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Escolas deixam de descartar 1,6 toneladas de restos de alimentos no meio ambiente com projeto da Prefeitura

Da Redação - José Lucas Salvani

23 Nov 2019 - 09:15

Foto: Jorge Pinho

Escolas deixam de descartar 1,6 toneladas de restos de alimentos no meio ambiente com projeto da Prefeitura
As Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) Madre Marta Cerutti, EMEBC Nossa Senhora da Penha de França, Nova Esperança, Profª. Hilda Caetano de Oliveira Leite e Profª. Benedita Xavier Rodrigues deixaram de descartar 1,6 toneladas de restos de alimentos no meio ambiente por conta do Projeto Biogás e Eco-Alfabetização na Escola Cuiabana. Nesta sexta-feira (22), o prefeito Emanuel Pinheiro visitou uma das unidades contempladas pelo projeto.

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Na EMEB Madre Marta Cerutti, no bairro Bela Vista, o prefeito conheceu o sistema, ouviu técnicos e alunos, e disse que após a avaliação dos primeiros resultados e análises de viabilidade, a iniciativa deve ser ampliada para outras unidades educacionais da rede pública municipal de ensino.

"O projeto Biogás e a Eco-Alfabetização é uma bandeira de quem defende o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. É um projeto pioneiro, de uma gestão que se preocupa em preparar as nossas crianças, desde a mais tenra idade, na fase da Educação Infantil, para a conscientização da sustentabilidade, da preservação do meio ambiente e dos benefícios que isso pode trazer para a sociedade, no futuro. Esse projeto piloto já é um sucesso, em relação à economicidade, gestão, sustentabilidade e, o mais importante, está preparando o nosso maior patrimônio, as nossas crianças para a conscientização do desenvolvimento sustentável, do respeito ao Meio Ambiente e de que depende de cada um de nós, a construção de uma Cuiabá melhor para se viver”, ressaltou o Prefeito Emanuel Pinheiro.

O equipamento, israelense, foi implantado em cinco unidades da rede, uma delas urbana, entre os meses de julho e agosto deste ano. Segundo a engenheira agrônoma da Secretaria de Educação, Edilaine Cristina da Silva Almeida o projeto vem demonstrando resultados preliminares bastante positivos.

“O projeto encontra-se na fase de avaliação, pois não finalizou o período de testes, previsto para seis meses. Mas podemos falar de alguns resultados preliminares como a mudança de hábitos em relação ao descarte de resíduos produzidos na escola e em casa e os inúmeros trabalhos realizados de incentivo à criatividade e descobertas no campo do conhecimento, possibilitando que o aluno seja o ator principal do seu aprendizado”, disse Edilaine.

Cada unidade já produziu em média, até o momento, 80 litros biofertilizante em 4 meses, que estão sendo utilizados nas hortas e canteiros das unidades que participam do projeto.

“Com relação ao biogás, percebemos uma economia em relação ao uso do gás GLP, além disso, é bastante eficiente e com alto poder calorífico. Porém, o quanto foi economizado teremos os primeiros números, ao final dos seis meses, tempo de avaliação do projeto”, explicou ela lembrando que o modelo escolhido para o projeto piloto está relacionado à segurança física, química e microbiológica que oferece aos alunos e professores, sendo esse um item positivo na avaliação.

O secretário de Educação de Cuiabá, Alex Vieira Passos disse que a ideia é trazer a Educação Ambiental, para a prática cotidiana dos estudantes. “A instalação de biodigestores nas escolas públicas do município é mais um projeto da gestão inovadora do prefeito Emanuel Pinheiro, com grande utilidade educacional, ambiental, econômica e social, trazendo economia, reduzindo o volume de resíduos sólidos descartado pela escola e mostrando aos alunos a importância da educação ambiental na prática cotidiana”, disse o secretário Alex Vieira Passos.

Acompanharam a visita a secretária-adjunta de Educação, Edilene Machado, a diretora geral de Gestão Educacional, Mabel Strobell, diretora de Ensino, Zileide Lucinda dos Santos, a diretoa de Planejamento e Orçamento, Rosa Tonon Rossi, gestores da Secretaria Municipal, gestores escolares, alunos e professores. Também esteve presente o presidente do Conselho Municipal de Educação, Luiz Jorge.

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