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Definição sobre o VLT é prorrogada mais uma vez e novela ganha novo capítulo

Da Redação - Wesley Santiago

17 Out 2019 - 08:26

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Definição sobre o VLT é prorrogada mais uma vez e novela ganha novo capítulo
A já cansativa e longa novela sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai ganhar um novo capítulo. Para a tristeza dos que acompanham a arrastada narrativa, o secretário de Infraestrutura (Sinfra), Marcelo Padeiro, revelou que houve o atraso na contratação de uma empresa que faz um estudo sobre os impactos do novo modal em Cuiabá e Várzea Grande. Sendo assim, uma definição sobre o futuro da ‘quase ultrapassada’ obra, que deveria ter ficado pronta antes do Mundial de 2014, só acontecerá em fevereiro de 2020.

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Padeiro narra que o grupo de trabalho, junto com o Governo Federal, foi estabelecido na gestão de Mauro Mendes (DEM), que havia prometido uma resolução para a novela até o fim deste ano. Porém, houve um atraso na contratação da empresa que faz o levantamento de quantas pessoas utilizavam o transporte coletivo.
 
“Por causa disto, tivemos que deixar para fevereiro. É preciso saber, antes desta definição, o número de pessoas que usam o transporte coletivo. Isto vem diminuindo cada vez mais. O que nós vemos nas ruas é moto atrás de moto e muito Uber. Muita gente não usa mais o serviço público”, disse o secretário em entrevista á Rádio Centro América FM.
 
Padeiro ainda cita quatro problemas que envolvem a trama da novela VLT, são elas: a delação do ex-governador Silval Barbosa, que confessou recebimento e pagamento de propina nas obras; denúncias dos ministérios públicos Estadual e Federal; contrato rompido com o consórcio e uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que pode recolar a mesma empresa como responsável pelo projeto.
 
“Temos um contrato judicializado. O ideal seria ter uma definição da Justiça primeiro, para depois tomarmos uma decisão. Fato é que precisamos de parceiros. Não é fácil resolver o problema. Quanto é dado de incentivo no transporte urbano de Cuiabá? Quantos milhões de reais se gasta? Entrando com um novo modal, isso vai aumentar. A integração vai gerar reflexo em todos, inclusive no operador futuro”, finalizou o secretário.

VLT
 
Iniciada em agosto de 2012 e com mais de R$ 1 bilhão já aplicados para o “novo” modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, os trilhos que guiariam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.

Parada desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos será composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

Serão 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.

No início de agosto, o Tribunal de Justiça do Estado decidiu manter a rescisão do contrato do Governo com o consórcio VLT.

14 comentários

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  • Jean
    18 Out 2019 às 06:51

    Estão querendo saber quantos usuários utiliza o transporte público pra saber se será viável. O problema é que nosso sistema de transporte não funciona e muitas pessoas não utiliza por ser péssimo. Mas se o VLT funcionar bem, muitas pessoas passarão a utilizar o transporte público. Será que estão levando em conta as pessoas que podem passar a utilizar o transporte público!!!

  • Diogo Ricardo nunes
    17 Out 2019 às 18:26

    Governo federal, estadual e municipal não falem oque comem .

  • Falei
    17 Out 2019 às 17:43

    Fiquem tranquilos,em 1 ano eu defino a situação do VLT, quem disse isto foi o mesmo que falou que terminaria o pronto socorro de Cuiabá e abandonou a obra com 28%.seu sobrenome tem algo parecido com MENTES.

  • Dos santos
    17 Out 2019 às 15:40

    Passam 10 meses fazendo o estudo e só agora perceberam que atrasaram na contratação da empresa pra fazer levantamento do numero de pessoas que usam o transporte. E até o final do ano não sera suficiente para terminar e ainda pedem mais 2 meses até fevereiro de 2020. Imagina para terminar a obra, seja la qual for a decisão, se é que vai ter alguma, é brincadeira isso???... Desistam, larguem não disso, não façam nada. alarguem estas pistas, removam os trilhos, refaçam novos canteiros, mas parem de enrolação. Os matogrossenses que moram em Cuiabá e Várzea grande não aguentam mais essa anarquia. Outro coisa secretario, algumas pessoas não usam mais transporte publico por conta da ineficiência, do caro e mal serviço de transporte publico prestado aqui na baixada cuiabana.

  • edu
    17 Out 2019 às 12:13

    Não adianta fazer estudo pra quem não estudou.

  • MOISÉS
    17 Out 2019 às 11:11

    Querem um comentário porreta...??? vão lendo > depois de todos estudos feitos, licitação realizada... do nada, vem o MPE, MPF embarga tudo de novo, alegando erro no projeto ou superfaturamento e tc e tal..... me cobrem depois . ..

  • ditinho
    17 Out 2019 às 10:33

    NOIS GOSTA DE MANGA, TAMO TCHUPANDO ELA DESDE WS DIZER NO PALAQNUE: - TCHUPA ESSA MANGAAAA!!

  • sousa pereira sousa
    17 Out 2019 às 10:27

    O polêmico prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), rasgou o verbo durante entrevista na Rádio Mix FM de Cuiabá, na manhã desta quarta-feira (16). Sem papas na língua o prefeito "soltou os cachorros" pra cima dos governos federal e estadual e disse que as obras do VLT podem demorar 10 anos para ficar pronta, além de poderem custar, no final das contas, até R$ 3 bilhões. isso foi abril do no de ano de 2014,cinco anos já se passaram, e pelo andar da carruagem o prognóstico dele vai se cumprir.

  • Zeca
    17 Out 2019 às 09:51

    Pude utilizar desse modal no começo do século na Espanha. É limpo, rápido e muito seguro. Ou seja é excelente para cidades. Porém a incompetência na gestão e as picuinhas do MP é que provoca o emperramento das obras.

  • Xai
    17 Out 2019 às 09:46

    Assim parece que a estratégia é deixar correr o tempo até apodrecerem TODA a estrutura e os vagões, e depois diagnosticar como inviável a continuidade do projeto. É, parece que não estão preocupados com o conforto e o bem-estar dos cidadãos.

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