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Terça-feira, 07 de abril de 2020

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Guia da moda praia: conheça a história do biquíni tomara que caia

Da Assessoria

01 Fev 2020 - 09:00

Reprodução

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A história do biquíni tomara que caia, um clássico da moda praia é, na verdade, a união de várias versões. É praticamente impossível dizer quando ele surgiu e quem foi seu verdadeiro autor. Contudo, a peça é um dos modelos populares e que, de tempos em tempos, encabeça listas de tendências. Por trás desta trajetória está a maior conquista de cada banhista: a liberdade de poder escolher o estilo que melhor lhe assenta no corpo, sem imposições sociais intransponíveis.

A Pajaris vai te contar como começou essa moda:
 
O início de um clássico
 
A versão mais comum é de que o tomara-que-caia nasceu como uma variação dos corseletes do século 15. O arrebatador modelo sem alças apareceu pela primeira vez, como roupa de banho que conhecemos hoje, no ano de 1938, nas areias de Miami Beach, em um modelo de maiô.
 
Em Portugal, o tomara que caia ficou conhecido como “caicai”, uma referência ao fato de sua estrutura poder derrapar no colo. Quando cruzou o Atlântico, porém, foi rebatizado como um pedido às mulheres, um sonoro tomara que caia. Já nos anos 1950, o estilista Balenciaga fez esse decote com corpo justo e saia rodada, que é copiado até hoje.

Design à parte, em termos semânticos, esse decote pesa mais sobre os colos das brasileiras. “Strapless” (sem alças) para as americanas e “robe bustier” (vestido de busto) para as francesas, a versão da língua portuguesa é a mais provocadora: traz embutidos o olhar alheio e a torcida para que o corpo feminino brote, enfim, acima dos tecidos.
 
Ao mesmo tempo veio a “bomba” que mudaria a moda. Indiscutivelmente, 1946 foi um grande ano. Surgiu a UNICEF. Aconteceu o primeiro Festival de Cannes. Cher nasceu —e o biquíni moderno chegou ao mundo. Surgiu o modelo “strapless”, ou sem alças, creditado ao espanhol Cristóbal Balenciaga, como opção de roupa de festa. Quem também leva o crédito é o figurinista Jean Louis, que criou um modelo de cetim para a atriz Rita Hayworth usar no filme Gilda.
 
A história do biquíni tomara que caia Brasil

 


O país sempre acompanhou a evolução dessa roupa, começando pelas vedetes, como Carmem Verônica e Norma Tamar, que juntavam multidões nas areias em frente ao Copacabana Palace na década de 50. Em seguida, um modelo muito usado nos anos 60 era o chamado engana-mamãe, que de frente parecia um maiô, com uma espécie de tira no meio ligando as duas partes, e, por trás, um perfeito biquíni.
 
No início dos 70, surgiu um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, que chegou para mudar o cenário e conquistar o mundo: a tanga. Nessa época, a então modelo Rose di Primo era a musa da tanga das praias cariocas. Durante os anos 80 surgiram outros formatos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o de lacinho nas laterais, além do sutiã cortininha.
 
Foi nos anos de 1990 que começaram a construir a moda praia mais democrática, como conhecemos hoje. Os biquínis e maiôs ganharam uma variedade enorme de modelos, que passaram a ser pensados para valorizar o corpo feminino e não para escondê-lo. Nesse cenário apareceu o tomara que caia, com modelos mais firmes com bojo e de costuras estratégicas que nunca mais saíram de cena.
 
Como é o tomara que caia hoje

As peças fervem o beachwear da Pajaris, trazendo de volta o minimalismo dos anos 90 às areias. Com o modelo, os ombros têm se tornado protagonistas na moda. Outra aposta é o top-faixa, um biquíni queridinho no Reino Unido e dos EUA.

 

As opções variam, e há modelos com vazados, nós ou drapeados, que valorizam ainda mais o busto. Para quem não curte aquela marquinha de biquíni que vai até o pescoço, esta é mais uma vantagem do modelo. Vale lembrar que o tomara que caia não tem complicação, já que ele se encaixa em todos os corpos – um dos fatores para ser tão querido entre as mulheres. Agora vem com a gente e encontre o biquíni perfeito para você.
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