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Mato Grosso tem estrutura suficiente mesmo se ocorrer o pior cenário, afirma especialista

Da Redação - Max Aguiar

26 Mar 2020 - 17:10

Foto: Christiano Antonucci - SecomMT

Mato Grosso tem estrutura suficiente mesmo se ocorrer o pior cenário, afirma especialista
O Governo de Mato Grosso garante que se caso os cidadãos do estado sejam infectados de maneira que o coronavírus cause um caos, as estruturas hospitalares estarão aptas para atender os pacientes.

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Para o médico Abdon Salam Khaled Karhawi, que é especialista em infectologia e professor-doutor da Universidade Federal de Mato Grosso, o Estado possui a estrutura necessária para atender os casos de Covid-19, mesmo na hipótese de ocorrer o pior cenário projetado de propagação da pandemia.

Abdon colabora com o Gabinete de Situação criado pelo Governo do Estado para monitorar e deliberar as ações necessárias para impedir o avanço do covid-19 em Mato Grosso.

"Estamos trabalhando para que haja o menor impacto possível. O vírus está instalado e em progressão. Toda a estrutura estadual está sendo preparada para isso. As unidades estão realocando leitos para estes pacientes, otimizando os espaços isolados. O fato é que precisamos ouvir os gestores, que estão trabalhando com isso. A equipe comandada pelo governador Mauro Mendes e pelo secretario de Saúde, Gilberto Figueiredo, está extremamente focada para que as pessoas recebam o tratamento necessário neste momento. Todos estão muito preocupados para que as pessoas recebam o atendimento correto”, afirmou ele, durante coletiva transmitida pela internet sobre a consolidação das medidas contra o coronavírus, nesta quinta-feira (26).

O infectologista fez uma projeção da situação de Mato Grosso com o cenário da Itália, onde a pandemia provocou milhares de mortes. De acordo com ele, ainda que o vírus avance no Estado com a mesma força que avançou no país europeu, o que não deve acontecer, o Estado contará com um cenário “plausível de controlar”. 

“Podemos pegar a população italiana, que tem 60 milhões de habitantes. Até ontem havia 75 mil pessoas infectadas. Desse grupo de pacientes, 10% tiveram complicações mais graves. O cenário que nós temos é que a cada 1000 pessoas, 200 precisarão de atendimento hospitalar. Dessas 200, 50 estarão em UTI. Esse é o respaldo científico que temos hoje”.
 
“Nesse cenário, se compararmos com Mato Grosso, temos uma estimativa de infectados de pouco mais de 4 mil pessoas. Isso deve gerar uma perspectiva de que 850 pessoas precisarão de atendimento hospitalar e, dentro desse grupo, cerca de 200 a 220 leitos de UTI”, afirmou.

Abdon ponderou que esses números estão projetados na perspectiva do pior cenário possível, que é o exemplo italiano. Por isso, ele reiterou a necessidade de a população continuar a seguir as determinações do Governo do estado, no sentido de evitar o contato social, manter distanciamento mínimo de 1,5m e promover a devida higienização.

“Temos um cenário bem plausível de controlar, que está sendo calculado para atingir o ápice com 55 dias de infecção. Sendo que o nosso primeiro caso tem poucas semanas. De uma maneira objetiva, temos um cenário controlado”, ressaltou. 

Ampliação de leitos

O Governo de Mato Grosso tem definido uma série de ações para contar com a estrutura necessária de atendimento. No momento, as unidades geridas diretamente pelo Governo contabilizam 240 leitos clínicos disponíveis em oito hospitais. 

Com as medidas do Plano de Contingência, o Estado contará com o total de 616 leitos clínicos nos hospitais estaduais. 

Já o total de leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) disponibilizados nos hospitais estaduais é de 126 leitos, entre neonatal, adulto e pediátrico. Com o Plano de Contingência, a rede de assistência do estado passará a ter 228 leitos de UTI.

Também está previsto o incremento de 376 leitos clínicos e 102 leitos de UTI adulto para o atendimento de pacientes com a Covid-19. O Hospital Metropolitano de Várzea Grande, por exemplo, terá ampliação de 200 leitos, passando a contar com um total de 260 leitos exclusivos para os casos de coronavírus.

8 comentários

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  • Luis Flávio
    27 Mar 2020 às 11:24

    Esse povo deve dar comendo muito morcego pra vim com conversa fiada. Não tem nem material básico vai ter leito hospitalar, como se preocuparam com copa do mundo usam o CT do Pari pra colocar os doentes do covid-19.

  • Raysa
    27 Mar 2020 às 07:57

    Isso não é verdade. No ano passado minha avó de 85 anos teve um derrame e mesmo tendo plano de saúde não havia na cidade uma UTI disponível. Esperamos por mais de 3 horas vagar uma UTI na cidade. E só conseguimos por ter conhecido em hospital que liberou um paciente que havia apresentado melhora na UTI para minha avó poder entrar. Triste demais essa situação!

  • roberto
    26 Mar 2020 às 22:32

    Esse senhor pode ser especialista de muita coisa, mas certamente de saúde pública não é. E cuidado para não queimar a lingua. Quem pagará pelo equivoco será a população.

  • Lud
    26 Mar 2020 às 21:15

    Quando esses abutres dizem que Cuiabá tem capacidade de tratar os contaminados pelo vírus ,estão jogando a população trabalhadora para ser contaminada. E eles escondidos covardemente em seus condomínios de luxo.

  • Carol
    26 Mar 2020 às 20:29

    Mato Grosso não tem estrutura nem na capital e muito menos no interior. Faltam leitos tanto no público, quanto no privado. Com uma pandemia então... será o caos.

  • Felipe
    26 Mar 2020 às 19:44

    E as UTIs que ja estão ocupadas? E as vítimas de acidentes de trânsito e domésticos que precisarem de leitos? E quem sofrer um infarto ou parada cardíaca ? E quem tiver uma crise de asma é precisar de atendimento? Sei não essa sua conta doutor.

  • Joaquina
    26 Mar 2020 às 18:05

    Se isso é verdade, desafio o OD entrevistar o secretário de Saúde do Estado e apresentar o balanço de leitos, UTI, VM... não tá tendo nem EPI para os funcionários da saúde! Cuiabá não é dominado por bolsominion, aqui tem pesquisador! MOSTRA A VERDADE OD.

  • Nunes
    26 Mar 2020 às 17:39

    Claro que tem. Bora trabalhar, deixa os idiotas úteis falando sozinhos.

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