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Quinta-feira, 06 de agosto de 2020

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Secretário diz que plano de saúde não garante leito: menos abastados não pegam jatinho para o Sírio-Libanês

Da Redação - Isabela Mercuri

15 Jul 2020 - 17:07

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Secretário diz que plano de saúde não garante leito: menos abastados não pegam jatinho para o Sírio-Libanês
Diante do colapso no sistema de saúde, até mesmo quem tem um bom plano pode ficar à deriva se precisar de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). É o que afirma o secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo. Segundo ele, há “muita sede pra pouca água”, e os menos abastados sofrem mais, já que “não conseguem, pegar um jatinho e ir para o Sírio Libanês e para o Einstein”.

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A ocupação nos leitos de UTI do Sistema Único de Saúde de Mato Grosso, até o final da tarde de terça-feira (14), era de 93,1%, com apenas 19 unidades disponíveis. O número, no entanto, não significa que estes leitos estavam abertos, como explicou o secretario. “Não significa dizer que não tem um paciente a caminho deste leito. Ele pode estar vindo do interior, por isso aparecem leitos no boletim, mas muitas vezes ele está reservado”, afirmou. Além disso, Gilberto explicou que uma porcentagem dos leitos deve ficar reservada para os pacientes que estão na enfermaria e sofrem piora em seu quadro de saúde.
 
“Nem o plano de saúde aqui esta conseguindo suprir a demanda existente, porque a rede assistencial de saúde, seja publica ou privada, é insuficiente pro tamanho dessa demanda”, lamentou. “Não existem profissionais em abundância, equipamentos em abundância, é por isso que colapsa. É isso que a população tem que entender. Até você que tem um bom plano de saúde corre risco de não ter um leito se precisar. É muita sede pra pouca água”.
 
Gilberto afirmou que muitas destas pessoas que tem plano, até mesmo prefeitos, lhe mandam mensagens diariamente pedindo que ele interfira e consiga uma vaga no SUS, o que ele nega. “A Covid não esta escolhendo a cor dos olhos, mas quem é menos abastado sofre mais, porque não consegue pegar um jatinho e ir para o Sírio Libanês, pro Einstein”, disparou.
 
Segundo o secretário, aproximadamente 25% dos pacientes que vão para leitos de UTI ficam em torno de 15 dias internados, e 40% deles vai a óbito. Por este motivo, a principal arma contra a pandemia continua sendo o isolamento social.

14 comentários

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  • SEBASTIÃO JOSE DE SOUZA
    16 Jul 2020 às 10:16

    Se o Estado estivesse feito o dever de Casa, a Situação era outra, se estivesse seguido o protocolo do OMS, testando em massa, implantado as medidas de afastamento, construído hospital de campanha, mas preferiu ficar brigando com o HOMEM DO PALETÓ, Vai pagar o preço.

  • Marcos
    16 Jul 2020 às 09:53

    Mato Grosso teve tempo suficiente para ampliar leitos de UTIs, mas agora o secretário resolveu culpar a população. A população não tem culpa e aparentemente o isolamento ñ tem sido efetivo para parar o vírus.

  • Benedito costa
    16 Jul 2020 às 07:42

    O problema maior é que o 8solamento.social só vai ter efetividade se realmente o comércio, o serviço, a indústria, a fábrica, os bancos, pararem de vez. Só assim pra ninguém sair de casa.

  • Will
    15 Jul 2020 às 22:20

    É deprimente a situação, devemos ser mais enérgicos e brigar mais pelos nossos direitos e dar um jeito nessa corja de políticos, "nosso título,nossa máscara" vamos saber usá-la.

  • Edivaldo
    15 Jul 2020 às 21:48

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Dr Reiners Moreira
    15 Jul 2020 às 20:41

    Fique em casa pelo amor de Deus. Denuncie crianças brincando na rua, idosos passeando com cachorro, vizinho fazendo churrasco. Ou morrerão muitos.

  • Rosana
    15 Jul 2020 às 19:59

    Principalmente se o plano de saúde for o MT saúde, qual servidor teria condições de pagar 30% de coparticipação de uma uti?????

  • Maque
    15 Jul 2020 às 19:48

    Continuam como "cegos no tiroteio". De nada vai adiantar somente o aumento de gastos com remédios, leitos e paliativos. Se quiserem realmente conter a velocidade e o alcance de contaminação, é preciso aplicar testes em todos os casos suspeitos, localizar as pessoas que mantiveram contato com estes, manter essas pessoas em isolamento preventivo pesquisar os locais frequentados recentemente, desinfetar esses locais e mantê-los em quarentena mínima. Essas medidas podem manter os focos de contaminação contidos em perímetros menores. Sem esquecer - é claro - uma campanha de EDUCAÇÃO MASSIVA sobre os 4 cuidados pessoais indispensáveis: 1) LAVAR ou higienizar com álcool as MÃOS LIMPAR objetos (antes e depois de tocá-los) e ambientes de circulação DISTANCIAMENTO SOCIAL mínimo de 1,5m 4) EVITAR a qualquer preço AGLOMERAÇÕES. E nunca, nunca, deixar de USAR MÁSCARA fora de casa. Somente assim é possível diminuir os riscos enquanto a vacina não chega. O resto - tinas, quinas etc. - por enquanto é só especulação e achismo.

  • Moacir
    15 Jul 2020 às 19:00

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Paciente
    15 Jul 2020 às 18:21

    só falta ele dizer que só foi pra SP, pra não ocupar vaga de algum pobre em Cuiabá ...!!!

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