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AL faz 'vistas grossas' e convocação de delegados pivôs de denúncia contra Mauro pode ser adiada

Da Redação - Érika Oliveira

11 Dez 2019 - 08:07

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

AL faz 'vistas grossas' e convocação de delegados pivôs de denúncia contra Mauro pode ser adiada
O Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, que se reuniu na tarde desta terça-feira (10), ainda não discutiu a denúncia feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que acusa o governador Mauro Mendes (DEM) de pressionar o delegado-geral da Polícia Civil, Mário Demerval, a abrir procedimentos de investigação contra ele, tanto no bojo da administração da Prefeitura, como em questões relativas à sua vida pessoal. Autor de requerimento para convocação dos pivôs da denúncia, Lúdio Cabral (PT) cobrou rigor no trâmite da matéria. 

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“Não chegou a ser discutido no Colégio de Líderes. A gente tratou de várias pautas, eu questionei sobre a denúncia do Emanuel e comuniquei sobre o requerimento. Para a gente ter isso como ponto de partida para alguma posição que a Assembleia venha a tomar. Mas hoje é dia 10, teoricamente no dia 17 a gente já não tem mais sessão, e o requerimento precisa ser pautado, para ser aprovado e só depois a Mesa Diretora convoca. Tradicionalmente, esses requerimentos são votados na sessão seguinte. Amanhã cedo deve votar. Vamos ver. O que não pode é não acontecer”, destacou Lúdio.  

Vale destacar que, na semana passada, o presidente e a vice-presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM) e Janaina Riva (MDB), respectivamente, já haviam prometido levar o assunto ao Colégio de Líderes. A reunião daquela terça-feira (03), no entanto, não ocorreu. Esta semana o assunto foi novamente colocado de escanteio. 

Conforme o requerimento de Lúdio, os delegados Lindomar Tofoli e Anderson Veiga deverão ser convocados para prestar esclarecimentos no plenário da Assembleia Legislativa. Os dois delegados foram transferidos da Delegacia Fazendária (Defaz) para a Diretoria Metropolitana nesta semana. Pinheiro argumenta que a remoção é represália ao fato de eles não terem aberto investigação contra o próprio prefeito, supostamente a mando do Paiaguás. 

O deputado petista destacou a necessidade de a Assembleia ouvir os delegados ainda neste ano, para que a situação possa ser esclarecida o mais rápido possível, em função da gravidade das denúncias.  
 
O presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (DEM), já afirmou que a denúncia feita pelo prefeito ao parlamento não contém provas e que a AL deve apenas acompanhar o ‘caso’ sem abertura de CPI. Em entrevista recente, Botelho afirmou que não vê tempo hábil para o parlamento ouvir os envolvidos ainda neste ano, por conta do calendário apertado de dezembro, em que ainda precisam ser apreciados projetos como da Lei de Diretrizes Orçamentária e Lei Orçamentária Anual. 

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