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Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Preso pela Defaz, advogado nega acusações e afirma que operação é fantasiosa: “showzinho”

Da Redação - Wesley Santiago

09 Out 2019 - 12:51

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Preso pela Defaz, advogado nega acusações e afirma que operação é fantasiosa: “showzinho”
O advogado Anilton Gomes Rodrigues, preso nesta quarta-feira (9), durante a ‘Operação Fake Paper’, deflagrada com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que sonegava ICMS com notas frias, negou todas as acusações que pesam contra ela. Além disto, pontuou que a ação da Delegacia Fazendária (Defaz) é fantasiosa e que é “um showzinho o que a delegacia está fazendo”. As investigações o colocam como um dos líderes do esquema.

Leia mais:
Advogado é apontado como um dos líderes de organização que emitiu R$ 337 milhões em notas frias
 
“É uma operação fantasiosa, um showzinho que a delegacia está fazendo. Não tem sonegação alguma. Não existe empresa fantasma. Estão acusando produtores rurais de ter sonegado tributos de produtos que nem tributados são. Estou sendo preso porque estou defendendo produtores rurais e contribuintes contra o arbítrio da Secretaria de Fazenda e de auditores fiscais”, pontuou o advogado em sua chegada à Defaz.


 
Anilton é apontado como um dos líderes de uma organização criminosa criada para o cometimento de crimes tributários. Ele também foi alvo de busca e apreensão. Conforme mandado, o objetivo é apreender documentos em geral (agendas, cadernos, anotações, extratos, recibos, notas fiscais, computadores, aparelhos celulares e mídias eletrônicas).
 
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso constatou que, juntas, as empresas Rio Rancho Produtos do Agronegócio Ltda. e Mato Grosso Comércio e Serviços e a B. da S.. Guimarães Eireli emitiram R$ 337.337.930,11 milhões em notas frias, gerando um prejuízo alarmante ao Estado.
 
O advogado seria sócio de duas destas empresas, apontadas como laranjas e atuaria também como contador da terceira.
 
Operação
 
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) deflagrou nesta quarta a Operação Fake Paper para cumprimento de nove mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão por crimes contra a administração pública.
 
A ação policial apura uma organização criminosa que através de falsificação de documento público, falsificação de selo ou sinal público e uso de documento falso promoveu a abertura de empresas de fachada, visando disponibilizar notas fiscais frias para utilização de produtores rurais e empresas nos crimes de sonegação fiscal. Além disso, o esquema possibilitou a prática de crimes não tributários, como a fraude a licitação, ou mesmo 'esquentar' mercadorias furtadas ou roubadas.
 
Os mandados foram cumpridos em sete cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Tangará da Serra, Campo Novo dos Parecis, Barra do Bugres, Canarana, Sorriso e Juína.

2 comentários

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  • Hans Herman Hoppe
    10 Out 2019 às 10:38

    Imposto é roubo, o estado é uma quadrilha e sonegar é legítima defesa!

  • Dona Mariquinha do Verdão
    09 Out 2019 às 14:17

    ahahahah showzinho de 337 mihoes!!

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