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Quarta-feira, 21 de outubro de 2020

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Mauro diz que diminuição de alíquota para aposentados é ‘descuido’ que pode fazer Estado voltar ao que era

Da Redação - Isabela Mercuri / Do local - Max Aguiar

01 Out 2020 - 11:55

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro diz que diminuição de alíquota para aposentados é ‘descuido’ que pode fazer Estado voltar ao que era
Na última quarta-feira (23), o governo Mauro Mendes (DEM) sofreu uma ‘derrota’ em relação à reforma da Previdência. Na ocasião, foi aprovada em primeira votação na Assembleia Legislativa o projeto de lei complementar (PLC) 36/2020, que diminui a alíquota sobre a previdência dos aposentados. Para o chefe do Executivo estadual, a aprovação foi um ‘descuido, um equívoco’, e ele acredita que a proposta não passará pela segunda votação.

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“Acho que o Brasil inteiro está com essa alíquota, os deputados vão refletir adequadamente e saber que nós temos que administrar para grande maioria. Se ficar cuidando de interesses pontuais, específicos, toda hora que vai tomar decisão, vai fazer voltar o estado a ser o que era. São as decisões corretas que levam a resultados bons, está aí o que nós fizemos no início do ano passado durante todo o ano”, disse, na manhã desta quarta-feira (30).

Após a primeira votação, o PLC ainda passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de ir para segunda votação em plenário, para só então ir à sanção do governador. A proposta acaba com a cobrança da alíquota previdenciária para aqueles que ganham até o teto do INSS, de R$ 6,1 mil, revogando assim os parágrafos 5° e 6° do artigo 2° da Lei Complementar 654/20, que foi aprovada em janeiro e sancionada por Mauro Mendes.

Segundo Mauro, os ‘resultados positivos’ que o estado colheu em 2020 vieram destas reformas. “Grande programa de infraestrutura, investimento na educação, na saúde, por decisões corretas, salário em dia, e todos vão ganhar, os servidores... quando a lei permitir, que agora nós temos uma lei federal que proíbe os reajustes, mas quando permitir nós teremos condições de dar a eles os reajustes, então as decisões corretas levam a ganhos para toda a sociedade. Eu tenho certeza que a Assembleia vai continuar, pela sua maioria, a decidir dessa forma”, completou.

O governador, no entanto, preferiu não dizer se, caso o PLC passe, ele o vetará. “Eu não posso ficar trabalhando com conjecturas, todos os dias eu tenho importantes decisões para serem tomadas, então eu não fico decidindo baseado em possibilidades. Espero concretizar fatos, mas eu sempre decido com responsabilidade, olhando para o futuro, e nunca tomando decisões demagógicas, populistas, que isso passa a quilômetros de distância de ser o meu perfil”, finalizou.

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