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Sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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Professora é suspeita de chamar aluna de 'preta' e pegar aluno pelo braço em escola de Cuiabá

Da Redação - Fabiana Mendes

07 Nov 2019 - 17:18

Foto: Google Maps

Professora é suspeita de chamar aluna de 'preta' e pegar aluno pelo braço em escola de Cuiabá
Uma professora, de 45 anos, identificada pelas iniciais de A.P.M.L.D.A., é suspeita de cometer injúria mediante preconceito com uma aluna, de 12 anos, na Escola Estadual Antônio Epaminondas, no bairro Lixeira, em Cuiabá. O episódio teria acontecido na manhã desta quinta-feira (7). Na ocasião, um garoto, com a mesma idade, teria sido pego pelo braço e levado um "pisão". 

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De acordo com informações da Polícia Militar, a situação teria acontecido porque o garoto teria batido no quadro da sala de aula, o que teria causado um princípio de desordem. Entretanto, a professora pensou que a menina teria batido no quadro. Com isso, teria proferido as palavras de cunho racista. "Sua preta, veja a sua cor, quer se aparecer, pinta e sai pra fora", descreve a ocorrência.
 
A aluna então teria tentado sair da sala para falar com o diretor, mas a servidora teria levantado o braço, como forma de ameaçar uma agressão. Ao avistar a situação, o garoto teria tentado intervir, mas teria sido puxado pelo braço com força e levado um "pisão".
 
A professora contou aos policiais que ambos alunos estavam agitados e causavam baderna na sala. Com isso, teve que agir de uma forma que ela considera "enérgica", com a intenção de manter a ordem. Ela alegou que em momento nenhum disse algo ofensivo a raça ou etnia da aluna.
 
A servidora acrescentou que a garota seria uma aluna indisciplinada, inclusive a direção da unidade escolar já teria advertido a mesma.  Na ocasião, o diretor contou que a aluna tem comportamento inadequado em sala de aula e já havia tomado providências de cunho interior em razão disso.
 
Diante dos fatos, as partes envolvidas foram encaminhas à Central de Flagrantes para as devidas providências. As mães das crianças manifestaram vontade de representar criminalmente contra a professora. A Polícia Civil investiga o caso.
 
Outro lado
 
Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação (Seduc) se manifestou sobre o ocorrido e disse que repudia e não admite qualquer prática discriminatória no âmbito da Rede Estadual de Ensino. Veja nota na íntegra: 

Em relação ao caso envolvendo uma aluna e uma professora numa escola da Capital, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa que:

Foi comunicada do caso e está buscando informações sobre o ocorrido junto à unidade escolar e às autoridades policiais para posteriormente avaliar quais medidas serão tomadas.

A Seduc deixa claro o posicionamento de que repudia e não admite qualquer prática discriminatória no âmbito da Rede Estadual de Ensino.

5 comentários

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  • Kleber Venâncio
    08 Nov 2019 às 09:46

    Geração não me toque.

  • Jordan Sali
    08 Nov 2019 às 09:45

    Uso óculos desde criança e sempre brincaram me chamando de boi de óculos, quatro olhos e nunca me incomodou. Esses jovem de hoje são muito mimados. Geração mi-mi-mi. Não vi nada de anormal na professora.

  • Lya Regonat
    07 Nov 2019 às 20:53

    As crianças estão sem limites e as professoras esgotadas ! Tem que ter muito controle emocional para não acontecer esse fato negativo que piora mais o comportamento das crianas

  • América
    07 Nov 2019 às 18:35

    É o fim mesmo, o povo faz o q quer, porque a sociedade é medíocre, ela bate ela acaricia, todos sabem, que hj as"criancas,aborecenres" está totalmente sem controle,sem limite e sem educação, não se tem mas princípios, aqueles q deveriam dar n dar, ai vc se depara com essa triste realidade de aqueles q tentam passar um pouco de conceito, é visto e crucificado por certa atitudes, proponho a essas pessoas q defendem tão atitude vai lá, fica pelo menos 2horas com essas pessoas, ai vc vai tirar a conclusão, ninguém respeita, É bíblico "Haverá choro e Ranger de dentes e aí meu amigo é só desespero, todo esse ecesso de libertade, no qual tudo pode já tá aí a resposta mas fingem q n vê, "Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém...Aos pais q apoiam a liberdade sem controle dos filhos, esses n queiram sentir a irá do Senhor..

  • Velho Chico
    07 Nov 2019 às 17:36

    Caso seja comprovada a ofensa, essa professora deve ser punida exemplarmente. Ofensas dessas praticadas com crianças, geram traumas para o resto da vida.

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