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Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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Operação da PF contra grilagem de fazendas termina com 19 prisões e oito armas apreendidas

Da Redação - Fabiana Mendes

06 Nov 2019 - 16:18

Foto: Reprodução / PF

Operação da PF contra grilagem de fazendas termina com 19 prisões e oito armas apreendidas
A operação Aguapey da Polícia Federal terminou com 19 prisões e oito armas de  fogo apreendidas. Ela foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (6), com objetivo de prender um grupo que atuava na grilagem de propriedades rurais em Mato Grosso, principalmente na fronteira com a Bolívia. Do total de mandados de prisão, cinco foram cumpridos contra criminosos que já se encontravam detidos no sistema penitenciário. 

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Um mapa com a divisão de lotes que seria feita em uma fazenda, no município de Porto Esperidião (a 406 quilômetros de Cuiabá) também foi apreendido. De acordo com a Polícia Federal, eles ainda não tinham conseguido expulsar o proprietário, mas atuavam com atentados e ameaças para forçar o dono a deixar o local. 
 
Alguns loteamentos nas proximidades do Rio Aguapey seriam destinadas aos principais membros da organização. No mapa, é possível observar a numeração de aproximadamente 40 lotes.


 
Os mandados de prisão preventiva, prisão temporária e busca e apreensão devem ser cumpridos nas cidades de Cáceres, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Porto Esperidião e Pontes e Lacerda. 
 
A organização, de acordo com a Polícia, também é investigada pela prática de homicídios consumados e tentados, ameaças, tortura, receptação de veículos roubados, além de diversos delitos ambientais.

Ainda segundo a apuração, quando um imóvel rural se tornava o objetivo dos criminosos, os proprietários e funcionários passavam sofrer ações violentas que continuavam sendo praticados até a expulsão dos proprietários e a obtenção da posse dos imóveis rurais. 

Em um dos casos investigados, uma proprietária que estava resistindo às ameaças teve sua casa destruída por um trator esteira. Após esse fato, em razão da permanência da proprietária mesmo após a destruição da sede da propriedade, seus familiares foram alvejados por arma de fogo enquanto transitavam dentro da fazenda.

Foi identificado ainda que uma parte dos integrantes da organização almejava criar um local (lote grilado) para recebimento e distribuição de entorpecentes oriundos da Bolívia por meio de “mulas”, assim como esconder veículos roubados no Brasil antes de serem remetidos ao exterior. 
 

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