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Quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

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Além de deputados, PT avalia nome de professores e de presidente da CUT para Senado

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

28 Jan 2020 - 17:40

Foto: Assessoria

Além de deputados, PT avalia nome de professores e de presidente da CUT para Senado
Em reunião realizada na noite desta segunda-feira (27), o diretório Estadual do PT oficializou que irá ter candidatura própria na eleição suplementar para o Senado e que até o início do mês de março, irá analisar os nomes de pelo menos sete filiados com chances viáveis de entrar na disputa, que foi agendada para o mês de abril.

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Entre os nomes já discutidos pelo partido estão os dos deputados estaduais Ludio Cabral e Valdir Barranco, assim como da deputada federal Rosa Neide e do ex-deputado federal Carlos Abicalil.

A novidade, segundo nota emitida pelo partido, são os nomes do líder Sindical Henrique Lopes, que é presidente estadual da CUT (Central Única dos Trabalhadores), além das professoras universitárias Enelinda Scalla e Edna Sampaio.

O partido também reforçou que terá uma proposta de oposição ao governo do presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido), citando que irá lutar contra o ‘agravamento do quadro econômico, social e cultural no Brasil e em Mato Grosso, as ameaças explícitas e veladas à democracia, à liberdade de organização e de expressão, o agravamento da desigualdade, a destruição de políticas públicas de garantias de direitos, a dilapidação do patrimônio nacional e a desenfreada onda de privatizações’.

A disputa suplementar foi agendada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) para o dia 26 de março. A vaga do Senado em questão, é da senadora Selma Arruda (PODE), que foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter cometido as infrações de abuso de poder econômico e caixa 2 durante sua campanha em 2018, quando foi eleita como a candidata mais votada, com quase 700 mil votos.

A senadora, que ainda está no cargo, devido ao recesso parlamentar, deve ser oficializada sobre seu afastamento no mês de fevereiro.

O TRE, em calendário divulgado na semana passada, projeta diplomar o novo senador eleito no mês de maio.


Veja nota emitida pelo partido:


 RESOLUÇÃO POLÍTICA DA COMISSÃO EXECUTIVA DO PT-MT SOBRE ELEIÇÕES 2020

A Comissão Executiva Estadual do PT de Mato Grosso, reunida em 27 de janeiro de 2020, em Cuiabá, aprovou a seguinte Resolução Política referente à eleição suplementar ao Senado e às eleições municipais de 2020.

Considerando o agravamento do quadro econômico, social e cultural no Brasil e em Mato Grosso, as ameaças explícitas e veladas à democracia, à liberdade de organização e de expressão, o agravamento da desigualdade, a destruição de políticas públicas de garantias de direitos, a dilapidação do patrimônio nacional e a desenfreada onda de privatizações, a precarização das relações de trabalho, a pressão sobre as contas públicas e o constrangimento continuado das capacidades das administrações municipais.

Considerando a diversidade de nossas lideranças e a capacidade de forjar políticas públicas ampliadoras e reparadoras de direitos frente ao legado dos governos do PT, ao longo de seus 40 anos de lutas em defesa da Classe Trabalhadora. Frente ao enfrentamento de problemas estruturais crônicos de saneamento, saúde, problemas fundiários, transporte público, iluminação, moradia, trânsito, segurança, insuficiência e desatenção com espaços públicos de convivência, com a cultura popular, com as demandas das juventudes, das mulheres, da segurança alimentar, da justiça ambiental, da desocupação e do desalento, entre tantos outros.

Afirma que os municípios de Mato Grosso merecem governos democrático-populares capazes de inverter os retrocessos colhidos desde o golpe de 2016. Para tanto, reafirma o compromisso do PT-MT, com a resolução da etapa estadual do VII Congresso sobre as eleições municipais, que afirma o objetivo da sigla em “estimular a construção de candidaturas petistas, de prefeitos e vereadores, articulados com os partidos do campo democrático e popular, nos municípios onde o PT se encontra organizado, preparando e organizando o partido para protagonizar as eleições municipais priorizando candidaturas próprias, fortalecendo as lideranças locais, investindo em formação local/regional em parceria com os diretórios municipais e lideranças dos movimentos sociais”.

Neste sentido recomenda ao Diretório Estadual total prioridade nas ações para preparar o partido para participar das eleições municipais – nosso principal embate político de 2020 - com o fortalecimento das chapas próprias de vereadores/as, a potencialização e a priorização das candidaturas às prefeituras municipais e a construção de planos de governos capazes de consolidar as candidaturas do PT e condicionar as alianças programáticas distintivas de nosso projeto de nação no campo democrático e popular, em cada município de Mato Grosso.

Com estas referências, recomenda o avanço do diálogo interpartidário no arco de alianças e sistematização das propostas originadas dos movimentos populares em torno de nossa base social, a expressão dos nossos distintos setoriais e o envolvimento organizado da militância nos diversos segmentos.

Considerando ainda que, em 19/12 do ano passado, o TSE publicou o acórdão da decisão que cassa o mandato da Senadora Selma Arruda e determina a realização de eleições suplementares para a terceira vaga de MT no Senado e que o TRE de MT aprovou resolução indicando para o próximo *dia 12 de março o prazo para realização das convenções partidárias de definição de candidatura e a realização das eleições para o dia 26 de abril de 2020* , a Comissão Executiva Estadual destaca o papel relevante das eleições ao Senado diante da conjuntura política nacional e estadual e expressa a disposição do PT-MT em apresentar candidatura própria para a vaga que nos é devida, desde a fraude de 2010.

O Senado é o espaço próprio da representação federativa, deve expressar a busca do equilíbrio dos interesses regionais e locais, buscar incessantemente o cumprimento dos objetivos e das finalidades da República de acordo com a Constituição Federal, repercutir de maneira veemente o resultado perverso do desemprego, do aumento do custo de vida, da redução de salários, perda de direitos dos trabalhadores, da deterioração do atendimento à saúde, à educação, à seguridade social, ao aumento da pobreza e da desigualdade, à redução das oportunidades, à liquidação do patrimônio nacional, à perda de soberania, aos ataques à democracia.

O Senado também é uma casa de debate sobre o desenvolvimento regional e debate sobre as políticas levadas a efeito em Mato Grosso, de difusão dos retrocessos apontados pelo alinhamento com as políticas ultraliberais adotadas e agravadas e, até, antecipadas pelo governo Mauro Mendes, perpetuadoras do desequilíbrio e da injustiça fiscal, cristalizando setores privilegiados do empresariado, concentrando ainda mais a riqueza produzida.

É lugar de construção e de difusão de outras perspectivas das políticas públicas orientadas pelos artigos 1º e 3º da Constituição Federal.
As eleições suplementares para o Senado constituem uma valorosa oportunidade para o PT realizar o debate popular e democrático, atualizar suas proposições, promover o diálogo interinstitucional e interpartidário, ouvir e sistematizar as contribuições do movimento popular, mobilizar sua base militante, expressar o conteúdo de uma plataforma política centrada na garantia e ampliação de direitos universais, na redução das desigualdades, no desenvolvimento sustentável, na justiça ambiental e social, na afirmação das diversidades e da igual dignidade das pessoas, no combate a toda a forma de discriminação e de violência.

A Comissão Executiva Estadual avalia que o PT-MT dispõe de quadros legitimados e capazes para disputar e vencer a eleição ao Senado, encabeçando a chapa, representando a plataforma a ser apresentada aos partidos que desejem se associar à disputa dentro dessas bases programáticas. Para tanto, dispomos de nomes como de Rosa Neide, Valdir Barranco, Lúdio Cabral – legitimados no pleito de 2018, Henrique Lopes, liderança inconteste no movimento sindical e popular, Enelinda Scalla, Edna Sampaio e Carlos Abicalil, com suas contribuições importantes para a sociedade, o movimento social, a construção partidária e o reconhecimento público do nosso legado.

Assim sendo, indica ao Diretório Estadual, a mais pronta organização do processo de debate e de deliberação interna de modo a consolidar, com a celeridade e a profundidade devidas, a composição da chapa e a formulação da plataforma, sob a liderança do PT, para o aprofundamento do diálogo interpartidário e com as representações sociais e o decisivo engajamento da militância.

Cuiabá, 27 de janeiro de 2020

Comissão Executiva Estadual
Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso (PT-MT)


 

7 comentários

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  • Degas
    29 Jan 2020 às 10:40

    Presidente da CUT?Aquela mesma que nos governos petistas se calou frente à roubalheira,que não fez greve por melhores salários e nem por conta dos 12 milhões de desempregados?? CUT nunca!!!!! PT jamais!!!Esquerda,esquece!!!

  • Curioso
    29 Jan 2020 às 09:00

    SÓ FIGURINHAS CARIMBADAS , JA ERA

  • Paolo
    29 Jan 2020 às 08:58

    PT? Querer ganhar alguma coisa no MT? É pra rir? Tão tá KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.

  • Marcio
    29 Jan 2020 às 08:11

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  • Nascimento
    29 Jan 2020 às 07:37

    com os nomes apresentados vão descobrir que o PT, significa PERDA TOTAL, já era.

  • Revoltado
    28 Jan 2020 às 22:26

    Meu voto será da classe trabalhadora, milicianos nunca mais

  • B38
    28 Jan 2020 às 19:09

    Kkkkkkkkkkklkkkkkkkkk PTralhas NUNCA MAIS