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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

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Jayme exalta trajetória dos Campos na política e avisa Mauro Mendes: “não aceito ir de joelhos”

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

15 Set 2020 - 14:27

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Jayme exalta trajetória dos Campos na política e avisa Mauro Mendes: “não aceito ir de joelhos”
O senador Jayme Campos (DEM) fez um discurso exaltado na noite da última segunda-feira (14), durante a convenção estadual da sigla e logo após a reunião que ‘liberou’ o governador Mauro Mendes (DEM) para apoiar o senador Carlos Fávado (PSD) na campanha à reeleição no Senado. Durante sua fala, o ex-governador exaltou a trajetória de sua família na política, e disse que avisou a Mendes que seria seu aliado, mas jamais aceitaria “ir de joelhos”.

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“Eu disse pro Mauro Mendes: ‘você vai ter um aliado 20, 30, 40, 50 anos, desde que sejamos tratados como tal da minha estrutura, do meu tamanho. Não aceito, em hipótese alguma, ir de joelho, ir de rastro e muito menos de quatro’. Sempre tendo a altivez e a grandeza porque e sei que política se constrói e chega, com certeza, onde quer chegar, mas de forma uniforme. Olhando no olho, frente a frente”, afirmou Jayme no discurso.

Com tom de vitorioso, ele fez questão de lembrar das últimas eleições ao Senado, em 2018, quando teve 500 mil votos. “Mesmo estando distante quatro anos no Senado, com 11 candidatos a senadores eu fiz 500 mil votos, eu e o Fábio Garcia. Para se comparar igual a este senador tem que ter toucinho pra queimar, tem que ter história, você tem que ter o respeito do seu povo”, declarou.

Pouco antes de ser batido o martelo sobre o apoio do DEM à candidatura e Nilson Leitão (PSDB) ao Senado, com Julio Campos como primeiro suplente e José Márcio (PL) como segundo Suplente, a cúpula estadual do partido se reuniu a portas fechadas. Mauro Mendes não mudou de opinião em relação ao seu apoio, e inclusive deixou a convenção logo após seu discurso, afirmando a jornalistas que iria mesmo apoiar o ex-vice-governador Carlos Fávaro, que esteve ao lado dele na campanha de 2018.

Antes de o DEM decidir que não iria lançar candidatura ao Senado Federal, Julio chegou a ser cotado. No entanto, em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o próprio Jayme lhe pediu que não saísse, já que tem o fígado transplantado. A eleição suplementar para o Senado, que acontece por causa da cassação da ex-juíza Selma Arruda (Pode), deveria ter acontecido em abril, mas foi adiada por conta da pandemia.

Julio aceitou a recomendação do irmão e recuou. “Entretanto veio este convite desse grande político que aqui nós temos que reconhecer, que é Nilson Leitão. Foi o único que convidou Julio para ser seu suplente. Ademais, nenhum, respeitosamente o convidou de forma oficial”, disparou Jayme, ainda no discurso.

Apesar disso, ele reiterou a trajetória política da família – os dois irmãos, por exemplo, já foram governadores do estado – e disse que os Campos não ficam “na beira de estrada pedindo carona”. “Nós temos serviços prestados em Mato Grosso, nós temos uma história. Não somos aventureiros, não somos picaretas, quase 40 anos de vida pública você não vê um riscado na camisa de Julio José de Campos”, disse o senador.
Em relação às eleições municipais, Jayme mostrou-se confiante: “Vamos eleger 65 prefeitos em Mato Grosso. Eu sou otimista, talvez até demais. Vamos eleger a maioria absoluta dos nossos candidatos, e onde depender da modesta presença de Jayme Campos, estarei lá levando a mensagem de fé, de esperança ao povo dessa cidade, e sobretudo apoiando meu companheiro”, finalizou.

Na última segunda-feira (14), deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) afirmou que o DEM está articulando para conseguir o apoio do PSDB na disputa da prefeitura de Cuiabá. As tratativas, segundo o parlamentar, estão ocorrendo diretamente o presidente nacional da sigla, Bruno Araújo. O esforço é necessário após diversos vereadores tucanos sinalizarem simpatia à candidatura de Emanuel Pinheiro (MDB). O provável nome a ser lançado pelo DEM em Cuiabá é o de Fábio Garcia, presidente estadual da sigla.

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