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Terça-feira, 29 de setembro de 2020

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Perto da Avenida do CPA, terreno destinado a terminal do VLT é 'grilado' pela segunda vez; veja fotos

Da Redação - Fabiana Mendes

11 Ago 2020 - 09:16

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Perto da Avenida do CPA, terreno destinado a terminal do VLT é 'grilado' pela segunda vez;  veja fotos
Uma área destinada a construção do terminal rodoviário do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), nas proximidades da avenida Historiador Rubens de Mendonça, na região da Grande Morada da Serra, em Cuiabá, foi ocupada por cerca de 90 famílias, que construíram barracões.

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A reportagem do Olhar Direto esteve no local na tarde desta segunda-feira (10), para conversar com os moradores, mas encontrou poucas pessoas nas casas, que preferiram não dar entrevistas.

Esta é a segunda vez que o grupo ocupa a área. Em 2019, as famílias foram retiradas pela Polícia Militar. Em junho deste ano, elas retornaram. Dezenas de barracos foram construídos e o nome dos moradores afixados na frente.

Em muitos barracos ainda não há móveis, apenas colchões. Outros estão vazios e há também alguns sendo levantados. Apesar disso, o fornecimento irregular de energia elétrica e água está sendo feito. 

A líder do grupo, Thamyres dos Santos Silva disse que as famílias se encontram em situação de vulnerabilidade social, estão sem renda fixa, moradia própria e viviam de aluguel ou em locais cedidos temporariamente.

“Estamos requerendo nossos direitos de moradia digna, já que temos o dever de exerceremos o papel de cidadão democrático. Queremos também contribuir com impostos”, defendeu. De acordo com ela, são 108 lotes medindo 10x20. 

A obra do VLT foi iniciada em agosto de 2012 e mais de R$ 1 bilhão já foi aplicado no modal de transporte coletivo da região metropolitana. Os trilhos que guiariam o VLT nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.

Parado desde dezembro de 2014, o projeto inicial seria composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.

A licitação previa 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.

Em 12 de julho do ano passado, o Governo do Estado criou um Grupo de Trabalho (GT) com o propósito de encomendar estudo de viabilidade técnica junto à Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, por intermédio da portaria nº 1674, órgão vinculado ao Ministério de Desenvolvimento Regional. O empreendimento tem contrato de financiamento no Programa Pró-Transporte, e se encontra atualmente paralisado.
 
Outro lado
 
Procurada, a assessoria de imprensa informou que o assunto já é de conhecimento do Governo e as medidas cabíveis são analisadas pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

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