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Quarta-feira, 30 de setembro de 2020

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Homem que ameaçou prefeito com machado é baleado ao tentar fugir de cadeia e agredir policiais

Da Redação - Wesley Santiago

10 Ago 2020 - 08:30

Foto: Reprodução

Homem que ameaçou prefeito com machado é baleado ao tentar fugir de cadeia e agredir policiais
Gustavo Lima Franco, detido na noite de sábado (08), após agredir um segurança da Prefeitura de Cuiabá e proferir ameaças contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), dizendo que ia até a casa dele para dar um presente com um machado, acabou baleado por munição não letal, após tentar fugir do local onde estava preso e partir para cima dos servidores da unidade.

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No domingo (09), o homem  tentou resistir aos procedimentos de revista na  Cadeia Pública de Várzea Grande (Capão Grande), alegando  ter nível superior. Porém, foi informado que o procedimento é feito com todos que por ali passam.

Ao ser avisado sobre os procedimentos de triagem médica por conta das medidas de prevenção ao coronavírus (Covid-19), ele desobedeceu a ordem dos policiais penais e tentou fugir correndo em direção ao portão de acesso. 

Como não teve êxito, o homem correu em direção aos servidores para agredi-los e não atendeu às ordens de parada. Foi preciso intervenção da equipe de contenção, que precisou efetuar três disparos de arma com munição menos que letal (bala de borracha), todos na perna.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)  foi acionado e os policiais penais o acompanharam até o Pronto Socorro, onde foram prestados os atendimentos necessários.

A Sesp informou ainda que o suspeito saiu da unidade neste domingo, em cumprimento de alvará expedido pela Justiça.

O caso

Na noite deste sábado, o homem se deslocou até a sede da administração Leste (que fica no mesmo bairro da residência do prefeito) e danificou patrimônio público. Além disto, agrediu o segurança que trabalha no local com chutes e pontapés, além de danificar a motocicleta que ele usa para trabalhar.


 
O segurança de 42 anos ficou ferido no braço em razão dos socos que recebeu. Após isto, o homem disse que iria deixar o local e, com um machado, dar um “presente” para Emanuel Pinheiro.
 
Assustado, o segurança acionou a Polícia Militar, que fez a detenção do homem, junto com a equipe que faz a proteção de Emanuel Pinheiro.
 
Em um vídeo, o segurança relata que estava trabalhando, quando viu o homem forçando a porta, com um pedaço de pau nas costas. Ele então questionou o suspeito, que perguntou se ele estava do lado de Emanuel Pinheiro. Tendo a resposta de que o homem sempre apoio o prefeito, ele partiu para cima da vítima.
 
“Tirou o pau, que era um machado, sai correndo e ele veio atrás de mim. Derrubou minha moto. Tem quatro anos que trabalho aqui e nunca teve um problema deste. Liguei para a polícia e ele foi para o lado da casa do prefeito. Liguei para a PM e os militares pegaram ele quase chegando na casa do prefeito. Ele disse que iria dar um presente para o Emanuel Pinheiro, com um machado na mão. Fiz um boletim de ocorrências contra ele, ia até matar a gente, eu sou trabalhador”, disse o homem.

Ameaça a vereador

Gustavo Lima Franco, de 28 anos, é filho de uma empresária do setor imobiliário e acusado de ameaçar de morte o vereador Toninho de Souza (PSD) e sua família. Ele seria ligado ao movimento “Pró-Abílio” e estaria presente na última manifestação contra a cassação do parlamentar, na Câmara Municipal.
 
Segundo informações obtidas pelo Olhar Direto, Gustavo teria entrado em contato com a esposa de Toninho e enviado a seguinte mensagem: "Deixa eu te perguntar, vocês já se acostumaram com a possibilidade da morte do Toninho de Souza? Pois provavelmente numa manifestação, se o povo perder o controle, pode acabar de uma forma bem cruel", diz.
 
Já em uma postagem em modo público, Gustavo teria comentado que: "Essa ética tá parecendo aqueles códigos de conduta do crime...X9 sempre acaba levando. Isso precisa mudar".
 
Já em uma publicação do próprio vereador, presidente do Conselho de Ética, que votou por unanimidade pela cassação de Abílio Brunini Júnior (PSC), Gustavo teria feito uma nova ameaça. "Você está esquecendo da morte dele em uma provável revolta popular", descreve a denúncia.

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