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Sexta-feira, 07 de agosto de 2020

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Entregadores de aplicativo de Cuiabá e VG aderem à greve nacional por melhores condições de trabalho

Da Redação - Érika Oliveira/ Da Reportagem local - Rogério Florentino

01 Jul 2020 - 18:43

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Entregadores de aplicativo de Cuiabá e VG aderem à greve nacional por melhores condições de trabalho
O movimento nacional que ficou conhecido como "Breque dos Apps" reuniu entregadores de aplicativos de delivery em Várzea Grande na tarde desta quarta-feira (01). Como não houve consenso sobre a paralisação, grande parte dos entregadores segue trabalhando. 
 
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A categoria protesta por melhores condições de trabalho para profissionais que atuam para plataformas como iFood, Rappi, Uber Eats e Loggi. A principal queixa é sobre a precariedade do trabalho, que envolve uma carga horária exaustiva e baixo retorno financeiro. 

“Pra mim o principal motivo é a espera. Tem estabelecimento que a gente fica mais de 1h esperando o pedido. Quando isso acontece, por exemplo, no horário de almoço é 1h de serviço perdido. A gente quer que o aplicativo implante um sistema para chamar o motoqueiro somente quando o pedido estiver pronto. Além disso, o suporte deles é muito ruim, não tem uma sede fixa para falar com ninguém, não tem sequer um telefone para falar com eles”, reclamou Cleiton de Oliveira, que atua no ramo há 4 meses e participou hoje da paralisação.
 
Segundo contou o entregador, o custo médio inicial para trabalhar em uma dessas plataformas é de R$ 300,00 e até a bolsa térmica utilizada para o transporte das encomendas é paga pelo trabalhador. Cleiton afirma que para conseguir um retorno financeiro satisfatório é necessário trabalhar ao menos 13 horas por dia, o que em uma “semana boa de serviço” gera uma renda de cerca de R$ 700,00.
 
“Quando eu comecei a trabalhar eu tinha um celular melhor, mas tive que vender e comprar um inferior para sobrar dinheiro pra comprar a bag de transporte, o suporte pro celular e para abastecer o veículo até fazer a semana. A gente faz a propaganda pra eles, mas quem paga somos nós”, acrescentou o profissional.



Com atos em diversas cidades do Brasil, o movimento causou atrasos em pedidos e diminuiu a quantidade de profissionais nesta quarta-feira. O “Breque dos Apps” reuniu entregadores em grandes manifestações físicas em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador e Recife. Novas paralisações estão previstas para as próximas semanas.
 
As exigências
 
Os entregadores fazem uma série de exigências aos aplicativos que, segundo eles, não oferecem diálogo. Entre as exigências, estão:
 
Reajuste de preços: os entregadores recebem entre R$ 4,50 e R$ 7,50, valor que varia por aplicativo e distância percorrida --mais R$ 0,50 a R$ 1 por quilômetro rodado.
 
Reajuste anual: pedem que haja um reajuste anual programado para o serviço.
 
Tabela de preços: citado por alguns entregadores, seria uma tabela não ditada pelo governo ou reguladores, mas construída entre entregadores e aplicativos.
 
Fim de bloqueios indevidos: reclamação constante dos entregadores, que questionam as políticas das empresas que acabam punindo entregadores com bloqueios.
 
Entrega de EPIs: pedem equipamentos de proteção para trabalhar com mais segurança durante a pandemia.
 
Apoio contra acidentes: se o entregador sofrer acidentes enquanto usa a plataforma, a ideia é ter algum tipo de auxílio.
 
Programa de pontos: alguns entregadores questionam sistemas que fazem ranking de entregadores.

6 comentários

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  • Tudo Bolsominion
    02 Jul 2020 às 07:28

    Façam arminha com a mão que passa. Afinal, paralisação, greve, essas coisas, são tudo coisa de esquerdista comunista, né.

  • Lugger
    02 Jul 2020 às 07:27

    O liberalismo falha em todos os lados e os trabalhadores sentem o peso da falta de regulamentação e proteção. Pela economia voltada ao povo por mais doutrina social da Igreja católica e menos protestantismo.

  • Fabio
    02 Jul 2020 às 06:21

    Todos diziam que durante a pandemia ia surgir uma crise muito grande, mas pelo jeito não teve, porque o pessoal tá até fazendo greve durante a mesma.

  • Entregador anônimo
    02 Jul 2020 às 01:04

    Sou entregador do APP Ifood, e posso afirmar com toda certeza que esses mesmos que estão aí na foto são os mesmos que ficam usando droga em praça pública durante o periodo que estão "trabalhando"... Querem melhorias de que? O ifood manda uma equipe mensalmente distribuir álcool em gel e máscaras em vários pontos de cuiaba e vg, e ainda paga a taxa de deslocamento pro motoqueiro retirar os epis. Só queriam fazer bagunça pois correram atrás de vários entregadores ameaçando furar pneu e tomar o celular de quem realmente trabalha!! Bando de vagabund** que não representam os verdadeiros motoqueiros de Cuiabá e várzea grande!

  • fernando
    01 Jul 2020 às 20:38

    Greve de autonomo? como assim kkkkkkkkkkkkkkkkk, ja sei querem sindicato no meio só pode, ou seja, precisa fatiar o bolo entre empresa, empregado e sindicato.

  • Junior
    01 Jul 2020 às 19:46

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