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Operação Arco Verde debate soluções para municípios que mais desmataram em MT

Da Redação / TA

10 Mar 2009 - 15:10

Pensar alternativas para promover o desenvolvimento sustentável dos 19 municípios mato-grossenses que mais desmatam a Amazônia. Esse é o foco de um encontro que está acontecendo hoje entre gestores municipais, estaduais e federais em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal. Eles buscam colocar em prática ações para fomentar a economia e gerar renda nas áreas já degradadas, e também pensar alternativas de produção que agridam o ambiente da menor maneira possível.

Durante o encontro serão escolhidos quatro dias no mês de abril em que uma equipe multidisciplinar do Governo Federal virá a Mato Grosso para definir o volume de recursos e projetos que cada município irá receber.

“Os municípios que tiveram participação na Operação Arco de Fogo tiveram suas economias brecadas, reduzidas. A Arco Verde veio como uma alternativa, mas infelizmente ela não acontece na mesma velocidade que as prisões”., disse o governador Blairo Maggi durante a abertura do encontro.

A coordenadora nacional da Operação Arco Verde, Tereza Campello, detalhou que o grande desafio é “articular e organizar as ações já existentes”. Ela citou como exemplo a regularização fundiária, que será tratada de forma mais ágil nos 19 municípios. “Temos em Mato Grosso uma situação diferenciada porque contamos com todo o apoio do Governo do Estado”.

Campello citou que o Arco Verde terá como uma de suas prioridades a geração efetiva de empregos. Para isso serão oferecidas orientações técnicas para a formação de cooperativas e também para a produção, distribuição e comercialização de produtos. Haverá um trabalho de registro social individual, atendendo aqueles que não possuem carteira e identidade e Cadastro da Pessoa Física. Também será feito um trabalho coletivo, com o registro de cooperativas, possibilitando uma movimentação financeira legal. Com estas atuações específicas, mais pessoas terão acesso aos benefícios sociais da Arco Verde.
As ações práticas no Estado serão interligadas pelo MT Regional, por meio dos consórcios regionais.

A operação Arco Verde foi idealizada a pedido do presidente Lula em decorrência da repercussão das ações de controle da Operação Arco de Fogo, realizada ano passado. Ela possui um orçamento preliminar de R$ 24,5 milhões abrangendo quatro eixos: Controle e Monitoramento Ambiental, Ordenamento territorial e Fundiário, Fomento à produção sustentável e inclusão social e cidadania.

Durante as discussões, o governador Blairo Maggi alertou para uma mudança nos paradigmas sobre a região amazônica. Citando como exemplo o município de Colniza (1.065 Km à Noroeste da capital), um dos mais próximos com a divisa mato-grossense com o Estado da Amazônia, o gestor lembrou sobre a falta de apoio para levar ações até a região. “Ainda faltam aproximadamente 350 quilômetros para se chegar com asfalto até a cidade, mas não conseguimos nenhum tipo de parceria, nem internacional ou mesmo nacional”.

Já o secretário de Planejamento do Estado, Yênes Magalhães, trouxe boas notícias, relacionadas ao processo de regularização ambiental. Ele afirmou que o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se comprometeu em dar um resposta positiva sobre o MT Legal até esta quinta-feira. “O ministro disse ao governador que apenas um ponto do projeto estava tendo problemas jurídicos com o Ibama, porém se comprometeu a enviar uma resposta positiva. Mesmo que o projeto não tenha a ciência total, será possível iniciar sua aplicação”., disse Yênes.



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