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Terça-feira, 07 de abril de 2020

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Importância da ginecologia na menopausa

Da Assessoria

08 Jan 2020 - 10:28

Normalmente, a menopausa acontece entre 45 e 55 anos, O termo em si significa a última menstruação da mulher, o que corresponde ao final da fase reprodutiva: na menopausa, a mulher deixa de ovular, portanto, não pode mais engravidar.

A partir da menopausa, a mulher entra no chamado climatério, que significa “fase crítica”. Realmente, essa fase pode ser bastante problemática. 

As alterações hormonais que ocorrem no climatério geram sintomas bastantes desagradáveis, por isso ter cuidados especiais com um especialista em ginecologia são extremamente recomendados.

Sintomas

Os sintomas do climatério são diversos e podem aparecer de forma isolada ou conjunta. As famosas ondas de calor repentinas são bastante recorrentes, assim como a queda da libido (desejo sexual).

Outros fenômenos físicos comuns são suor excessivo, insônia, formigamentos no corpo, tontura, fadiga, palpitações no peito, inchaços, dores na mama, dores de cabeça ou enxaquecas.

No campo emocional, os sintomas são bastantes parecidos com os da TPM, só que em alguns casos ainda mais graves. São comuns crises de ansiedade, irritabilidade, nervosismo, tristeza e depressão. Falhas de memória e falta de concentração também podem acontecer.

Na menopausa, a capacidade de produção dos hormônios estrogênio e progesterona fica comprometida. Esses hormônios são responsáveis pela regulação das funções reprodutivas e sua ausência ou escassez é a causa dos sintomas do climatério.

Outros problemas relacionados à queda da produção de estrogênio, especificamente, são o aumento do risco cardiovascular e aumento da probabilidade de incidência de osteoporose (diminuição da densidade dos ossos), por isso o acompanhamento médico é fundamental nesta fase.

Tratamento

Para tratar os efeitos indesejados da menopausa existe a terapia de reposição hormonal (TRH), que é a reposição dos hormônios estrogênio e progesterona. É bastante eficaz no controle dos sintomas indesejados e aumenta a qualidade de vida da mulher.

É importante saber que  a terapia não impede que a ovulação cesse, porque a quantidade de óvulos no organismo é limitada e um dia eles simplesmente acabam.

A terapia hormonal é feita por meio de medicamentos orais (comprimidos para ingestão diária), injetáveis (injeções mensais, bimestrais ou trimestrais), aplicação de adesivo ou gel ou uso de anel vaginal (trocados mensalmente).

A forma da reposição hormonal mais indicada para cada mulher necessita de avaliação feita por um médico ginecologista.

Importância do acompanhamento médicoNem tudo são flores na terapia de reposição hormonal, por isso um acompanhamento médico ginecológico regrado é indispensável.
Além disso, nem toda mulher pode fazer reposição de hormônios. Em alguns casos, portadoras de pressão alta, diabetes e obesidade têm contra indicações em relação ao tratamento.

Mulheres com propensão ao câncer de mama são casos que a reposição de hormônios representa maiores riscos. 

Caso haja a indicação ginecológica para o tratamento de reposição hormonal para o combate aso sintomas indesejados da menopausa, o médico fará um acompanhamento cuidadoso para evitar algumas doenças, como tromboembolismo pulmonar (oclusão da artéria pulmonar), câncer de mama, câncer de endométrio e doenças no fígado.

Cuidados necessáriosCom o avanço da idade, alguns cuidados são essenciais para manutenção da qualidade de vida. Essa regra também se aplica a mulheres na fase de climatério/menopausa.

Para controlar os sintomas e evitar doenças decorrentes da queda de hormônios, é importante praticar exercícios regularmente. Caminhada de 30 minutos, de três a quatro vezes por semana, já é um excelente hábito para a saúde.

Hidratação adequada, alimentação equilibrada e rica em cálcio, ingestão diária de frutas e legumes, não fumar e não consumir álcool em excesso também são medidas saudáveis, que podem fazer toda diferença nessa fase.

Nutricionistas, nutrólogos e profissionais de educação física são ótimos aliados ao tratamento, da menopausa junto com o ginecologista. O importante é contar com ajuda especializada para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.
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