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Quinta-feira, 02 de abril de 2020

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Leitão comenta cassação, relembra rixa de 2018 e diz que aceita Selma em seu palanque

Da Redação - Érika Oliveira

27 Fev 2020 - 16:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Leitão comenta cassação, relembra rixa de 2018 e diz que aceita Selma em seu palanque
Da mesma sala em que anunciou aliança com Selma Arruda (PODE) nas eleições majoritárias de 2018, o ex-deputado federal Nilson Leitão foi oficializado pré-candidato do PSDB nesta quinta-feira (27), para a eleição suplementar de abril, que irá definir o substituto da ex-parlamentar, agora cassada. Inimigo político de Selma desde a campanha passada, Leitão comentou o processo de cassação da então parlamentar, relembrou o rompimento entre os dois, mas disse que aceita eventual apoio da ex-senadora.

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“A Selma respondeu por aquilo que ela fez. A gente responde por aquilo que faz. Eu não tenho nenhum problema pessoal com ela. Naquela época ela decidiu se afastar da coligação alegando que eu não queria dar o tempo de TV pra ela, mas esse não era o ponto. Nós fizemos uma coletiva anunciando a coligação e uma semana depois ela fez uma live dizendo que não era aquilo. Eu acho que a Selma tem muitas qualidades e teve também suas inexperiências, suas falhas. Isso é da vida. Eu, pessoalmente, depois disso não consegui ter qualquer tipo de relação com ela. Então, não posso fazer qualquer juízo de valor. Eu fui cuidar da minha vida. Isso é uma pagina virada. Eu não tenho problema de raiva, magoa, não é da minha natureza”, afirmou Leitão, durante coletiva de imprensa.

O conflito entre Selma e Leitão começou antes mesmo da oficialização da aliança entre ela e o PSDB, no grupo que era liderado pelo então governador Pedro Taques. Foi Taques, inclusive, o responsável por trazer – e tentar manter – Selma no arco.

Confirmada a coligação, a crise se ampliou quando Selma Arruda fez uma transmissão ao vivo em seu Facebook, na qual orientava seus eleitores a não votarem nos candidatos da chapa da qual fazia parte. A declaração, à época, enfureceu tucanos, que viram oportunismo na fala da juíza aposentada.

A convivência que já não vinha nada bem se agravou com a disputa pelo tempo de propaganda gratuita. Uma reunião chegou a ser convocada para contornar a crise, mas não resolveu o problema.

No dia 31 de agosto de 2018, Selma convocou coletiva de imprensa, se disse vítima de tentativas de “rasteira” de Nilson Leitão e afirmou que além das questões envolvendo a distribuição de tempo de TV estaria declarando “independência” dos tucanos em razão das delações de Alan Malouf e Permínio Pinto, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal e que citavam Pedro Taques.

Leitão chegou a mover ação por danos morais contra Selma, mas posteriormente suspendeu o trâmite do processo. “Eu fui bastante prejudicado na minha eleição por causa de desinformações delas, várias, e não revidei à altura e nem revidaria porque não é esse o meu papel. Eu não tinha relação com a Selma nem antes e nem tive depois. Durante a campanha eu entrei com uma ação de danos morais contra ela, mas retirei a ação no dia seguinte da eleição”.

Eleita com mais de 678 mil votos, Selma derrotou Leitão nas urnas, mas terminou 2019 com seu mandato no Senado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Leitão ficou em quinto lugar, no mesmo pleito.

“A vitória da Selma foi legitima nas urnas. E no momento que ela ganhou eu respeitei a vitória dela. Eu nunca me movimentei para tirar ela de lá. Eu fui procurado por advogados de quem impetrou a ação, mas eu não aceitei. Eu simplesmente me afastei do tema. Não imaginava que ela seria cassada e se dependesse de qualquer movimento meu ela continuaria senadora. Eu cheguei a fazer jantares na minha casa para toda a bancada e fiz questão de convidá-la, mas ela nunca compareceu. Eu entrei em campo quando o campo estava desocupado. Eu não quero o lugar de ninguém, eu quero o meu lugar. Ela foi cassada e eu vou disputar a eleição. Eu acho que têm eleitores dela que têm peculiaridades com coisas que eu defendo. Se tiver a possibilidade dela me apoiar, eu ficaria muito feliz. Aquilo foi uma briga de campanha. Se ela entender que eu posso ser um candidato que representa Mato Grosso eu ficarei muito contente. Não tenho portas fechadas para isso”, pontuou.
 
 

10 comentários

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  • Anna
    28 Fev 2020 às 11:53

    Professores, se estão com Selma então devem votar no Medeiros, infelizmente ela não volta mais ao Senado!

  • Rocha
    28 Fev 2020 às 06:59

    Kkkk o duro é ela aceitar subir no seu decadente palanque!!!

  • Gladston
    27 Fev 2020 às 21:43

    Políticos brasileiros em sua maioria são assim como esse leitão, só abre a boca para envergonhar seus poucos eleitores!!

  • Agenor
    27 Fev 2020 às 21:11

    Bando de hipócritas e o povo ainda brigam por causa de política, só pensam nos interesses próprios, cada período eleitoral e baixaria e depois qdo convém são parceiros de palanques. Nojo

  • San
    27 Fev 2020 às 20:41

    Vixxxe.... agora lascou Selma....seu filme queimou de vez!

  • professora da rede estadual
    27 Fev 2020 às 20:01

    OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESTÃO DE MÃOS DADAS COM A SENHORA...

  • Joana pedra 90
    27 Fev 2020 às 19:47

    Chora Selma

  • Zeca
    27 Fev 2020 às 17:12

    Haha óleo de peroba prá esse leitão, vai ser assado.

  • Mick Oliveira
    27 Fev 2020 às 16:31

    Parasitas

  • professora da rede estadual
    27 Fev 2020 às 16:27

    GRANDE SELMA. ORGULHO DAS PROFESSORAS AQUI DO MÉDICI E TODO MT. SINDICALISTAS UNIDOS ESTAMOS COM A SENHORA.

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