Santiago

09 Out 2019 - 07:40

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Advogado é preso em bairro nobre de Cuiabá em operação contra fraude no ICMS
O advogado Aniltom Gomes Rodrigues é um dos alvos de mandado de prisão da operação deflagrada nesta quarta-feira (09), pela Delegacia Fazendária (Defaz), em Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso. No total, são seis presos, acusados de fraude no ICMS.

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O advogado é de Cuiabá, segundo o que apurou o Olhar Direto e já foi preso pela Delegacia Fazendária (Defaz). O mandado de prisão contra ele foi cumprido no bairro Goiabeiras.
 
Aniltom Gomes Rodrigues foi encontrado no condomínio Garden Goiabeiras, na casa da namorada, e depois foi levado para o Garden Shangri-lá, onde as buscas estão sendo realizadas.
 
O advogado é investigado por supostamente integrar esquema de sonegação de produtores rurais. A Defaz apura a prática de venda de notas que garantiriam a sonegação de tributo.

Ele deverá passar por audiência de custódia ainda na tarde desta quarta-feira. Além do advogado, são mais oito prisões expedidos pela Justiça, na 'Operação Fake Paper', que seria uma continuação da 'Liber Pater'.

No total, são três prisões realizadas em Cuiabá e outras seis em: Barra do Bugres, Sorriso, Canarana, Campo novo dos Parecis e Juína.
 
Outra pessoa presa na capital foi Bruno da Silva Guimarães, que andava com documentos falsos com o nome de Bruno Dias Ferreira. Ele é suspeito de abrir uma empresa Fantasma para vender documentos falsos para o advogado que também foi alvo. O terceiro preso na capital é Welton Borges Gonçalves, cuja suposta participação no esquema ainda não está detalhada.
 
Fake Paper
 
A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.
 
O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT. “Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.
 
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.
 
O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”.
 
Os mandados estão sendo cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.
 
Atualizada às 08h43. Mais informações em instantes.

6 comentários

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  • Ligiane
    10 Out 2019 às 11:04

    Por que mencionar bairro nobre? A maioria das pessoas desses lugares, é honesta e faz por merecer a riqueza que possuem e desfrutam.

  • pedro
    10 Out 2019 às 09:54

    Gumercindo do Dom Aquino, ESTÁ MUITO PREOCUPADO COM A VIDA DOS OUTROS, VOCÊ SABIA QUE NO BRASIL EXISTE UM PRINCÍPIO CUJO NOME É O DA PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, O FATO DO CARA TER SIDO PRESO, NÃO SIGNIFICA QUE NO FINAL DO PROCESSO SERÁ CONDENADO. MUITO FÁCIL FICAR JOGANDO PEDRA NOS OUTROS, VOCÊ NÃO SABE NADA. VAI PROCURAR O QUE FAZER ...

  • António
    09 Out 2019 às 21:18

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Pedro
    09 Out 2019 às 12:31

    Tão engraçado falar que Cuiabá tem bairro nobre. A cidade é só sucata

  • Critico
    09 Out 2019 às 09:37

    Esse é o JOIO

  • Gumercindo do Dom Aquino
    09 Out 2019 às 08:04

    A matéria perdeu a credibilidade quando deixou de informar o nome do advogado preso pela Defaz.

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