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Segunda-feira, 26 de outubro de 2020

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Duas vacinas contra o novo coronavírus começarão a ser testadas em Mato Grosso

Da Redação - Wesley Santiago

24 Set 2020 - 09:20

Foto: Reprodução/Ilustração

Duas vacinas contra o novo coronavírus começarão a ser testadas em Mato Grosso
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, na última quarta-feira (23), o teste de duas vacinas contra o novo coronavírus em voluntários que estão em Mato Grosso. Tratam-se das duas mais promissoras do mercado, sendo uma delas a da empresa chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

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A aplicação dos testes inicialmente seria feita em nove mil voluntários. Porém, com a nova autorização, que também inclui Mato Grosso do Sul, além de Mato Grosso, este número subirá para 13.060.
 
Também foi anunciado que a vacina Janssen-Cilag, do grupo Johnson e Johnson, que teve anuência para testes em sete estados brasileiros, terá a participação de voluntários de mais quatro estados nos testes. Foram incluídos nesta lista os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e também o Distrito Federal. 
 
O estudo, com 8 mil voluntários no Brasil, começará em outubro. A vacina da empresa está na fase 3 de ensaios clínicos. Nas fases anteriores, realizadas com voluntários nos Estados Unidos e Bélgica, os resultados foram considerados satisfatórios. Caso tenha sucesso na última fase, a farmacêutica pretende produzir 1 bilhão de doses em 2021.
 
A “CoronaVac” já passou pela fase três em 50 mil voluntários na China e se mostrou segura. No total, 94% dos voluntários não tiveram qualquer reação adversa, sendo que 5,3% tiveram reações com pouca gravidade, como fadiga ou febre leve. Os dados foram apresentados pelo governador João Dória (PSDB), na data de ontem.
 
No Brasil, a previsão feita pelo governo de São Paulo é ter, até dezembro, um estoque de 46 milhões de doses para imunizar toda a população do Estado. 
 
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quarta-feira (23.09), 117.299 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 3.336 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.
 
Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (22.916), Várzea Grande (8.765), Rondonópolis (8.520), Lucas do Rio Verde (5.353), Sorriso (4.956), Sinop (4.844), Tangará da Serra (4.785), Primavera do Leste (3.810), Cáceres (2.630) e Campo Novo do Parecis (2.615).

Cobrança

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou que não tem conhecimento de nenhuma iniciativa do governo do Estado no sentido de reservar alguma das vacinas contra a Covid-19 para a população mato-grossense. Segundo o parlamentar, a questão será cobrada em plenário na próxima semana.

Em entrevista coletiva na última segunda-feira (21), o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afirmou que os 46 milhões de moradores do estado de São Paulo serão vacinados até fevereiro de 2021. A afirmação se refere à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, que deve terminar a fase 3 de testes até o mês de outubro. Caso tudo corra bem, a imunização já pode começar em dezembro.

Já o governo do Paraná deve submeter o protocolo de validação da fase 3 de estudos da vacina russa, a Sputnik V, até o final de setembro. A previsão é que o início dos testes comece no final de outubro. Depois de 60 dias, deve haver novo pedido à Anvisa para vacinação efetiva, com as primeiras doses sendo importadas.

Em Mato Grosso, por outro lado, Mauro Mendes afirmou no final do agosto que não iria entrar em “corrida midiática” pela vacina, e que deixaria o assunto sob responsabilidade do Ministério da Saúde e o Governo Federal.

“A corrida pela vacina é uma corrida que está mobilizando todos os esforços do mundo. Não sei se o governo do Estado já tomou algum tipo de iniciativa no sentido de reservar alguma das vacinas para aplicar na nossa população. Eu, sinceramente, espero que o que o governo de São Paulo anunciou se materialize. Porque a expectativa que nós tínhamos é que a vacina só seria distribuída, uma das vacinas, porque a gente não sabe qual estará em condições de ser aplicada em massa a tempo, mas só a partir do final do primeiro semestre”, disse Lúdio ao Olhar Direto. Logo depois, ele afirmou que irá cobrar o governo em plenário nos próximos dias.

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