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Quarta-feira, 08 de abril de 2020

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Governador chama comércio para debate: 'desafio alguém a mostrar aumento na alíquota de imposto'

Da Redação - Lucas Bólico

25 Jan 2020 - 11:48

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Governador chama comércio para debate: 'desafio alguém a mostrar aumento na alíquota de imposto'
Governo de Mato Grosso e comerciantes de diversos setores debaterão frente a frente a minirreforma tributária aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado e os reais impactos da mudança nos preços dos produtos vendidos no estado.

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As novas regras passaram a valer em janeiro de 2020 e deflagraram uma guerra de narrativas entres poder público e iniciativa privada. De um lado, comerciantes acusam o Estado por aumento de preços de diversos segmentos. Do outro, o governo sustenta que as majorações constatadas neste mês superam o mero repasse da revisão em determinadas alíquotas, a exemplo do etanol.  
 
O governador Mauro Mendes (DEM), inclusive, desafiou os empresários a mostrarem que houve aumento de impostos em MT. O debate público será realizado na próxima quinta-feira (30), às 08h. De acordo com o governo, a intenção é esclarecer ao cidadão quem são os responsáveis pelos aumentos abusivos nos preços dos produtos praticados em diversos estabelecimentos neste ano.
 
Mendes concedeu entrevista à Rádio Vila Real nesta semana e aproveitou o espaço para convidar a todos para o debate entre os técnicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e os membros do setor comercial. As discussões serão feitas com a presença da imprensa regional e transmitidas ao vivo para todo o Estado, por meio da TV e redes sociais.
 
Para o governo, alguns empresários estão praticando aumentos injustificáveis de preço em produtos essenciais para a população, sob a justificativa de que a alta é necessária porque o Estado teria “aumentado impostos” por meio da lei que passou a vigorar esse ano, que reinstituiu de forma correta os incentivos.
 
“Na verdade, nós não aumentamos nenhum imposto. O imposto é aquela alíquota sobre os produtos. O que nós fizemos foi cortar alguns privilégios de incentivos fiscais. Eu desafio alguém a mostrar que nós aumentamos a alíquota de imposto. Nós reduzimos incentivos fiscais e reduzimos privilégios”, explicou o governador.
 
Mauro Mendes ressaltou que a redução de privilégios fiscais, além de necessária, é um pedido feito há muito tempo pela população, que está cansada de arcar com alta carga tributária, enquanto poucos usufruem de isenções.
 
O gestor lembrou que muitos desses benefícios que estavam em vigor até 2019 haviam sido literalmente vendidos pelo ex-governador que geriu o Estado de 2011 a 2014, fatos que foram confessados pelo próprio ex-gestor em delação premiada.
 
“Vou repetir de novo: incentivos foram vendidos, isso está escrito em processos que estão tramitando na Justiça. Então você, ouvinte, que sabe que eu sou governador, acha que eu vou manter isso? Está em delação que alguns setores compraram incentivo fiscal em Mato Grosso. Pagaram salvo engano R$ 2 milhões. Esses setores querem que esse governo mantenha incentivos fiscais que foram comprados com propina? Isso não vai acontecer”.
 
“Estamos cortando alguns privilégios e por isso tem povo do comércio chiando. E se estão chiando é porque o Governo está fazendo a coisa certa. Porque o governo quando faz coisa errada, ninguém reclama. Agora nós fazemos a coisa certa”, reforçou.
 
Preços abusivos

Ainda na entrevista, o governador desmentiu que a alta dos preços teria relação com a nova lei em vigor no Estado.
 
Mendes usou o exemplo do etanol, cujo o ICMS é de 25% e com o incentivo fiscal ao setor, somente é cobrado 12,5%, ou seja, a metade. Lembrando que o valor em 2019 era de 10,5% e foi reajustada para 12,5%, a segunda menor do Brasil.
 
“Álcool em todo o Brasil tem uma alíquota que varia de 12% a 25%. Aqui era 10,5%. Era uma das menores alíquotas do Brasil. Subiu para 12,5%. Subiu 2,5%. Isso daria 6 centavos. Mas o preço na bomba subiu 15%, estão subindo 60 centavos. Na prática, vemos margens de lucro maiores do que é tributada e faltam com a verdade ao dizer que isso é responsabilidade do Governo”, afirmou.

15 comentários

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  • Rocha
    31 Jan 2020 às 10:43

    O galo tem que largar esses Excel e poder point é ir pra rua assustar a respeito do imposto !! Aí talvez entenda as reclamações

  • Joaquim
    26 Jan 2020 às 08:36

    É só fazer como eu, encosta carro e anda a pé por uns tempos. Se a venda despenca governo e produtores tomam vergonha e param de nos assaltar.

  • Rocha
    26 Jan 2020 às 07:48

    Desculpem a minha ignorância mas ele tinha quer feito isso antes de mudar o imposto !!! Agora o imposto já mudou e o preço já aumentou.

  • garcia Siqueira
    25 Jan 2020 às 21:01

    ÉÈééééééé´governador vai ter que aprender a fazer conta porque no desafio que fez vai ter tabuada e vai ser impossível reverter essa m****.

  • Sidney Marques
    25 Jan 2020 às 20:07

    Só gostaria de comentar que o Sr governador Mauro Mendes fala de alíquotas de aumento em porcentagem de aumento de preços , mas não fala que era sob preços de custo e não sob preço de venda aí está o problemas de cálculos que o governador não falou em nem uma entrevista , porque aí mostra que o aumento varia até 38 porcento sob preços de vendas devido aumento de impostos! Nossos governantes precisão assumir perante ao público suas responsabilidades!!!

  • Olivio Neto
    25 Jan 2020 às 18:48

    Será que a culpa não é do servidor público também ?? Pra acabar hein !!

  • adriana pereira dos santos
    25 Jan 2020 às 18:41

    Olha, eu achei interessante esse chamamento pro debate, mas eu tenho certeza de que a Excelencia Governador vai perder, pois todos estão cumprindo o decreto que o senhor assinou, e ele é claro, só fala em aumento do ICMS, seja de entrada de mercadorias no estado, seja em apuração final, ou o nosso contador aqui da empresa está errado???? Vamos pro debate!!! O povo quer saber de quem é a culpa!

  • Aderbal Siqueira
    25 Jan 2020 às 16:51

    "Porque o governo quando faz coisa errada, ninguém reclama." O Brasil realmente é o mundo de cabeça pra baixo.

  • Marcos Justos
    25 Jan 2020 às 16:20

    Se cortou “privilégios”, automaticamente cortou o privilégio da população, do consumidor. A classe empresarial não tem mais os privilégios, logo, ela vai repassar par os preços. Volta os privilégios, os preços voltam. Não é aumento de preços pelos empresários, é repasse do corte dos privilégios. Só o governador e sua equipe não entendem que os “privilégios” beneficiavam ao cidadão antes de beneficiar os empresários.

  • Danilo Lobato
    25 Jan 2020 às 14:23

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