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Quinta-feira, 22 de outubro de 2020

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"Eu era a pessoa errada na hora errada", diz Emanuel sobre vídeo da delação de Silval

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

23 Set 2020 - 16:35

Foto: Marcus Mesquita

Em live respondendo às perguntas encaminhadas por toda imprensa na tarde desta quarta-feira (23), o prefeito de Cuiabá e candidato à reeleição Emanuel Pinheiro (MDB) voltou a falar sobre o processo que responde em virtude da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa e garantiu que foi "a pessoa errada, na hora errada" no dia em que foi filmado recebendo dinheiro, que ele assegura ser do pagamento de uma dívida de seu irmão, o empresário Marco Polo Pinheiro, o Popó.
 
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O prefeito ainda explicou que nunca deixou de sair para rua e enfrentou a população de cabeça erguida por ter a certeza de que nunca cometeu nenhum ilícito enquanto era deputado.
 
“Sempre estive nas ruas e o calor humano do povo cuiabano é que sempre me deu força e garra para enfrentar os detratores, os malfeitores, os propagadores e construtores de fake News que tentaram me atingir. Mantive a cabeça erguida e sempre estive nas ruas e no meio da população fazendo esta gestão realizadora e bem avaliada”, afirmou.
 
Ele também sustentou que as imagens dele recebendo dinheiro ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, anexada a delação premiada foi uma armação feita para pegar outras pessoas e que ele acabou sendo envolvido por ir receber o pagamento do trabalho de seu irmão, que tem um instituto de pesquisa e havia realizado serviços para o ex-governador.
 
“Estavam armando para outros, não sei para quem, e para salvar a delação o réu confesso teve que me empurrar dentro da delação e agora é a palavra dele contra a minha. No relatório da Polícia Federal eles dizem que ‘de fato é incontroverso’, ou seja, não há dúvida de que o Silvio devia para o Popó. E depois disso, inclusive, popó o executou, existe uma ação do Popó para o Silvio com os cheques que o Silvio pagou pela dívida, esses cheques voltaram e o Popó está até hoje executando o Silvio”, disse.
 
“A partir do momento que no relatório a PF confirma incontroverso, agora ficou a minha palavra contra a palavra do delator, que é um réu confesso. Ele vai ter que provar que este recurso era mensalinho ou qualquer outro tipo de recurso ilícito. Vou provar que não era e tenho provas materiais, testemunhais. Vou provar que era parte de uma dívida do governador com o meu irmão e que eles estavam a vista de sair a vias de fato em virtude do não pagamento a meses para meu irmão naquele período”, concluiu.

A Justiça Federal acolheu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) na semana passada e tornou réus o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete Silvio Cézar Corrêa Araújo e dez ex-deputados estaduais, incluindo Pinheiro pelo caso do suposto ‘mensalinho’ que teria funcionado durante a gestão Barbosa. 

Os dez ex-deputados foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa e associação criminosa. Já o ex-governador e o ex-chefe de gabinete foram denunciados pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa.

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