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Quinta-feira, 24 de setembro de 2020

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Família de soldado morto pelo Bope contrata escritório de especialistas e busca respostas sobre ação policial

Da Redação - Max Aguiar

14 Ago 2020 - 16:06

Foto: Reprodução

Família de soldado morto pelo Bope contrata escritório de especialistas e busca respostas sobre ação policial
A família do soldado Oacy da Silva Taques Neto, que morreu durante confronto com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), nas proximidades do Belvedere, em Cuiabá, contratou um escritório com advogados especialistas em processos criminais para acompanhar o inquérito policial e garantir a lisura das investigações no âmbito militar e civil. 

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Os advogados Alaertt Rodrigues e Edson Rodrigues já estão com o caso desde o começo da semana e fizeram nesta sexta-feira (14) o protocolo de documentos no Comando Geral da PM e na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). 

Durante a semana, Olhar Direto informou em primeira mão que o soldado Taques morreu após levar cinco tiros. Quatro trasfixaram seu corpo e uma bala foi retirada durante o exame de necropsia. A família dele, ao desconfiar da tese de confronto, contratou os advogados e hoje protocolaram requerendo as sequintes informações:

"Protocolamos ofícios no Comando Geral da PM para saber se o PM (Oacy Taques) fazia parte do grupo de inteligência; no dia dos fatos a família identificou alguns sinais diferentes no corpo do PM, como pancadas na cabeça e sinais de luta corporal nas unhas (porém aguardamos o laudo necropsia); e exames de balísticas nos veículos apreendidos", escreveram os advogados. 

Antes da aparição dos advogados, o também jurista especialista em casos criminais Waldir Caldas questionou a ação dos policiais do Bope e o confronto, apontando indícios de execução. 

Para Caldas, a situação carece de explicação, tanto do Comando Geral quanto da DHPP, principalmente para não sujar o nome da instituição Polícia Militar e para que policiais não acabem fazendo ações substituindo a Justiça e o Estado de Direito pela bala de fuzil. 

Já os advogados Alaertt e Edson Rodrigues também explicaram que não querem julgar ninguém. Apenas estão fazendo buscando respostas sobre o que de fato aconteceu naquele dia. 

"A contratação de advogados não significa que alguém errou em excessos ou que tenha participação do PM nos crimes, mas sim, uma resposta para família e à sociedade que confia na forças de segurança de Mato Grosso", escreveram os advogados.

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