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Terça-feira, 26 de maio de 2020

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Bolsonaro pede congelamento de salário em troca de "socorro" e governo mantém nova lei dos comissionados

Da Redação - Max Aguiar

22 Mai 2020 - 07:32

Foto: Marcos Vergueiro - Secom MT

Bolsonaro pede congelamento de salário em troca de
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu, nesta quinta-feira (21), em reunião remota, que os governadores façam congelamento de salário por pelo menos dois anos para que o auxílio emergêncial seja depositado na conta dos estados. O governo de Mato Grosso, que alterou recentemente os valores pagos a cargos comissionados, já adiantou que irá manter a Lei sancionada na semana passada, que aumenta a remuneração dos presidentes de autarquias e federações do Estado. 

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Segundo a assessoria do governador, o aumento salarial aprovado pela Assembleia Legislativa e já publicado no Diário Oficial é lei e lei não se volta atrás. 

​"O governador [Mauro Mendes], assim como a maioria dos governadores, concordaram sobre a expectativa de veto do presidente em troca dessa ajuda. Uma coisa é o congelamento de salário e outra coisa é esse proejto aprovado semana passada e que já é Lei. O que foi aprovado, não é mais projeto é Lei e não se enquadra no salário do servidor, mas sim para presidente de autarquias e servidores efetivos que estão em cargos comissionados. Vale lembrar que esse aumento ainda virá após passar a pandemia e não nesse período", disse a assessoria de imprensa do governador Mauro Mendes.  

O pedido de Bolsonaro é em torno do aumento de salário comum aos servidores, sejam eles efetivos ou comissionado. Mauro, assim como a maiora dos governadores, aceitou a proposta e aguarda agora o pagamento do auxílio emergencial, que para Mato Grosso virá corrigido devido os pagamentos em atrasados do FEX, que foram incluídos na parcela do estado.  

O pedido de Jair Bolsonaro chegou a gerar dúvida nos deputados estaduais com relação à lei recentemente aprovada na Assembleia Legislativa. Janaina Riva (MDB), logo ao saber do acordo entre Mauro Mendes e Jair Bolsonaro, questionou o secretário chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, que acompanhou a reunião e disse que não existe nenhum tipo de anulação de lei em vista. 

"Não tem nenhuma possibilidade. Essa é a resposta do secretário Mauro Carvalho, sobre anulação da lei aprovada semana passada. E aplicabilidade da Lei também está clara que é para depois da pandemia, ou seja, o aumento salarial não será para o próximo mês", explicou a deputada. 

O deputado Dilmar Dal Bosco, que é líder do governo na Assembleia, também disse que irá conversar com o governador sobre o pedido de Bolsonaro, mas afirmou que o é lei não se volta atrás. 

Reunião com Bolsonaro

Por videoconferência, Bolsonaro, ao lado do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM) e do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM), explicou que aguarda apenas os últimos ajustes do Senado Federal para sancionar o auxílio de R$ 60 bilhões a estados e municípios. 

No total, Mato Grosso deve receber aproximadamente R$ 2,3 bilhões, o qual deverá ser repassado em quatro parcelas. Deste montante, R$ 950 milhões serão destinados aos 141 municípios do Estado e outros R$ 1,3 bilhão ficam para a administração estadual.

16 comentários

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  • TIAGO
    23 Mai 2020 às 10:31

    Depois vem com esse papinho que todos devem dar sua contribuição ! Justificar aumento devido a secretário lhe dar com milhões de orçamento é conversa fiada. Se for assim e o policial e o enfermeiro que estão mexendo com covid 19 ou tendo contato direto com a população não merecem? Estamos todos dando a contribuição e vem o governador que era para dar exemplo é dobra vi dos seus secretários. Palhaçada isso! Tem que ficar 2 anos sem aumento também.

  • Indignado
    22 Mai 2020 às 22:07

    Bom se oque é lei não volta atrás a 510/13 dos profissionais da educação a RGA de 2017 2018 2019 estão garantidos não é mesmo deputado?Ou só as leis que beneficia o governo e os outros poderes não podem ser deixados de cumprir?Este governo pífio do Mauro Mentes só mostra o quanto ele governa pra ricos e poderosos e povo cego ainda culpa os servidores do executivo

  • alexandre
    22 Mai 2020 às 15:46

    O aumento de 9 pra 18 mil de 100% comissionado ? indicação do governo ?

  • Cleusa Correa Amaral
    22 Mai 2020 às 15:32

    Acho que o momento é bem esse mesmo...As autoridades se unirem, chegarem ao denominador comun, em benefícios de todos...O Comércio precisa funcionar 100%, as pequenas ,médias e grandes empresas tbm...Resumindo todos, neste momento, assumindo a responsabilidade de cuidar um do outro...Para que o todo, de certo no final...Destravar a Economia do Estado é preciso urgente,,,,

  • OSMAR DELUCA
    22 Mai 2020 às 13:23

    Vejo em alguns comentários que o funcionário público é o que provoca o inchaço no sistema financeiro do Estado. Realmente existem funcionários que recebem muito pelo pouco que produzem. Mas, a maioria passou em concurso público e exercem suas funções com assiduidade. O problema são os altos salários no 1° e 2° escalão. Aí estão ps altos comissionados. Alguns merecem pelo conhecimento técnico e outros apenas apadrinhados. Por exemplo eu, não vejo a cara do magistrado, promotor e defensor público, pois estão em home office. Eu, tenho que pegar os mandados judiciais e sair na rua para cumprir. Por isso acho injusto colocar todos os funcionários públicos no mesmo barco.

  • Zildet
    22 Mai 2020 às 12:39

    Porém a lei do aumento dos professores pôde voltar atrás né senhor deputados anos sem o aumento bonito pra sua caraaaaa

  • Marcos Elenildo Ferreira
    22 Mai 2020 às 11:07

    Mais mentiras e esquemas Ocultos pra manter o Povo sob controle e empobrecido !! Nunca fazem algo real ..Com sentimento bom...Que torne a vida financeira do trabalhador digna e decente !!??????????????

  • André
    22 Mai 2020 às 10:10

    Só a lei federal que trata sobre a previdência dos militares que pode voltar atrás né? Agora é possível escolher qual lei cumprir.

  • ILDO PEREIRA
    22 Mai 2020 às 10:10

    Essa Lei de congelamento dos salarios em prol da ajuda aos Estados, deveria ser aolicada de forma a retroager todo e qualquer forma de aumento salarial a partir de Janeiro de 2020, para acabar com as espertis dos Poderes constituidos.

  • Lucilene Jd 3 Américas
    22 Mai 2020 às 09:22

    Todos têm que contribui no sacrifício coronavirus. Servidores públicos têm emprego garantida. Deve se reduzir salário deles em 80 por cento até orçamento estabilizar.

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