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Terça-feira, 29 de setembro de 2020

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“Pareceu um teatro, uma encenação”, diz mãe de Isabele ao Fantástico

Da Redação - Isabela Mercuri

02 Ago 2020 - 21:32

Foto: Reprodução / TV Globo

“Pareceu um teatro, uma encenação”, diz mãe de Isabele ao Fantástico
Patrícia Ramos, mãe de Isabele Ramos Guimarães, 14, que morreu no último dia 12 de julho em uma mansão no Alphaville, disse ao Fantástico que quando chegou na casa onde aconteceu o disparo, tudo parecia um teatro. A reportagem trouxe uma série de inconsistências nos depoimentos dos envolvidos, tanto do pai, quando da adolescente que teria atirado acidentalmente na garota.

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No Fantástico, a repórter Ianara Garcia, da rede Globo, mostrou trechos dos depoimentos da adolescente e de seu pai, o empresário Marcelo Cestari, além de imagens de câmeras de segurança e uma entrevista com Patrícia.

“Como uma garota de 14 anos consegue disparar no rosto da minha filha, a uma curta distância em linha reta, com todo esse depoimento dela de que ela havia se desequilibrado?”, questionou a mãe de Isabele.

A reportagem traz, por exemplo, a questão do namorado da adolescente que teria efetuado o disparo. Ele deixou a arma na casa da namorada. Segundo Marcelo Cestari disse em seu depoimento, ele havia pedido para deixar as armas por causa do toque de recolher que estava valendo na capital. O rapaz, no entanto, disse que deixou a arma com munição, mas descarregada, o que impediria um tiro acidental. O advogado da família de Isabele, Hélio Nishiyama questionou: “Só uma pessoa pode ter alimentado a arma. A jovem que efetuou o disparo”, disse.

Câmeras de segurança

A partir das imagens de câmeras de segurança do condomínio, é perceptível que Isabele foi atingida entre 21h59 e 22h01, depois de o namorado da adolescente ter ido embora da casa. O Fantástico também mostrou trechos da ligação do pai da adolescente que atirou, Marcelo Cestari, ao Samu. No início, ele disse que a garota tinha caído e batido a cabeça no banheiro.

A mãe de Isabele também questionou este fato: “Como ele teve essa percepção de que minha filha havia caído e não levado um tiro? Como uma pessoa com tal gabarito consegue ouvir e não distinguir que é um tiro?”.

Outro fato trazido pela reportagem foi o depoimento dos enfermeiros. Um deles contou que eles tiveram dificuldades para entrar no condomínio, e que quando entraram na casa, uma mulher estava retirando da mesa material de manutenção das armas, modificando a cena do crime. A arma que atirou em Isabele, por exemplo, só apareceu com a chegada do delegado.

Troca de roupas

Outro fator apresentado e questionado por Patrícia Ramos foi a troca de roupas da adolescente que atirou e sua irmã. As duas teriam ido na casa de uma vizinha para se trocar, logo após o disparo.

No depoimento da adolescente, também trazido pela matéria, no entanto, ela diz que ficou no andar de baixo da mansão depois do ocorrido, e nem menciona que teria ido até outra casa para trocar de roupas.

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