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Secretário do PSD aposta em união de Maggi, Mendes e agronegócio em torno de Fávaro para vaga de Selma

Da Redação - Érika Oliveira

14 Dez 2019 - 08:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Secretário do PSD aposta em união de Maggi, Mendes e agronegócio em torno de Fávaro para vaga de Selma
Frustrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que rejeitou seu pedido para assumir automaticamente a vaga de Selma Arruda (Pode) no Senado, o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD) poderá chegar ao cargo pela união de esforços entre o agronegócio e os grupos de Blairo Maggi (PP) e do governador Mauro Mendes (DEM). A aposta do secretário-geral do PSD de Cuiabá, vereador Toninho de Souza.

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“O Carlos Fávaro hoje é o nome para unir, porque ele está no Governo Mauro Mendes e ele tem uma forte ligação com o Blairo Maggi, com o Eraí, que são os principais nomes do agronegócio no Estado. Então, eu acho que essa eleição suplementar é a oportunidade de unir o que estava em caminhos opostos, inclusive falando dessa junção aí de Blairo Maggi e Mauro Mendes”, avaliou Toninho.

Fávaro também concorreu ao Senado em 2018, mas ficou em 3º lugar, com 434.972 votos. Ele foi o responsável por provocar o processo que resultou na cassação de Selma. Na ação, ele pedia ainda sua diplomação automática no cargo. No entanto, o TSE decidiu, nos termos do voto do relator do caso, ministro Og Fernandes, “que a Constituição Federal determina uma nova eleição para senador, caso o cargo fique vago, sem suplente para substituir o titular, e faltem mais de 15 meses para o término do mandato”.

Fávaro foi vice-governador na gestão de Pedro Taques (PSDB), mas rompeu com o tucano próximo do fim do mandato e assumiu postura de oposição no grupo do atual governador, Mauro Mendes. Atualmente ele comanda o Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Ermat).

Desde que a vaga de Selma ficou oficialmente em aberto, na última terça-feira (10), uma série de políticos e, até mesmo quem não é do meio, anunciaram pretensão em concorrer ao cargo. Entre os possíveis candidatos, conforme já adiantou o Olhar Direto, estão Cidinho Santos (PL), Eduardo Botelho (DEM) e o próprio Blairo Maggi.

Para Toninho, no entanto, o agronegócio “aprendeu com os erros passados”. Em 2018, com mais de um candidato que representava o setor, nenhum foi eleito. “O agronegócio caiu em si da perda que teve, do prejuízo que foi a desunião. O agronegócio que sempre teve tradição de ter seus representantes só não teve um senador eleito porque se dividiu. Sachetti de um lado, Fávaro de outro, outra parte apoiando o Nilson Leitão... Mas agora eles caíram em si e eu acredito que agora o agronegócio vai unir em torno do Fávaro”.
 

22 comentários

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  • Márcio
    15 Dez 2019 às 11:53

    Nós do Mato Grosso tem que acabar com as panelas

  • Humberto Mello
    15 Dez 2019 às 11:18

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  • Maria Luiza
    15 Dez 2019 às 11:09

    Sem duvida alguma, se o DEM escolher o ex-Governador Julio Campos para ser candidato ao Senado, ganha essa eleição facil, pois desses politicos atuais de Mato Grosso, a grande maioria é embusteiros e não cumprem compromisso. Já o Dr.Julio, sim é homem de palavra,cumpre oque promete e não mente. Sou Julio e não abro.

  • Rocha
    15 Dez 2019 às 06:40

    Foi para Brasília abandonou a base não se organizou , agora chega a conta !! Toma aí

  • Gladston
    14 Dez 2019 às 21:54

    Vixi Maria, será que está nascendo uma nova quadrilha no MT, e o DEMoníacos dos campos, começa a perder força?

  • Ze Mendes
    14 Dez 2019 às 19:47

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  • alexandre
    14 Dez 2019 às 18:51

    Favaro não. vai perder. a vaga não é sua...

  • Wilton
    14 Dez 2019 às 17:11

    Entre fávaro e taques, vou de taques

  • Eleitor
    14 Dez 2019 às 17:00

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  • Edivaldo Souto
    14 Dez 2019 às 15:14

    Os Democratas de Mato Grosso, DEM irão cumprir a decisão do Diretorio Nacional para disputar com candidatura propria a vaga da eleição Suplementar para o Senado: e já esta colocado as pre-candidaturas dos companheiros: ex-Governador e Senador Julio Campos, os Deputados Estaduais Eduardo Botelho e Dilmar Dalbosco,que tem mandato eletivo até 31/01/2023,e neste caso o possivel candidato será o Julio Campos.