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Quarta-feira, 08 de abril de 2020

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Representantes do comércio "esvaziam" debate sobre ICMS com Governo de MT

Da Redação - Vinicius Mendes / Da Reportagem Local - Érika Oliveira

30 Jan 2020 - 09:45

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Representantes do comércio
Os representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL-MT), Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá, recusaram o convite do governador Mauro Mendes (DEM) para comparecerem à Audiência Pública realizada nesta quinta-feira (30), que discute a Lei 631/2019, responsável por alterações no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Eles afirmaram que uma reunião técnica sobre o tema, que deveria ser realizada ontem (29), foi adiada pelo secretário de Fazenda.
 
Leia mais:
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O Governo de Mato Grosso convidou comerciantes de diversos setores para debater frente a frente a minirreforma tributária aprovada pela Assembleia Legislativa no ano passado e os reais impactos da mudança nos preços dos produtos vendidos no estado. As novas regras passaram a valer em janeiro de 2020 e deflagraram uma guerra de narrativas entres poder público e iniciativa privada.
 
O governador Mauro Mendes (DEM), inclusive, desafiou os empresários a mostrarem que houve aumento de impostos em MT. De acordo com o governo, a intenção é esclarecer ao cidadão quem são os responsáveis pelos aumentos abusivos nos preços dos produtos praticados em diversos estabelecimentos neste ano.
 
Alguns representantes do comércio, porém, recusaram o convite do governador. Conforme apurou a reportagem, em uma carta assinada ontem (29) pela Fecomércio-MT, Facmat, FCDL-MT, ACC e CDL Cuiabá, os representantes afirmaram que não iriam à audiência pública em função do adiamento de uma reunião técnica.
 
Os comerciantes disseram que a reunião estava agendada para esta quarta-feira (29), mas o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, a adiou, estando ainda pendente a definição de uma nova data.
 
Segundo os representantes do comércio o caso em pauta requer a realização desta reunião e afirmaram que “se manifestarão apenas após a referida reunião técnica com o secretário de Fazenda”.
 
Aumentos
 
Ainda em dezembro do ano passado, antes da Lei Complementar nº 631/2019 entrar em vigor, varejistas do setor de materiais para construção anunciaram que o preço final das mercadorias teria um aumento de 10% a 25% (até 30% em alguns casos), em decorrência das mudanças.
 
O Sindicato do Comércio Varejista de Géneros Alimentícios de Mato Grosso (Sincovaga-MT) também emitiu um comunicado informando aumento dos preços. Desde 1º de janeiro de 2020 os preços dos produtos do seguimento de supermercados tiveram aumento de 8% a 10%. Em um comunicado o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Mato Grosso (Sincofarma/MT) anunciou que a partir do dia 1º de janeiro de 2020 os preços de medicamentos aumentariam de 18% a 37%.
 
Já o Grupo Aldo, dos Postos Aldo Locatelli, anunciou o fim da venda de etanol e segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo-MT) a decisão é particular a este grupo e além da motivação comercial também seria uma forma de protesto, após as mudanças na cobrança do ICMS oriundas da Lei Complementar nº 631/2019.
 
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, afirmou que os aumentos de preço em produtos de alguns setores do comércio em Mato Grosso são consequência de acréscimos na margem de lucro das empresas e não causados pela redução de incentivos fiscais sobre o ICMS.
 
“Uma redução de até 4% nos incentivos do ICMS, que aconteceu em alguns setores, não justifica aumentos nos preços acima de 10%, como temos visto no comércio. Tem setores, na verdade, que aproveitaram a reinstituição dos incentivos fiscais para repassar para o consumidor preços que não condizem com a real situação fiscal”, pontuou.


 

11 comentários

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  • Leo
    31 Jan 2020 às 11:22

    Garanto que a maioria dos comentários são funcionários públicos que acham que só existem vc eles no universo, o mundo tem que girar em torno deles, a coisa está mudando amigos, vai chegar um momento que vcs terão que ter produtividade, sabemos que 4xistem funcionários super competentes, mas a grande maioria, num faz nenhuma falta,

  • Rocha
    31 Jan 2020 às 10:39

    Essa audiência pública chegou bem atrasada !! O governo em descompasso total.

  • eduardo
    30 Jan 2020 às 16:27

    #voltataques2022

  • Luiz Falquetti
    30 Jan 2020 às 13:25

    votaram nele agora aguenta, para aprenderem

  • Saulo
    30 Jan 2020 às 12:36

    Enfia tudo goela baixo, metido a autoritario pior q o Pedro Taques. Fora Mauro Mente.

  • Indignado
    30 Jan 2020 às 11:09

    Este governador é único ele consegue desagradar a vários setores da população o povo os servidores públicos do executivo e os empresários este último que chora de barriga cheia mas que por anos se manteve junto ao governo,2022 não reelejam deputados nem governador.

  • silvio lopes de moraes
    30 Jan 2020 às 11:02

    Governador incompetente ,só soube aumentar impostos até agora ,e nada aconteceu para o povo além de mas prejuízos,os serviços públicos continuam de mal a pior.

  • Lisandro Peixoto Filho
    30 Jan 2020 às 10:45

    Em briga de irmãos, quem no meio leva safanão! Sempre quem perdendo é o povo, que consumidor final. Paga pelo produto o quais imbutido o tributo ICMS, que determinado pelo Poder Público Estadual, o qual a ser repassado pelo Comércio ao cofre do Estado.

  • marcos
    30 Jan 2020 às 10:41

    Isso mesmo Alexandre, as associações vai provar que o Governo está errado, e os comerciantes e empresários estão corretos referente aos aumentos que vem ocorrendo,aguardem..

  • Teka Almeida
    30 Jan 2020 às 10:29

    É Mauro MENTE governo FAKE NEWS acredito que se tenha muita coisa para se pensar e PRINCIPALMENTE para se fazer além de criar LOROTAS. Hoje dia 30/01/2020 e até agora nada de publicar o cronograma de pagamentos que serão feitos ao longo de 2020, conforme ARROTOU nos veículos de comunicação no dia 16/01/2020. Como o dia de hoje termina as 23:59h, vamos aguardar se não será mais uma FAKE NEWS para a sua coleção. Depois não adiante ficar chamando para audiência pública para se justificar que o funcionalismo também não vai.

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