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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Com o pai, adolescente depõe sobre disparo que matou amiga no Alphaville

Da Redação - Wesley Santiago

14 Jul 2020 - 15:07

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Com o pai, adolescente depõe sobre disparo que matou amiga no Alphaville
Prestaram depoimento, na tarde desta terça-feira (14), a adolescente de 14 anos, que matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no último domingo (12), no condomínio Alphaville, em Cuiabá, após um tiro supostamente acidental e também o seu pai, o empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, que chegou a ser preso no dia do fato, por posse ilegal de arma de fogo, mas que acabou solto após pagar fiança.

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Pai e filha chegaram no início da tarde a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A menina desceu do veículo da família vestindo uma blusa de frio, que cobria a sua cabeça. Por força de lei, seu nome e imagens não podem ser veiculados.
 
Durante todo o trajeto, o pai esteve ao lado da filha, segurando em seu ombro. Eles entraram pela lateral do prédio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que fica localizado na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), em Cuiabá.



O advogado Rodrigo Pouso, que patrocina a defesa da família, disse mais cedo ao Olhar Jurídico que o ocorrido foi um acidente e que não houve qualquer tipo de adulteração na cena do crime. Ele ainda disse que a garota responsável pelo disparo não era perita, treinava há apenas quatro meses.
 
"Não teve brincadeira nenhuma, não teve nada dessa história de manuseio de arma. A arma estava em um case. A casa dela é um sobrado, a arma estava embaixo e ela foi levar a arma para guardar no quarto do pai, e ela passou pela amiga dela antes e chamou, só que a case caiu da mão dela e abriu, ela pegou a arma e se levantou, só que a arma disparou e a Isabele estava na frente, ninguém estava manuseando arma, apontando arma, isso não existiu".
 
A vítima foi atingida por um único disparo, sendo que o orifício de entrada foi na narina e a saída na cabeça. O advogado da família do dono da arma, Rodrigo Pouso, disse que o caso foi uma fatalidade.
 
O advogado ainda explicou que a arma do crime não tinha todas as travas, servia para competições e qualquer manuseio sem cuidados poderia levar ao disparo. Ele afirmou que a família colaborou com a polícia a todo momento.

 
Em relação ao vídeo que circulou nas redes sociais, onde a adolescente que atirou aparece em um treinamento efetuando disparos com uma arma de fogo, o advogado esclareceu que ela treina há apenas quatro meses e portanto não é experiente.
 
"Ela faz tiro esportivo, mas essa fatalidade não foi durante treino, ela não tem experiência, fazem quatro meses só, ela é imperita, ainda está aprendendo. Então não teve essa história, o que aconteceu foi que a arma estava na case, ela foi levar para o quarto do pai, a arma caiu, ela pegou e quando levantou disparou, foi um acidente", disse.
 
O empresário Marcelo Martins Cestari, 46 anos, pai da adolescente de 14 anos que matou a amiga com um tiro na cabeça , foi preso em flagrante pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ele, que é atirador esportivo, foi liberado após pagamento de fiança.
 
Das sete armas encontradas na residência, duas delas não estavam com o registro no local e por este fato, o proprietário foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Ele foi conduzido à DHPP e autuado pelo crime, que é afiançável. Depois de pagar a fiança, foi liberado.
 
Especialista acredita que a adolescente de 14 anos responsável por atirar e matar Isabele Guimarães Ramos, também de 14, no último domingo (12), no condomínio Alphaville, em Cuiabá, é penalmente inimputável, cabendo apenas medidas sócio-educativas. Caso a versão sobre tiro acidental seja comprovada, as investigações devem ser direcionadas aos pais dos envolvidos, sujeitos com o dever de cuidado.
 
“A menor que efetua disparo de arma de fogo, atingindo fatalmente a vítima, nos termos da lei, é penalmente inimputável, podendo ser alvo apenas de medida sócio-educativa”, afirmou ao Olhar Jurídico o advogado Artur Osti.
 
“Em casos dessa natureza onde, ao que tudo indica, trata-se de disparo acidental, me parece que o cerne da questão não reside sobre eventual responsabilização do menor, mas sim, sobre a averiguação da conduta ter sido acompanhada ou não de eventual omissão penalmente relevante de quem possuía o dever de cuidado e, com comportamento anterior, criou risco para a ocorrência do resultado. Essa averiguação recairá sobre os genitores dos menores que se envolveram no fato”, complementou Artur Osti.

29 comentários

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  • Jedae
    16 Jul 2020 às 13:48

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Jedae
    16 Jul 2020 às 12:28

    Conheço armas desde dos meus 14 anos!

  • SEM HIPOCRISIA
    15 Jul 2020 às 13:22

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  • Realista
    15 Jul 2020 às 10:34

    Nada e nenhum dinheiro paga o sofrimento de uma mãe que perdeu um filho, ainda mais desse modo tão brutal..Mas é importante sim que a fiança bem alta para que sirva de lição e tire o incentivo de quem endeusa armas de fogo, para assim não ficar tentado a te-las em casa sem os extremos cuidados que deve ser dispensado no uso, manejo e guarda das mesmas. Deus conforte à família da jovem que perdeu a vida de modo tão estúpido.

  • Freud explicah
    15 Jul 2020 às 08:53

    Coloca na conta do Bolsonaro

  • paula
    15 Jul 2020 às 07:12

    Comentário de esquerdista culpando Bolsonaro como se ele entregasse armas nas mãos de cada um e mandasse matar! armas existem há séculos, pessoas morrem há seculos, fatalidades e assassinatos não são obras de Bolsonaro, o fato é que petistas não sabem perder eleição, querem mamar na teta até secar!

  • Helena
    15 Jul 2020 às 03:30

    Vamos prestar mais atenção aos detalhes, pessoal. O pai da garota não vai conseguir fugir da responsabilidade. Já foi explicado que a menina foi procurar a amiguinha ao subir, derrubou a arma e disparou. Nada tira a dor da família que perdeu a Isabele, mas todos devemos lembrar que o caso ocorreu no DOMINGO e, para termos detalhes, é necessário que a polícia averigue os depoimentos para poder ser passado à mídia. Sabemos do superficial, por isso está tudo desconexo. Devemos lembrar que já foi informado que a menor está sob efeitos de remédios, ela PERDEU o restante da sua infância no domingo, de forma diferente da amiga, mas perdeu. Que Deus acalente o coração da família que perdeu a Isabele e a alma da garota que vai perder a paz pelo resto da vida. Se querem xingar, culpar e apontar os dedos, façam isso com os adultos.

  • Dona Justina - Aposentada
    15 Jul 2020 às 02:05

    O moço parecia que tava tirando foto pra por nesses negocio de istagran?

  • Joana Souza
    14 Jul 2020 às 21:57

    A adolescente pode ser imputável na lei dos homens, mas não será imputada à lei de Deus, nem os demais envolvidos.

  • Justiça
    14 Jul 2020 às 21:35

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