Olhar Direto

Sábado, 19 de outubro de 2019

Notícias / Cidades

Desocupação de garimpo deixa duas mil pessoas desabrigadas e prefeito decreta situação de emergência

Da Redação - Wesley Santiago

10 Out 2019 - 08:45

Foto: Reprodução

Desocupação de garimpo deixa duas mil pessoas desabrigadas e prefeito decreta situação de emergência
A desocupação do garimpo ilegal, situado no município de Aripuanã (704 quilômetros de Cuiabá) e alvo da segunda fase da 'Operação Trype', com o objetivo de cessar as suas atividades, motivou o prefeito da cidade, Jonas Canarinho (PR), a decretar situação de emergência. Segundo o gestor, aproximadamente duas mil pessoas ficaram desabrigadas e não têm condições de retornar de onde vieram.

Leia mais:
Prefeito pede sensatez em ação da PF e teme quebra-quebra: “Tem gente que saiu só com a roupa do corpo”
 
O decreto consta do Diário Oficial dos Municípios, que circulou na última quarta-feira (09). Nele, o prefeito justifica que aproximadamente duas mil pessoas encontram-se desalojadas na sede da cidade, em situação de vulnerabilidade social e, em sua grande maioria, sem recursos financeiros para se alimentarem e retornarem às suas cidades de origem.
 
Além disto, Jonas Canarinho pontua ainda que, em virtude dessa situação crítica e anômala, a Prefeitura Municipal de Aripuanã não detêm condições de atender as necessidades básicas dessas pessoas com recursos próprios.
 
O gestor cita também que há inúmeras pessoas descontentes com o fechamento do garimpo, o que tem provocado manifestações de toda ordem pelas vias públicas deste município, que poderão originar motim, revolta e violência.
 
O decreto de situação de emergência versa que as secretarias de Infraestrutura, Assistência Social e Saúde deverão ficar em alerta máximo, priorizando ações emergenciais humanitárias no município.
 
Órgão e entidades do município também ficam autorizados a realizarem ações de apoio e suporte necessários para amenizar a situação de emergência social enfrentada, mediante ações de apoio a indivíduos e famílias desalojadas e provimento de condições para o deslocamento dos indivíduos e famílias às suas cidades de origem. O decreto ficará em vigência por 180 dias.
 
Por conta da situação, o prefeito foi até Brasília (DF) para tentar liberar a entrega dos equipamentos aos garimpeiros. “Eu estou em Brasília (DF) e fizemos um protocolo pedindo aos órgãos que não façam maldade com quem está lá. A cidade está vivendo uma situação muito difícil, aquela região é marcada por coisas bárbaras. Precisamos ter sensatez. Queremos que eles deixem as pessoas retirarem os maquinários e também pertences”, disse ao Olhar Direto na última terça-feira (08).
 
Segundo o gestor, muitos foram obrigados a deixar seus barracos apenas com a roupa do corpo e impedidos de retornar para pegar pertences. “O Brasil não está mais aceitando tratar pessoas nesta situação. Tem coisas que não precisam. O cara sai de lá sem dinheiro, com a roupa do corpo. Isso traz uma instabilidade muito grande, é claro que eles se revoltam”.
 
O garimpo ilegal esta em funcionamento desde outubro de 2018. No local, há pessoas armadas e isso tem contribuído para homicídios. Além disso, há outros crimes cometidos na área, como: ambientais, contra o patrimônio e tráfico ilícito de drogas.
 
Morte
 
Um garimpeiro, ainda não identificado, morreu em confronto com o Bope, na segunda-feira (07). Os policiais orientaram que todos deixassem o local. Porém, em um dos barracos, o homem disparou tiros contra a equipe, que revidou e o atingiu com dois tiros na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
 
Fazem parte da ação, além das policiais Militar e Federal, Sistema Penitenciário, Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros, Grupo de Operações Especiais (GOE) da PJC, Politec, Polícia Militar, Força Tática, Rotam e os fiscais do Ibama e da Sema.

Fase 1
 
No dia 26 de setembro, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da ‘Operação Trypes’, com o objetivo de investigar irregularidades na extração de ouro em garimpos de Mato Grosso.  Foram cumpridos mandados de prisão em Juína, Aripuanã, Alta Floresta e Paranaíta.
 
A ação tem ligação com o avião localizado em junho deste ano, na cidade de Aripuanã, com uma quantidade em ouro.

8 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Xavier
    12 Out 2019 às 15:59

    O mais correto seria dado um prazo de 24 hs para a retirada passifica com ajuda da segurança. Depois sim agir ao rigor da Lei.

  • NILDO
    11 Out 2019 às 20:30

    Como assim desabrigados, acaso lá no garimpo eles estavam abrigados????????

  • alex r
    11 Out 2019 às 13:23

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Maria Helena
    11 Out 2019 às 10:59

    Não são trabalhadores. São invasores. O rigor da lei neles.

  • Gladston
    10 Out 2019 às 15:52

    Responsabilizem o juiz que assinou esse mandado! Que coloquem na conta dele todas os problemas enfrentados pos essas familias de trabalhadores. O bandido quando pego cometendo erro é preso e conduzido até o local onde terá de alimentação a médicos a sua disposição, mas com o pai de família trabalhador, "no pesado", é diferente, essa maldita injustiça brasileira joga ao relento, sugeito a fome e o frio e todos os males possíveis. Quem realmente serão os verdadeiros bandidos nesse país??

  • Pedro Mota
    10 Out 2019 às 14:58

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Maria Helena
    10 Out 2019 às 13:08

    Faz me rir. Os garimpeiros destroem meio ambiente como gafanhotos, enriquecerm com extração ilegal e sem encontram em vulnerabilidade social? Brasil é um país patético...

  • Chico Bento
    10 Out 2019 às 11:08

    Como desabrigadas? Não houve nenhuma intempérie natural para que suas casas fossem inundadas, destruídas, soterradas. No garimpo onde estavam não é residencial de ninguém. Viviam embaixo de lonas sem banheiro, faziam suas necessidades fisiológicas no mesmo espaço que comiam e dormiam. Como desabrigados? Que cada um volte para sua casa, no local de onde veio!

Sitevip Internet