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Segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

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Mauro fixa “data limite” para que empresas mostrem viabilidade e não descarta novas extinções

Da Redação - Érika Oliveira

17 Nov 2019 - 16:48

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro fixa “data limite” para que empresas mostrem viabilidade e não descarta novas extinções
A um mês e meio de encerrar seu primeiro ano de gestão à frente do Palácio Paiaguás, o governador Mauro Mendes (DEM) segue passando um verdadeiro pente fino nas empresas públicas e sociedades de economia mista do Estado. Desde o início do ano, com autorização da Assembleia Legislativa, o democrata vem testando a viabilidade dessas empresas e não descarta que, em 2020, outros órgãos possam ser extintos. Segundo Mendes, a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) e a Empresa Mato-grossense Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) tem até janeiro para se mostarem viáveis, antes que ele decida pelo corte ou não.

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“A MTI foi submetida a um processo de grande redução de cargos, através do processo de demissão voluntária. Nós faremos o mesmo processo na Empaer para que nós possamos ter uma empresa mais eficiente, que custe menos e que produza mais. E eu tenho sido muito claro com todas essas empresas. Nós já temos uma autorização Legislativa para fazer essa extinção e na própria autorização Legislativa nos foi solicitado que fosse dada uma oportunidade, que construíssemos a viabilidade dessas empresas. Então, estamos dando essa oportunidade num tempo até maior do que gostaríamos. Nós vamos agora, no inicio de 2020, fazer uma analise criteriosa e prosseguir nesse plano de extinção, se comprovada a não viabilidade de outras empresas”, declarou o governador.

Fazem parte do pacote de empresas e sociedades de economia mista que podem ser extintas a Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso S.A (MT Fomento), atual Desenvolve MT; a Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa-MT); a Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat); a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer); e a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).

No início do ano, ao assumir o Paiaguás, Mendes já havia definido a extinção de nove secretarias e de uma empresa pública. A Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem-VRC), órgão da administração pública indireta foi a primeira extinta por Mauro Mendes.

“Na prática nós já fizemos a extinção do Ceasa e da Agem, esses já foram praticamente extintas, mas a extinção de uma empresa publica segue uma burocracia tremenda. Para se ter uma idéia, a Sanemat foi extinta há mais de 20 anos e até hoje temos lá uma diretoria, temos passivos, multas previdenciárias que nós temos que gerenciar... Uma extinção é muito mais complexa do que se pode imaginar”, atualizou o governador.

Olhar Direto vem buscando informações desde o mês de setembro –data em que o Governo deveria anunciar os primeiros resultados dessas auditorias - junto a Secretaria de Gestão e Planejamento, sob o comando de Basílio Bezerra, que é a responsável pelo acompanhamento do desempenho dessas empresas. Até o fechamento desta reportagem, no entanto, o secretário não havia respondido nenhuma de nossas demandas.
 

6 comentários

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  • Paulo R. Sabão
    18 Nov 2019 às 13:48

    Esse internauta,que se diz funcionário da Empaer,na verdade, o mesmo,só quer jogar gasolina no fogo. Nos mostra,aonde esta esse dinheiro que voce fala,pois até para tomar o cafézinho,temos que fazer cotas.Sem contar com papél higiênico,agua etc. Estamos vivendo um momento jamais visto, desde que Mauro Mendes tomou posse,vivemos verdadeiros momentos de terrorismo,a ameaça aos nossos empregos é uma constãncia. Muitos pais de familias não dormem,outros com depressão. Não é facil. MAIS DEUS É MAIOR, É INFINITAMENTE, MAIS FORTE. Os trabalhos da Empaer, é genoinamente social. É a mão amiga do homem do campo. É a presença do governo, levando soluções,e ajudando a viabilizar suas fontes de rendas, mantendo-os no campo, garantindo mas alimentos,para abastecer as cidades. Sem a Empaer,com certeza se instalará o caos social,com a mudanças,de muitos pequenos produtores,que viram em busca de empregos. A Empaer,completou em setembro,55 anos.

  • William
    18 Nov 2019 às 09:37

    Mauro gosta de pressionar, primeiro que ia anunciar em Setembro, depois novembro, dezembro agora janeiro, pessoa sem palavra alguma, so gosta de fazer terrorismo

  • wagner
    18 Nov 2019 às 09:09

    faça três orçamentos de empresas que ofereçam o serviço (uma dessas que o estado vai contratar depois da extinçaõ da MTI) para que todos saibam quanto vai custar. É muito simples, seja transparente!

  • Jair Marques
    17 Nov 2019 às 22:46

    Aguardo portifólio

  • Francisco Antonio de Almeida
    17 Nov 2019 às 18:12

    Tá na cara que estás empresas são cabides de emprego e que nenhum benefício trazem ao Estado. Pai nelas Mauro.

  • Servidor da EMPAER
    17 Nov 2019 às 17:53

    MAURO MENDES NÃO TERÁ CORAGEM DE EXTINGUIR A EMPAER, PODEM DAR PRINT AÍ. ALI É UM RALO DE DINHEIRO MAS DE OLHO NO VOTO DA AGRICULTURA FAMILIAR ELE NÃO VAI,QUER A TODO CUSTO SE REELEGER. Fonte palaciana.

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