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Quinta-feira, 09 de abril de 2020

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Governador cita guerra entre facções como motivação de chacina

Da Redação - Max Aguiar

20 Fev 2020 - 12:12

Foto: Rogério Florentino Pereira/ OD

Governador cita guerra entre facções como motivação de chacina
O governador Mauro Mendes (DEM) lamentou o corrido em Nobres (distante 122km de Cuiabá) na noite de quarta-feira (19), que resultou na morte de cinco pessoas, e disse que em uma conversa com seus secretários de Segurança, comandantes da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil, preliminarmente foi descoberto que o motivo da chacina seria uma guerra entre facções.

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“Hoje nós conversamos com nossos representantes e preliminarmente parece que foi uma guerra entre facções criminosas. É lamentável, porque são cidadãos, mas isso é fruto do tráfico de drogas. Provavelmente uma disputa entre gangues rivais, entre grupos para dominar o tráfico, que é o grande mal que assola o nosso país”, disse o governador, durante as festividades de 32 anos do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope).

A chacina aconteceu por volta das 20h30, em uma residência no município de Nobres. As vítimas foram identificadas como: Daniel dos Santos Costa, 24 anos; Cláudio Rogério Pinto do Nascimento, 19 anos; Jovanilson Pereira da Costa, 17 anos; Weliton da Silva, 23 anos e Thiago dos Santos Siqueira, 20 anos.

Conforme as informações da Polícia Militar, as equipes foram acionadas após populares ouvirem diversos disparos de arma de fogo vindos da residência. Quando os PMs chegaram, encontraram três dos homens caídos do lado de fora. Somente um deles apresentava sinais vitais. Outras duas pessoas foram mortas dentro da casa.

Ao saber do acontecido, o governador já pediu que a Polícia Civil tomasse as devidas providências e mantivesse foco nas investigações. Ainda sem ter uma linha de investigação definida, Mauro Mendes disse que Mato Grosso não pode permitir que crimes dessa grandeza não se torne comum no estado.

“A Secretaria de Segurança e o delegado geral já foram acionados para não deixar impune esse e qualquer tipo de crime que possa ser considerado crime contra a própria dignidade. Não podemos permitir esse tipo de situação continuar acontecendo em nosso estado”, concluiu o governador.

O secretário Alexandre Bustamante ratificou a fala do governador, porém não confirmou nenhuma linha de investigação. “Chegou a informação, mas tudo é precoce. Nada que falar agora vai resultar efeito nenhum. Tudo que for dito, pode ser algo que se tenta adivinhar e na Segurança Pública não se pode tentar adivinhar nada. Tem que investigar com precisão”, comentou Bustamante.

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