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Quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

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Mendes nega vetos na Previdência e avisa: "servidores não são uma classe de privilegiados"

Da Redação - Vinicius Mendes / Da Reportagem Local - Érika Oliveira

13 Jan 2020 - 10:30

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Mendes nega vetos na Previdência e avisa:
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não deve vetar nenhum ponto do texto da reforma da Previdência aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na última sexta-feira (10). Mauro disse que esta mudança, além de necessária, é justa, pois irá colocar os servidores públicos sob as mesmas regras do restante dos trabalhadores de Mato Grosso. O governador disse que respeita os servidores, “mas não são uma classe de privilegiados”.
 
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O presidente da ALMT, Eduardo Botelho (DEM), convocou sessão extraordinária para a noite da última sexta-feira (10), para votar o projeto de lei complementar que prevê o aumento da alíquota da contribuição previdenciária dos servidores públicos do Estado. O projeto do Executivo, que pretende aumentar de 11% para 14% a contribuição previdenciária. O governador Mauro Mendes comemorou a aprovação.
 
“A votação aconteceu com tranquilidade. Vencemos na última votação com 16 votos, não tem mais substitutivo, a votação encerrou, só tem agora redação final que não muda absolutamente nada daquilo que já está aprovado. Aquilo que nós fizemos em Mato Grosso não é diferente daquilo que está sendo feito em todo o Brasil, que é uma obrigação do governo estadual fazer. Consta na Constituição, todos estados terão que ter obrigatoriamente alíquota de 14% e quem não o fizer coloca o estado inadimplente perante a previdência nacional”.
 
Mauro explicou que caso Mato Grosso ficasse inadimplente com a Previdência Nacional não poderia receber transferências voluntárias, não conseguiria novos financiamentos ou o aval da União. Alguns detalhes ainda estão pendentes, mas o governador disse que devem ser definidos em 60 dias.
 
“Nós dividimos em parte, essa estratégia foi adotada aqui em Mato Grosso e em outros estados também. Aprovamos alíquotas e agora vamos discutir as regras gerais. Eu acredito que nos próximos 60 dias nós deveremos concluir o debate interno, fechar essas regras e poder encaminhá-las à Assembleia Legislativa”.
 
Além de afirmar que a reforma da Previdência era necessária para que Mato Grosso não fosse impedido de receber verbas da União, Mauro afirmou que ela é justa pois coloca os servidores sob as mesmas regras que o restante dos trabalhadores do Estado. Ele afirmou que os servidores públicos não são uma “classe de privilegiados”.
 
“Há que se dizer que hoje 95% dos mato-grossenses já estão sob as regras nacionais. Ou seja, o trabalhador da indústria, do comércio, trabalhado do agronegócio, da imprensa vai se aposentar com 65 anos se for homem e 62 anos se for mulher. Então eu acredito que a ALMT não vai criar aqui a classe de privilegiados permitindo que pessoas se aposentem com 45 anos de idade. Isso é uma grande injustiça com os 95% da população de Mato Grosso que não tem esse privilégio estabelecido hoje em lei. O que nós vamos defender, e eu sempre defendi, que nós possamos legislar para a maioria da população. Respeito muito os servidores, mas ele não é uma classe de privilegiados. Ele tem que ser um servidor, um cidadão, que tem direitos e deveres iguais a todos os cidadãos mato-grossenses”, disse.
 
Uma das preocupações de alguns deputados é de que haja vetos do governador a algumas emendas. O deputado Lúdio Cabral (PT) havia afirmado que a emenda que isenta de alíquota previdenciária apenas aposentados e pensionistas que recebem até R$ 3 mil é inconstitucional e portanto seria vetada por Mauro. O governador, porém, afirmou que, do que foi aprovado pela Assembleia Legislativa, não há motivo para veto.
 
“Pelo que eu vi até agora não tem nada daquilo que não tenha sido dialogado com o Governo. E é natural que haja esse diálogo com o Governo na tramitação de um projeto dentro da Assembleia Legislativa, assim como é natural que haja um diálogo com a sociedade, com os setores impactados. Esse é o papel da Assembleia Legislativa, mas até agora, pelo meu conhecimento, não tem nada que poderia nos levar a ter esse tipo de pensamento [de veto]”, afirmou.

58 comentários

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  • Mauro Mente
    15 Jan 2020 às 07:08

    E a CLASSE POLÍTICA aposenta com quantos anos mesmo??? Se coloquem na reta também! Vocês só nos prejudicam ano após ano pois só agem de acordo com os seus intetesses e a saúde, segurança, educação e condições de vida do cidadão trabalhador só piora! A tática é colocar trabalhador privado contra servidor público para conseguirem passarem um monte de leis absurdas! Acordem eleitores! A classe política é a que sai sempre lucrando!

  • O visionário
    14 Jan 2020 às 21:57

    TOMAAAA POVO BESTA!! KKKKKKK(KKKK

  • Joice
    14 Jan 2020 às 18:42

    Concordo com o senhor. Mas o senhor esqueceu de dizer, que estava se referindo aos servidores do Executivo, pois todos nós sabemos, que servidor privilegiado é o do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, etc.

  • Jonea
    14 Jan 2020 às 17:13

    Então, se somos iguais, cobra os 11% como de todo e qualquer trabalhador. Nós, diferentemente do servidor privado, não temos FGTS, que vantagem temos? Direitos iguais é cobrar a mesma alíquota de todos! E a RGA, o executivo não teve ano passado, mas legislativo e judiciário tiveram... Eles são os privilegiados. RGA não é aumento, é recomposição da perda da inflação anual..e isso está aprovado por lei é constitucional. O q não é, é vc governador e esses canalhas da assembléia legislativa passarem por cima da lei

  • Jones
    14 Jan 2020 às 17:00

    Então, se somos iguais, cobra os 11% como de todo e qualquer trabalhador. Nós, diferentemente do servidor provado, não temos FGTS, que vantagem temos? Direita iguais é cobrar a mesma alíquota de todos!

  • Ederaldo T. de Castro
    14 Jan 2020 às 15:01

    Aqui em MT só tem Privilégio grandes empresário e o pessoal de ago-negocio.

  • Ederaldo T. de Castro
    14 Jan 2020 às 15:01

    Aqui em MT só tem Privilégio grandes empresário e o pessoal de ago-negocio.

  • Maria
    14 Jan 2020 às 13:19

    Sou servidora pública, vou pagar previdência com uma tabela vc que desrespeita a da união. Quero saber quando irei receber FGTS e o PIS? Ah, salário mínimo reajustou nesse mês. Quero reajuste do meu TB. Não sou classe favorecida . Será que sou da classe desfavorecida?

  • A indignada
    13 Jan 2020 às 22:27

    Claro que não, privilegiados são esses políticos ladrões e mal gestores. Se soubessem fazer gestão e roubassem menos a população seria menos penalizadas. Prestamos serviços públicos e pagamos impostos..geramos rendas , nosso salário circula. Diferente do montante que é usurpado e o que vai pelo ralo, por uma péssima gestão, inclusive a desse governador prepotente. Daqui a 5 anos outra reforma pra tampar o buraco do roubo dessa gestão.

  • jonas
    13 Jan 2020 às 19:50

    se os servidores publicos nao sao privilegiados e devem ter os mesmos direitos do restante da populacao entao sr governador comece a pensar em recolher fundo de garantia para esse povo todo ja que servidor nao tem isso.

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