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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Empresas alvo de operação em MT emitiram R$ 337 milhões em notas frias

Da Redação - Lucas Bólico

09 Out 2019 - 08:56

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Empresas alvo de operação em MT emitiram R$ 337 milhões em notas frias
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso informa que as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337, 3 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado. Elas são alvo da operação ‘Fake Paper’, deflagrada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), na manhã desta quarta-feira (9), com nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública.
 
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Os mandados estão sendo cumpridos em Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína. Na capital foram presos o advogado Aniltom Gomes Rodrigues, Bruno da Silva Guimarães e Welton Borges Gonçalves.
  
A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.
 
O delegado Sylvio do Vale Ferreira Junior, que preside as investigações, ressalta que a emissão de notas fiscais frias interfere negativamente na base de dados da Sefaz-MT. “Distorcendo as informações sobre produção econômica do estado e, consequentemente, na composição de índices do Fundo de Participação dos Municípios, e no cálculo do Fundo de Participação dos Estados, causando efeitos devastadores ao estado”.
 
O delegado titular da Defaz, Anderson da Cruz e Veiga, ressalta que “a operação busca apreender documentos, dispositivos móveis e computadores que possam robustecer ainda mais a investigação e integra mais uma ação da Defaz em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda, no combate aos crimes contra a ordem tributária”.

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