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Toninho relembra processos contra Abílio e garante imparcialidade em julgamento de cassação

Da Redação - Max Aguiar

16 Fev 2020 - 16:47

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Toninho relembra processos contra Abílio e garante imparcialidade em julgamento de cassação
“Só estou fazendo meu papel”, defendeu-se o vereador Toninho de Souza (PSD), que é presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá e foi insultado pelo vereador Abílio Brunini Júnior (PSC) esta semana. Abílio teve seu mandato cassado pela Comissão e agora será julgado pelo Plenário da Câmara.

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“Eu sou um, em 25 vereadores. Não sou eu que estou cassando o Abílio, mas sim estou fazendo meu papel como presidente da Comissão de Ética. E a Comissão de Ética só investiga o processo que chega até ela”, sustentou Toninho, em sua página nas redes sociais.

Toninho ainda lembrou que outros processos já foram arquivados. “Ano passado a Comissão julgou dois processos de cassação contra Abílio. E esses processos foram arquivados. E isso o vereador não lembra. O vereador [Abílio] quer passar pra população que ele está sendo cassado por fiscalizar. Não é isso. O vereador pode fiscalizar, mas não exagerar no comportamento”, explicou.

Esta semana, após leitura do relatório da Comissão de Ética, que pede sua cassação, Abílio se exaltou e chamou Toninho de Souza, de “pau mandado e capacho do prefeito”.

Engrossando o coro, o vereador Diego Guimarães sustentou que o relatório da Comissão de Ética estava cheio de nulidades e que a cassação de Abílio - acatada por unânimidade -, também causa nulidade à Operação Sangria, que decidiu pela prisão do ex-secretário de Saúde e médico Huark Souza.

Para Toninho, Abílio, que é neto do líder religioso da Igreja Assembleia de Deus Sebastião Rodrigues, usa da difamação, de rancor e de calúnia. “Isso é muito estranho para um rapaz que anda por ai pregando a Bíblia”, questionou.

“Desde o tempo antigo, segundo a Bíblia, alguém é escolhido para julgar quem faz coisas erradas. E eu sou o presidente da Comissão. Quer dizer que eu sou errado? Esse é meu crime? É um crime julgar um processo? É isso que eles estão falando. Por isso estou aqui me explicando. A mentira, o ódio não pode vencer o amor e a verdade. Estou cumprindo meu papel. Eu não represento a Câmara, eu sou apenas um entre 25 vereadores”, concluiu o vereador.
 
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