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Segunda-feira, 21 de setembro de 2020

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Equipes que fiscalizavam crimes ambientais sofrem emboscadas em Colniza

Da Redação - Fabiana Mendes

06 Ago 2020 - 10:50

Foto: Sema/MT

Equipes que fiscalizavam crimes ambientais sofrem emboscadas em Colniza
Equipes da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e Polícia Militar de Mato Grosso sofreram emboscadas na região de Colniza (1025 quilômetros de Cuiabá), durante ações para coibir os crimes ambientais cometidos na região. A suspeita é que as emboscadas tenham sido praticadas por grileiros e posseiros que atuam extraindo madeira ilegalmente da Floresta Amazônica.

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Os atentados ocorreram nas glebas de Guariba, no dia 27 de julho, e Taquaraçu do Norte, no dia 03 de agosto. Segundo informações da assessoria de imprensa, além do bloqueio das pistas, foi ateado fogo às margens das pistas de acesso. Todos os fatos foram registrados em boletim de ocorrência para que as autoridades competentes apurem os fatos.

A região de Colniza vem recebendo atenção das autoridades estaduais e federais para combater os crimes ambientais. Cerca de 329 alertas de desmatamento na região já foram atendidos, totalizando R$ 86,5 milhões em multas aplicadas no município.

Reincidência

O monitoramento feito por imagens de satélite vem alertando para um aumento nos ilícitos ambientais na Gleba de Taquaraçu do Norte, localizada em uma região de difícil acesso com vários pontos de desmatamento e extração ilegal de madeira, além de histórico de conflitos fundiários.

Em 20 de julho, com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), as equipes constataram pontos de desmatamento na Gleba. Durante a operação, foi inutilizado um 1 trator de pneu que estava sendo empregado para a extração ilegal de madeira, também foi feita apreensão de arma, munições e declarado o embargo da área.

Já na semana seguinte, o monitoramento detectou novos alertas de desmatamento exatamente na mesma área, levando as equipes novamente para campo para verificar os danos ambientais causados. Os fiscais encontraram um novo barraco e máquinas extraindo madeira ilegalmente na mesma área. Novamente, os materiais foram inutilizados para evitar prosseguimento nos danos causados à floresta amazônica. Nas duas operações os suspeitos evadiram-se do local e ninguém foi preso.

Floresta em pé

Os órgãos ambientais utilizam a Plataforma de Monitoramento da Cobertura Vegetal para identificar desmates ilegais a partir de um hectare. Dessa forma, as equipes agem rapidamente evitando o prosseguimento dos crimes ambientais.

Para descapitalizar o infrator e impedir que o crime continue, a Sema adotou no início deste ano procedimentos para remoção imediata do maquinário do campo. As remoções são feitas com apoio do Programa REM-MT (Da sigla em inglês REDD+ para Pioneiros).

Já nos locais de difícil acesso, a Sema segue os procedimentos, conforme legislação e recomendação do Ministério Público Estadual, para destruição dos equipamentos.  A Notificação Recomendatória do MPE considera a destruição ou inutilização de equipamentos em situações que possam expor o meio ambiente a riscos significativos, comprometer a segurança da população e dos agentes públicos envolvidos na situação. A destruição é realizada em local seguro, que não oferece risco ao meio ambiente pelo uso de fogo.

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