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Após fala de Bolsonaro, Emanuel diz que não queria proibir comércio, mas saúde da população está em risco

Da Redação - José Lucas Salvani

25 Mar 2020 - 12:55

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após fala de Bolsonaro, Emanuel diz que não queria proibir comércio, mas saúde da população está em risco
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que não queria proibir comércio e vetar transporte público devido ao novo coronavírus, mas ressalta que a saúde da população está em risco e que “cuidar e proteger é uma necessidade”. A fala do gestor foi divulgada nesta quarta-feira (25) após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que criticou medidas de isolamento e quarentena para o combate ao COVID-19, feito na noite de terça-feira (24).

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“Cuidar e proteger é uma necessidade. Momentaneamente a situação é muito grave. Eu não gostaria de fazer restrição nenhuma, não proibir comércio, não vetar o transporte público, mas agora o que está em risco é a saúde da população, principalmente dos grupos de riscos (idosos)”, pontuou o prefeito da capital.

Emanuel explicou que continuará a seguir as orientações do Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como o mundo todo faz, e defende um diálogo maior com o presidente da república que, segundo ele, vai em direção contrária as orientações da OMS. O prefeito acredita que isso gera insegurança na população.

“A OMS aponta uma direção e o presidente vai por outro. Isso deixa a população insegura, as autoridades ficam perplexas mas nós vamos seguir os protocolos de segurança para evitar à disseminação do Coronavírus. Vamos continuar cumprindo as orientações dos técnicos da saúde”.

Em Cuiabá, entre os estabelecimentos que poderão ficar abertos estão: clínicas médicas e estabelecimento hospitalares, clínicas veterinárias em regime de emergência, supermercados e similares, tais como padarias e açougues, farmácias, funerárias, agências bancárias, distribuidores de água e gás, serviço de segurança privada, serviço de táxi e aplicativos transporte individual de passageiros, lavanderias e serviços de higienização, lojas de materiais de construção. 

Bolsonaro, que desde o início da pandemia vinha adotando um discurso contrário ao isolamento, fez um pronunciamento na noite desta terça-feira em rede nacional de televisão, culpando os meios de comunicação por espalharem, segundo ele, uma sensação de "pavor". Afirmou também que, se contrair o vírus, não pegará mais do que uma "gripezinha".  

Outras críticas

O governador de Estado também se pronunciou sobre as falas de Bolsonaro em uma nota breve, mas manteve todas as restrições de convívio social, como também afirmou que não irá proibir nenhuma atividade econômica essencial.

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, disse Mauro Mendes. 

Já o secretário municipal de Saúde, Carvalho foi mais direto. Para ele, o presidente da República jogou por terra o trabalho do Ministério da Saúde. "É uma coisa séria o que o presidente fez, está jogando por terra o trabalho do ministro Mandetta, que graças a Deus que temos um ministro de visão técnica e profissional, e também centrado como ele é. O ministro agiu da forma certa, está agindo da forma correta com as condições que ele tem", disse.

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