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Hospital Geral de Cuiabá define fluxo interno e adota medidas para casos suspeitos de Coronavírus

Da Redação - Fabiana Mendes

01 Fev 2020 - 11:15

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Hospital Geral de Cuiabá define fluxo interno e adota medidas para casos suspeitos de Coronavírus
As equipes médica e multiprofissional do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá se reuniram na manhã desta sexta-feira (31), para discutir o protocolo do Ministério da Saúde e iniciar as adequações de fluxos e medidas preventivas ao coronavírus, caso a unidade de saúde receba possíveis casos de infecção pelo vírus (2019-nCoV). Até o momento, o Brasil registrou 12 casos suspeitos, em cinco estados. Desde o primeiro alerta na China, no dia 31 de dezembro, 213 pessoas morreram. As informações são da assessoria de imprensa. 

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A orientação é de que, caso o hospital receba pacientes suspeitos, deverá ser feita de imediato a notificação para as autoridades de saúde e solicitação de encaminhamento para Hospital de referência. Também foi discutido a definição do caso, definição de contato, exames laboratoriais e de imagens, critérios de internação, tratamento, precauções específicas, transporte do paciente e prevenção.

O diretor técnico do HG, Alexandre Maitelli orienta que é importante saber identificar os sintomas da doença para tomar as precauções de forma ágil. “Os profissionais de saúde e nossos colaboradores devem estar alertas sobre a existência desse novo vírus, como identificá-lo e qual a conduta adequada em casos suspeitos”, destaca.

Maitelli explica que a equipe de Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), está utilizando os protocolos e as recomendações nacionais do Ministério da Saúde e internacionais do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), para a elaboração do protocolo institucional do HG para atendimento a pacientes em nossos Pronto Atendimento ou transferidos, que apresentem algum sintoma de infecção pelo coronavírus. 

A infectologista do Hospital Geral, Kadja Samara Souza disse que é de extrema importância às pessoas ficarem atentas para o sintoma da doença, visto que é muito semelhante a uma gripe, porém este vírus atua muito incisivamente no sistema respiratório.

“O coronavírus é um vírus que dá uma síndrome respiratória, caracterizado por febre, na grande maioria das vezes, tosse, pode ou não ter dor de garganta e pode evoluir para falta de ar. Além disso, essa doença pode dar pneumonite viral. Ele é muito parecido com os vírus influenza, que dão quadros de gripe”, informa a médica.

Kadja relata que por se tratar de uma doença nova, ainda não há um tratamento específico com remédios ou injeções, nem vacinas. No entanto, o Ministério da Saúde está orientando os profissionais de saúde como proceder em caso do vírus chegar ao Brasil.

"O importante é saber que há uma estratégia e um planejamento para atendimento dos possíveis casos suspeitos, evitando situação desnecessárias de pânico da população em Mato Grosso”.

Transmissão

A infecção pelo coronavírus teve início em dezembro de 2019, na China, já matou 213 pessoas, chegou a 20 países e infectou 9.720 pessoas em todo o mundo, segundo os últimos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O coronavírus pode ser transmitido de forma semelhante à influenza ou outros vírus respiratórios, pelas gotículas respiratórias, por tosses e espirros em curta distância, ou contato com objetos contaminados pelo vírus. Confira dicas de prevenção: 

•    Lavar as mãos com frequência, ou utilizar álcool 70%, principalmente antes de consumir algum alimento.
•    Utilizar lenço descartável para higiene nasal.
•    Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir.
•    Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar.
•    Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas.
•    Manter ambientes bem ventilados, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.
 

1 comentário

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  • Alguém
    01 Fev 2020 às 13:42

    Tá, já foi dito que o corona vírus n sobrevive a questões climáticas como a nossa então vamos parar de inventar?! Pode ser H1N1 então tem que focar no que já existe e parar de inventar moda!

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