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Terça-feira, 24 de novembro de 2020

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Em Mato Grosso, 69 mil pessoas trabalham de forma remota, enquanto 46 mil estão afastadas

Da Redação - José Lucas Salvani

24 Out 2020 - 15:12

Foto: Reprodução

Em Mato Grosso, 69 mil pessoas trabalham de forma remota, enquanto 46 mil estão afastadas
No estado de Mato Grosso, 69 mil pessoas estão trabalhando de forma remota, no regime de home office, enquanto 46 mil estão afastadas de seus respectivos trabalhos devido ao novo coronavírus. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) COVID19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e são referentes ao mês de setembro.

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Em maio, 149 mil pessoas estavam afastadas do trabalho, enquanto 126 mil e 128 mil em junho e julho, respectivamente. Já em agosto, o número caiu para 62 mil e posteriormente para 46 mil em setembro, representando 3º da população ocupada. Mato Grosso está em 24º lugar entre os estados no ranking de percentual de pessoas ocupadas que estavam temporariamente afastadas do trabalho devido ao distanciamento social.

Quanto aos profissionais que trabalham de casa, em maio, eram 60 mil, enquanto em junho, 65 mil, e em julho, 69 mil. Já em agosto, 74 mil. Por fim, em setembro, 69 mil.

Segundo a PNAD COVID19, 144 mil mato-grossenses não ocupados não procuraram trabalho no mês passado por conta da pandemia de Covid-19 ou por falta de vaga na localidade em que vivem, mas gostariam de trabalhar na semana de referência. Em maio, eram 168 mil pessoas nessas condições, em junho, 147 mil, em julho, 175 mil, e em agosto, 167 mil.

O IBGE estima que, em setembro, 1,5 milhão de pessoas estavam ocupadas em Mato Grosso, embora 2,7 milhões estivessem em idade para trabalhar, ou seja, tinham 14 anos ou mais de idade. Já o total de desocupados no estado variou de 170 mil, em agosto, para 168 mil, em setembro. Eram 174 mil em maio, 187 mil em junho e 172 mil em julho.

A taxa de desocupação de Mato Grosso se manteve estável, em 9,8% em setembro. Essa foi a quinta menor taxa de desocupação entre todos os estados do país, atrás de Santa Catarina (7,8%), Rondônia (9,1%), Mato Grosso do Sul (9,5%) e Rio Grande do Sul (9,7%). Bahia foi o pior no ranking, com 19,6%. Em maio e em julho, Mato Grosso teve taxa de 10,2% e, em junho, 10,9%. Em agosto foi de 10%.

Dentre todas as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho no estado em setembro por qualquer motivo (91 mil), 73 mil continuaram a receber a remuneração e 18 mil deixaram de receber a remuneração. Em maio, de 207 mil pessoas ocupadas e afastadas do trabalho por qualquer razão, 123 mil recebiam e 84 mil não recebiam salário.

Segundo a pesquisa, do total de ocupados no estado, 541 mil pessoas estavam na informalidade em setembro, 15 mil a mais do que em agosto. A Proxy da taxa de informalidade, que é o percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de ocupados (isto é: [trabalhadores informais/pessoas ocupadas] x 100), foi de 35%, estável em relação aos 34,5% de agosto e de junho. Tanto em maio quanto em julho havia sido de 34,4%.

O percentual de domicílios que receberam algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) em setembro foi de 42,7%. De maio para junho aumentou de 38,8% para 43,3% e tanto em julho quanto em agosto foi de 42,5%. Em todo o Brasil, a proporção de domicílios que receberam algum auxílio passou de 43,9%, em agosto, para 43,6%, em setembro.

Todos os dados foram coletados por meio do PNAD Covid-19, que será realizado até 11 de dezembro de 2020. Em Mato Grosso, os entrevistadores do IBGE telefonam mês a mês para monitorar os cerca de 5.000 domicílios selecionados em 97 cidades. O levantamento faz parte das Estatísticas Experimentais do IBGE.

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