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Quinta-feira, 13 de agosto de 2020

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Professores da UFMT não descartam greve para o inicio de 2020

Da Redação - Fabiana Mendes

05 Dez 2019 - 15:10

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Professores da UFMT não descartam greve para o inicio de 2020
Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não descartam a realização de uma greve a partir do primeiro semestre letivo de 2020. Em assembleia geral nesta quarta-feira (4), a categoria disse que motivos para iniciar o movimento não faltam. Eles alegam a perda de direitos trabalhistas e sociais. Acrescentam também que há uma campanha declarada de difamação dos servidores públicos e, especialmente, das universidades.  

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A demanda por debater a possibilidade de um movimento paredista surgiu do último encontro do Setor das Federais, organizado pelo Sindicato Nacional, que deliberou por uma consulta às entidades sindicais que formam sua base.
  
Os docentes problematizaram, entre outras coisas, a unidade da categoria para conseguir resistir ao que consideram ataques. Para a professora Lélica Lacerda, a conciliação de classe é uma "falsa saída" para o atual momento, marcado pela crise econômica e não reconhecimento dos trabalhadores dos instrumentos legítimos de luta e organização da classe.
 
“Historicamente, a conciliação de classe favorece a despolitização da população, tornando o ambiente ainda mais propício para o recrudescimento de grupos fascistas que têm como objetivo esfacelar as nossas lutas, quando não as nossas vidas”, avaliou.
 
Estado de Greve
  
Os motivos apontados pela categoria envolvem desde acusações de produção de drogas nas universidades, inviabilidade de funcionamento - difamação dos servidores, destruição dos espaços democráticos, perda de direitos, ameaça sobre a progressão da categoria, perseguição política e até a possibilidade de perda do próprio emprego.
 
A professora Marluce Souza e Silva destacou que a universidade não sabe se terá condições de funcionar nos próximos meses. “Nós estamos fazendo um esforço para terminar esse semestre, mas eu tenho certeza de que a gente não começa o semestre que vem”, disse a docente.
 
Professores da UFMT em Sinop também relataram diversas situações de dificuldade. “As meninas da limpeza estão paradas porque a universidade não fez o repasse à empresa. O campus está imundo, a situação é insustentável”, disse a docente Gerdine Sanson.
 
No entanto, a professora destacou que não há um sentimento favorável à greve no campus. “Ou as pessoas não acreditam na eficácia da greve, ou têm medo dela. A impressão que dá é que são poucos que entendem a necessidade de uma greve. O posicionamento dominante é a paralisia”, afirmou.

9 comentários

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  • Edmilson
    06 Dez 2019 às 08:55

    Chega de brincar com o dinheiro publico, querem dinheiro ??? entao vão produzir e mostrar serviço.

  • PENSADOR
    05 Dez 2019 às 21:46

    Sou contra a greve, mas, pelos comentários, a ignorância cresce como capim, e o Brasil é o latifúndio!

  • Fabio
    05 Dez 2019 às 18:34

    Na minha opinião poderiam fazer uma greve de uns 10 anos... A sociedade não sentiriam falta alguma. Nunca vi uma pesquisa da UFMT ser aproveitada pelo povo de MT. Tem curso de Engenharia elétrica e não desenvolvem geração de energia fotovoltaica... Pra que servem??

  • Luciano
    05 Dez 2019 às 16:24

    Engraçado que eles falam de grupos fascistas, mas esquecem, ou não sabem que direitos trabalhistas, greves e tudo que eles mimimizan são invenções fascistas de Mussolini a Getúlio Vargas, depois não querem ser ridicularizados, ninguém cai mais nessa conversa fiada de instituição legal de luta. Quer um conselho? vai para biblioteca estudar e produzir para o país.

  • Juinense
    05 Dez 2019 às 16:22

    UFMT em greve é pleonasmo.

  • walter liz
    05 Dez 2019 às 16:05

    especialistas em greve, não fazem auto analise, onde podem melhorar, o que foi não tem condições de continuar sendo, precisam se reinventar

  • José Olavo
    05 Dez 2019 às 16:02

    Quanto se gasta nessa universidade por ano para formar alunos de humanas, ja viram a quantidade de vagas para os cursos de engenharia e que só tem curso no periodo diurno excluindo os jovens que precisam estudar e trabalhar do mercado, por mim pode fechar as portas não forma mão de obre qualificada apenas doutores em analisar paginas do Facebook como vocês mesmo do site já mostraram, melhor morrer endividado com o FIES mais pelo menos fazer um curso que realmente vai fazer voce trabalhar e produzir alguma coisa util para a socidade, não formadores de opiniões e lacradores.

  • Vanderlei
    05 Dez 2019 às 16:00

    Sério mesmo que vão entrar em greve ? Porque existe uma campanha de difamação contra os servidores da ufmt ? Gente pelo amor de Deus põe a mão na consciência !!!

  • alexandre
    05 Dez 2019 às 15:55

    Ele fazem tanta greve por causa de oposição contra o governo, que quando for uma greve justa, não haverá apoio, nem tolerância da sociedade, os caras , ´só pensam em greve...

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